Política
Justiça Eleitoral enterra denúncia contra Ito de Bêga, Renata e Jailton em Conceição do Almeida
Decisão da juíza Marineis Freitas afirma que não houve crime, abuso de poder ou uso indevido da máquina pública nas eleições de 2024

A Justiça Eleitoral da Bahia rejeitou integralmente a ação movida por adversários políticos contra o prefeito de Conceição do Almeida, Adailton Campos Sobral, o Ito de Bêga, a prefeita eleita Renata Suely Nogueira de Santana e o vice-prefeito Jailton Melo Souza, na tentativa de questionar a lisura das eleições municipais de 2024.
A sentença foi proferida pela juíza Marineis Freitas Cerqueira, da 184ª Zona Eleitoral de São Felipe, e deixa claro: não houve crime eleitoral, irregularidade administrativa ou qualquer desvio de conduta por parte dos gestores públicos.
A ação acusava o grupo de supostas contratações irregulares, feitas por meio de uma empresa terceirizada antes do pleito. No entanto, a magistrada foi categórica ao afirmar que trabalhadores terceirizados não são servidores públicos, e que as admissões foram feitas diretamente pela empresa, sem qualquer interferência de Ito de Bêga, Renata ou Jailton.
“Não houve abuso de poder, desvio de finalidade ou uso indevido da máquina pública”, aponta a decisão judicial, que ainda destacou que um dos contratos questionados era para o serviço de gari – atividade essencial, permitida mesmo durante o período eleitoral.
O próprio Ministério Público Eleitoral acompanhou o entendimento da juíza, defendendo a improcedência da denúncia e reconhecendo que não houve qualquer ato ilícito.
A sentença, além de fortalecer a segurança jurídica do processo eleitoral, exclui qualquer possibilidade de perseguição ou manobra para tentar deslegitimar a vitória de Renata e Jailton nas urnas.
Para os aliados políticos da nova gestão, a decisão é uma vitória da democracia, da justiça e da seriedade administrativa que vem sendo praticada em Conceição do Almeida.
Política
Fiscalização resgata 13 trabalhadores em obra no sertão da Bahia
Empregados foram encontrados em condições análogas à escravidão durante operação em obra de pavimentação financiada pela Codevasf, em Casa Nova

Uma operação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel resgatou 13 trabalhadores em condições análogas à escravidão em uma obra de pavimentação localizada no distrito de Santana do Sobrado, no município de Casa Nova, no norte da Bahia.
A intervenção ocorreu durante uma fiscalização realizada em um empreendimento financiado pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Segundo as informações divulgadas, os trabalhadores atuavam em condições consideradas incompatíveis com a legislação trabalhista e com as normas de proteção à dignidade do trabalhador.
A ação identificou irregularidades relacionadas às condições de trabalho, alojamento e segurança, resultando no resgate dos empregados e na adoção das medidas previstas pela legislação. Os órgãos responsáveis também iniciaram os procedimentos para garantir o pagamento das verbas trabalhistas devidas e apurar as responsabilidades pelo caso.
A operação integra as ações permanentes de combate ao trabalho análogo à escravidão no Brasil, com foco na identificação de violações aos direitos trabalhistas e na responsabilização dos envolvidos.
O caso deverá seguir sob investigação dos órgãos competentes, que irão apurar as circunstâncias da contratação da mão de obra, a execução do contrato e o cumprimento das normas legais pelos responsáveis pela obra.
Política
Alice Portugal cobra transparência sobre arrecadação de multas em Salvador
Deputada questiona destino de mais de R$ 500 milhões arrecadados pela Prefeitura e pede esclarecimentos sobre investimentos em mobilidade urbana

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB) manifestou-se nas redes sociais após a divulgação de dados que apontam que a Prefeitura de Salvador, administrada pelo prefeito Bruno Reis (União Brasil), já arrecadou mais de R$ 500 milhões em multas. A parlamentar defendeu maior transparência na aplicação dos recursos e questionou quais áreas estão sendo beneficiadas com os valores recolhidos.
Em sua publicação, Alice Portugal afirmou que a população espera mais clareza sobre a destinação do montante arrecadado, especialmente diante dos desafios enfrentados diariamente pelos usuários da mobilidade urbana na capital baiana.
A deputada destacou que, apesar da elevada arrecadação, moradores continuam convivendo com problemas relacionados ao transporte público, congestionamentos, vias que necessitam de melhorias e dificuldades na mobilidade urbana. Segundo ela, esses fatores reforçam a necessidade de prestação de contas por parte da administração municipal.
Na manifestação, a parlamentar também levantou questionamentos sobre a aplicação dos recursos provenientes das multas de trânsito, defendendo que a população tenha acesso às informações sobre os investimentos realizados com essa arrecadação.
O tema reacende o debate sobre a gestão dos recursos públicos e a importância da transparência na administração municipal, especialmente em áreas estratégicas como infraestrutura viária, transporte coletivo e mobilidade urbana, que impactam diretamente o cotidiano dos soteropolitanos.
Política
Proposta prevê aposentadoria especial para profissionais da comunicação
Projeto em tramitação na Câmara dos Deputados busca garantir benefício previdenciário diferenciado para trabalhadores da imprensa e da comunicação social

Os profissionais da imprensa e das demais áreas da comunicação social poderão conquistar um novo direito previdenciário caso avance na Câmara dos Deputados um projeto que propõe a criação da aposentadoria especial para a categoria. A iniciativa pretende reconhecer as condições específicas de trabalho enfrentadas por esses profissionais no exercício de suas funções.
Pela proposta, o benefício será destinado aos trabalhadores que atendam aos requisitos estabelecidos pela legislação previdenciária. Entre as exigências estão ser segurado obrigatório do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), exercer a atividade de forma habitual e permanente em condições de risco ou insalubridade e possuir o registro profissional, quando exigido pela legislação vigente.
O projeto busca ampliar a proteção social aos profissionais da comunicação, contemplando trabalhadores que atuam em ambientes considerados de maior exposição a situações de risco durante a cobertura de acontecimentos, reportagens, operações policiais, conflitos, desastres naturais e outros eventos que fazem parte da rotina de diversas áreas do jornalismo e da comunicação.
Caso seja aprovada, a proposta poderá alterar as regras de acesso à aposentadoria para milhares de profissionais em todo o país, garantindo um tratamento previdenciário diferenciado àqueles que comprovarem o exercício das atividades nas condições previstas pelo texto.
A matéria ainda será analisada pelas comissões competentes da Câmara dos Deputados antes de seguir para as próximas etapas do processo legislativo. Se aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada, a medida passará a integrar as normas que disciplinam a concessão de benefícios previdenciários no Brasil.
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