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Ruptura pública entre Musk e Trump expõe crise na direita americana

Bilionário ataca ex-presidente nas redes sociais, sugere impeachment e revela tensão por projeto tributário que pode elevar dívida dos EUA em trilhões

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Donald Trump e Friedrich Merz conversam com jornalistas no Salão Oval da Casa Branca nesta quinta (5) / Reprodução

A aliança entre Elon Musk e Donald Trump chegou a um ponto crítico nesta quinta-feira (5), com troca de farpas públicas e acusações graves envolvendo interesses econômicos, redes sociais e até menções ao escândalo Jeffrey Epstein. Durante um encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz na Casa Branca, o ex-presidente norte-americano não poupou críticas ao bilionário sul-africano, afirmando: “Estou muito decepcionado com Elon. Eu o ajudei muito.”

A reação de Trump veio após Musk iniciar uma ofensiva nas redes sociais contra o projeto de lei tributária patrocinado pelo republicano, que pode elevar a dívida dos EUA em US$ 2,4 trilhões. O CEO da Tesla e proprietário do X (antigo Twitter) rebateu as declarações do presidente e chegou a afirmar: “Sem mim, Trump perderia a eleição.” Em seguida, repostou uma mensagem pedindo o impeachment do ex-aliado — e respondeu com um enfático “sim”.

A tensão expôs divergências profundas sobre política fiscal e subsídios à indústria de carros elétricos, com Musk alegando que a proposta atual seria desastrosa para a economia e prejudicial ao controle do déficit. Como resultado do conflito, as ações da Tesla caíram 12% ao longo da tarde, refletindo a instabilidade gerada pela briga de gigantes.

Trump não deixou barato. Pelo seu perfil na Truth Social, escreveu que a forma mais rápida de economizar bilhões de dólares seria cortar contratos e subsídios com empresas de Elon Musk. Musk, por sua vez, insinuou que Trump estaria ligado ao caso Epstein, sugerindo que o ex-presidente aparece nos arquivos não divulgados do falecido bilionário acusado de tráfico sexual. “Guardem este post para o futuro. A verdade virá à tona”, declarou.

A Casa Branca tentou minimizar a crise, chamando o episódio de “lamentável” e atribuindo a reação de Musk à frustração por não ter seus interesses contemplados na nova lei.

O racha tem impactos diretos sobre o cenário político e econômico dos EUA. Musk foi um dos principais doadores da campanha republicana e ocupava até recentemente posição de destaque como conselheiro na área de eficiência governamental da administração Trump. A ruptura pública representa um abalo na articulação da direita norte-americana, justamente em um momento em que Trump busca consolidar alianças para enfrentar Joe Biden nas próximas eleições.

Durante o encontro com Merz, Trump evitou o tema da extrema direita europeia, mesmo diante da presença de aliados como J. D. Vance e Marco Rubio, que já declararam apoio ao partido alemão AfD. O presidente optou por adular o premiê alemão e prometeu “acabar com a guerra na Ucrânia” em breve, sem detalhar como.

No gesto diplomático final, Merz presenteou Trump com a certidão de nascimento de seu avô, Friedrich Trump, que emigrou da Alemanha para os EUA em 1896. A moldura folheada a ouro contrastou com o clima tenso que marcou o restante do dia.

Redação Saiba+

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Papa Leão XIV faz apelo pela paz durante celebração de Pentecostes

Pontífice afirmou no Vaticano que “só a Onipotência do amor” pode salvar a humanidade da guerra

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Papa pronuncia sua homilia — Foto: Divulgação

O papa Leão XIV realizou neste domingo (24) um forte apelo em defesa da paz mundial durante a celebração de Pentecostes na Basílica de São Pedro, no Vaticano. Em uma das datas mais simbólicas do calendário cristão, o pontífice destacou que “só a Onipotência do amor” é capaz de salvar a humanidade diante dos conflitos e guerras que atingem diferentes regiões do planeta.

A cerimônia reuniu milhares de fiéis e líderes religiosos na Praça São Pedro, em um momento marcado por mensagens de fé, união e esperança. Durante a homilia, o papa ressaltou a necessidade de diálogo entre os povos e reforçou a importância da solidariedade como caminho para enfrentar crises humanitárias e tensões internacionais.

Pentecostes é celebrado cinquenta dias após a Páscoa e representa, segundo a tradição católica, a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos. A data simboliza o nascimento da Igreja e é considerada uma das celebrações mais importantes para os cristãos em todo o mundo.

Ao abordar os desafios atuais enfrentados pela humanidade, o papa Leão XIV destacou que o amor e a compaixão precisam prevalecer sobre o ódio e a violência. A mensagem do líder da Igreja Católica ocorre em um cenário global marcado por guerras, disputas geopolíticas e crises humanitárias, aumentando a repercussão internacional do pronunciamento feito no Vaticano.

Além do discurso voltado à paz, a celebração também foi marcada por momentos de oração coletiva e homenagens à missão evangelizadora da Igreja. Fiéis acompanharam a cerimônia com bandeiras e mensagens religiosas, reforçando o clima de devoção durante o evento.

A fala do pontífice repercutiu rapidamente entre católicos e lideranças religiosas, sendo vista como um novo chamado da Igreja para a promoção da paz mundial e da fraternidade entre as nações.

Redação Saiba+

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Cuba sinaliza abertura econômica, mas critica postura dos EUA

Embaixador cubano na ONU afirma que país está disposto a reformas, mas questiona boa-fé de Washington nas negociações diplomáticas

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Ernesto Soberón Guzmán, embaixador de Cuba na ONU — Foto: Hiroko Masuike

Cuba afirmou estar disposta a implementar mudanças em sua economia e em seu modelo de governo, além de demonstrar interesse em avançar nas negociações diplomáticas com os Estados Unidos. No entanto, o governo cubano avalia que Estados Unidos não estaria participando das conversas com boa-fé.

A declaração foi feita pelo embaixador cubano nas Nações Unidas, Ernesto Soberón Guzmán, em entrevista ao jornal The New York Times. Segundo ele, Havana mantém disposição para diálogo, mas enxerga obstáculos políticos que dificultam avanços concretos nas relações bilaterais.

O diplomata destacou que Cuba demonstra abertura para ajustes internos e busca por maior integração econômica internacional, ao mesmo tempo em que critica o que considera uma postura pouco cooperativa por parte do governo norte-americano nas tratativas diplomáticas.

De acordo com Soberón Guzmán, o país caribenho segue interessado em reconstruir pontes diplomáticas e ampliar canais de negociação, especialmente em temas econômicos e humanitários. No entanto, ele reforçou que a confiança entre as partes ainda é um dos principais entraves para o progresso das conversas.

As relações entre Cuba e Estados Unidos têm histórico marcado por tensões políticas e econômicas, com períodos de aproximação e afastamento ao longo das últimas décadas. Atualmente, as negociações enfrentam novos desafios relacionados a sanções, comércio e divergências políticas.

A sinalização de abertura por parte de Cuba ocorre em meio a um cenário internacional de reconfiguração diplomática, enquanto as expectativas sobre possíveis avanços nas relações com Washington permanecem cautelosas.

Redação Saiba+

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Trump deixa China sem avanços expressivos em visita relâmpago

Viagem do presidente dos Estados Unidos terminou com manutenção da trégua comercial, mas resultados ficaram abaixo das expectativas anunciadas anteriormente.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a China nesta sexta-feira após uma visita diplomática que durou menos de 48 horas e terminou sem os grandes avanços esperados pelo governo norte-americano. Apesar da intensa expectativa criada nos últimos meses, os encontros entre as duas maiores economias do planeta produziram resultados considerados limitados no cenário internacional.

Ainda assim, o principal ponto positivo da viagem foi a manutenção da frágil trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China. O entendimento temporário evita, ao menos por enquanto, um agravamento das tensões econômicas que vinham impactando mercados globais, cadeias produtivas e relações comerciais internacionais.

Analistas internacionais avaliam que a China saiu fortalecida do encontro, principalmente porque os objetivos estratégicos do governo chinês foram preservados: manter o diálogo aberto, evitar novas tarifas e estabilizar a relação bilateral com Washington. O cenário demonstra um momento de cautela diplomática entre os dois países, em meio a disputas comerciais e geopolíticas cada vez mais sensíveis.

Durante a visita, Trump buscou reforçar a imagem de liderança econômica dos Estados Unidos e sinalizar disposição para negociações futuras. No entanto, a ausência de anúncios concretos sobre novos acordos comerciais gerou repercussão moderada entre investidores e observadores internacionais.

A relação entre Estados Unidos e China segue sendo uma das mais importantes do cenário global, influenciando diretamente o comércio internacional, a tecnologia, os investimentos e o equilíbrio econômico mundial. A manutenção da estabilidade entre as potências é vista como essencial para evitar novos impactos nos mercados financeiros.

Mesmo sem grandes conquistas imediatas, a visita pode representar um passo importante para reduzir tensões diplomáticas e abrir espaço para futuras negociações comerciais entre os dois governos.

Redação Saiba+

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