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Política

Cid afirma ao STF que Bolsonaro manteve prisão de Moraes em minuta golpista

Ex-ajudante de ordens diz que ex-presidente alterou texto para excluir prisões, mas deixou ministro do STF como único alvo; depoimento abre série de interrogatórios sobre tentativa de golpe em 2022

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Mauro Cid é primeiro a falar no primeiro dia de depoimentos de réus da trama golpista na Primeira Turma do STF - Gabriela Biló/Folhapress

O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta segunda-feira (9) a fase de interrogatórios dos réus ligados à tentativa de golpe de Estado no fim de 2022. O primeiro a depor foi o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do então presidente Jair Bolsonaro (PL), e também delator premiado da trama.

Durante o depoimento, Cid afirmou que Bolsonaro recebeu uma minuta de decreto golpista que previa a prisão de ministros do STF e parlamentares, além da criação de uma comissão para organizar novas eleições presidenciais. Segundo Cid, Bolsonaro editou o texto algumas vezes, mas decidiu manter apenas a prisão do ministro Alexandre de Moraes:

“Ele enxugou o documento, retirando as autoridades das prisões. Só o senhor ficaria preso”, relatou Cid a Moraes, que reagiu com ironia: “Os outros receberam um habeas corpus”.

O depoimento, transmitido pela TV Justiça, abriu uma semana de sessões no STF dedicada aos réus do núcleo central da suposta tentativa de golpe. Além de Cid, estão na lista de interrogados Alexandre Ramagem, Almir Garnier, Anderson Torres, Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Walter Braga Netto.

Mauro Cid é colaborador da investigação conduzida pela Polícia Federal desde setembro de 2023. Em troca das informações, ele pediu benefícios como perdão judicial, penas reduzidas e proteção à família. No entanto, o acordo quase foi anulado após contradições em seus depoimentos.

Durante o interrogatório, Cid também confirmou que recebeu uma caixa de vinho com dinheiro vivo entregue por Braga Netto, ex-ministro da Defesa, para repassar ao tenente-coronel Rafael de Oliveira, suspeito de liderar um grupo que planejava prender e assassinar Moraes.

“O dinheiro foi entregue no Palácio da Alvorada. Não sei o valor exato, mas com certeza não eram os R$ 100 mil que constavam no pedido. Estava tudo em uma caixa de vinho”, disse Cid.

O militar contou ainda que passou por um momento pessoal delicado e atribuiu a críticas anteriores à “pressão psicológica” e a “desabafos”. Ele negou que tenha mentido intencionalmente, mas reconheceu que sua versão dos fatos divergia da linha investigativa da Polícia Federal, o que gerou frustração entre os investigadores.

O caso marca o reencontro entre Bolsonaro e Cid após o rompimento da relação entre ambos. O ex-ajudante de ordens foi o colaborador mais próximo do ex-presidente durante o mandato e prestou ao menos 12 depoimentos no âmbito da delação.

Apesar das críticas à credibilidade do delator, ministros do STF reafirmaram que, mesmo que o acordo seja anulado, as provas e declarações colhidas continuam válidas para o processo penal. A delação de Cid segue como peça-chave na acusação contra o grupo acusado de articular um golpe de Estado após as eleições de 2022.

Redação Saiba+

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Política

Oscar Filho revela processo movido por Silvia Abravanel

Humorista afirma que foi acionado na Justiça após criticar campanha eleitoral que utilizou inteligência artificial em vídeo sobre inclusão

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O humorista Oscar Filho revelou que foi processado por Silvia Abravanel após publicar uma crítica ao conteúdo de uma campanha eleitoral da filha de Silvio Santos. O assunto veio a público nesta terça-feira (8/9), quando o artista utilizou as redes sociais para contar detalhes da disputa judicial e comentar o desfecho do caso.

Segundo Oscar, a ação foi movida por Silvia Abravanel na condição de candidata a deputada federal, e não em razão de sua atuação artística. O humorista explicou que havia criticado um vídeo de campanha que abordava inclusão e utilizava pessoas com deficiência geradas por inteligência artificial.

Oscar Filho critica campanha

Durante o relato, Oscar afirmou que considerou inadequada a escolha de utilizar imagens produzidas por inteligência artificial em vez de pessoas reais com deficiência na peça eleitoral.

O humorista contou que, após a publicação de sua crítica, a equipe da candidata decidiu recorrer à Justiça. Ele também afirmou que o vídeo questionado acabou sendo retirado das redes sociais.

Oscar criticou ainda a estratégia adotada pela defesa da candidata e disse que, segundo sua interpretação, a versão do conteúdo que deveria ser publicada em seu perfil incluiria informações relacionadas à candidatura e ao partido.

Para o humorista, isso ultrapassaria a discussão sobre a retirada ou manutenção de uma crítica. Oscar classificou a situação como uma tentativa de utilizar seu perfil para divulgação eleitoral, embora tenha ressaltado que sua manifestação original tinha caráter político e humorístico.

Processo chegou ao fim

Na sequência do pronunciamento, Oscar Filho informou que a ação judicial foi encerrada. O humorista aproveitou o episódio para voltar a ironizar o uso de inteligência artificial, desta vez fazendo referência ao próprio processo apresentado na Justiça.

O caso provocou repercussão nas redes sociais por envolver temas como liberdade de expressão, crítica política, inteligência artificial e representatividade de pessoas com deficiência em campanhas eleitorais.

A discussão também reacende o debate sobre os limites entre manifestação humorística, propaganda política e eventuais medidas judiciais contra conteúdos publicados nas redes sociais.

Redação Saiba+

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Política

Jaques Wagner defende redução das desigualdades na Bahia

Em sabatina na Rádio Baiana FM, senador destacou o papel dos bancos públicos no desenvolvimento regional e no fortalecimento de pequenos negócios

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O senador e candidato à reeleição Jaques Wagner (PT) defendeu, nesta terça-feira (8), que os 20 anos de governos petistas na Bahia contribuíram para reduzir as desigualdades entre diferentes regiões do estado. A declaração foi feita durante uma sabatina na Rádio Baiana FM (89,3).

Durante a entrevista, Wagner destacou as diferenças econômicas e sociais existentes entre a Região Metropolitana de Salvador, o Semiárido e o Oeste baiano. Segundo o senador, políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional ajudaram a ampliar oportunidades e estimular atividades econômicas fora dos grandes centros.

Bancos públicos como ferramenta de desenvolvimento

Na avaliação do petista, os bancos públicos de desenvolvimento têm papel importante na diversificação da economia baiana, especialmente em regiões que possuem menor nível de industrialização.

Wagner afirmou que essas instituições podem contribuir para estimular novos setores produtivos, ampliar investimentos e fortalecer atividades que geram emprego e renda nos municípios do interior.

Entre as áreas destacadas pelo senador está a agricultura familiar, considerada estratégica para a economia de diversas regiões baianas. Ele também ressaltou a importância do apoio aos pequenos negócios, que possuem participação significativa na geração de renda e oportunidades de trabalho.

Para Wagner, o desenvolvimento regional precisa ser acompanhado por políticas capazes de estimular empreendedores locais e ampliar o acesso ao crédito. A estratégia, segundo ele, é fortalecer as economias regionais e diminuir a concentração das oportunidades em determinadas áreas do estado.

Desenvolvimento do interior da Bahia

Durante a sabatina, o senador também defendeu a continuidade de políticas públicas voltadas para o interior. A proposta, segundo sua avaliação, passa pela criação de condições para que diferentes regiões possam desenvolver suas próprias atividades econômicas.

A diversificação da matriz produtiva foi apontada como um dos caminhos para reduzir as desigualdades regionais, permitindo que municípios fora da Região Metropolitana também tenham condições de atrair investimentos e ampliar a geração de empregos.

O senador também relacionou o fortalecimento dos pequenos negócios ao desenvolvimento econômico sustentável. Para ele, o acesso a financiamento e políticas de incentivo pode ajudar empreendedores e agricultores familiares a ampliar suas atividades.

A declaração ocorre durante o período de articulação política para as próximas eleições na Bahia. Wagner busca a reeleição ao Senado e tem participado de agendas e entrevistas para apresentar suas propostas e fazer um balanço da atuação política do PT no estado.

Redação Saiba+

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Política

Apoiadores de Ludmilla Fiscina lotam as ruas de Alagoinhas no feriado da Independência

Caminhada do “Time de Jero” reuniu lideranças políticas e apoiadores da deputada estadual durante o feriado de 7 de Setembro

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Os apoiadores da deputada estadual Ludmilla Fiscina (PSD) tomaram as ruas de Alagoinhas nesta segunda-feira (07), com a caminhada do time de Jero na Bahia. Participaram da caminhada no Dia da Independência os senadores Otto Alencar (PSD) e Jaques Wagner (PT), o secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, Joaquim Neto, o candidato a senador e ex-ministro Rui Costa e o candidato a deputado federal Daniel Alencar.

Para Ludmilla Fiscina, iniciar a sua sequência de caminhadas em Alagoinhas carrega um simbolismo em sua trajetória política: “Sou muito grata em poder trabalhar pela minha terra e pela confiança de cada um de vocês. Foi aqui em Alagoinhas que a minha história começou, volto pra cá todos os dias e eu vim aqui, mais uma vez, pedir a confiança de vocês para continuarmos trabalhando pela nossa região”.

Os eleitores foram às ruas para demonstrar o apoio à sua reeleição e também a Jerônimo Rodrigues.

A parlamentar reforçou a parceria do seu mandato com o Governo do Estado e destacou a importância do Legislativo e o Executivo baianos estarem unidos: “Essa parceria tem que ser levada pra frente. Estamos unidos com o governador Jerônimo e o senador Otto pelo desenvolvimento da Bahia”, pontuou.

A caminhada teve início e fim na rua J. J. Seabra, e percorreu o centro da cidade.

Redação Saiba+

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