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Política

Vice-presidente do MDB de SAJ dispara contra gestão Genival: “Prefeito só trabalha em época de eleição”

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Ruy Tourinho e o Prefeito Genival Deolino / Reprodução

O empresário e vice-presidente do MDB em Santo Antônio de Jesus, Ruy Tourinho, criticou duramente a administração do prefeito Genival Deolino (PSDB), em entrevista à rádio local. Em tom direto, Tourinho classificou a gestão atual como “inerte” e alertou para o abandono dos serviços públicos básicos logo após o término do São João, uma das festas mais tradicionais da cidade.

“O São João foi muito bom, mas os problemas continuam. Falta fralda, falta medicamento, falta médico, falta transporte. O prefeito trabalhou apenas no período eleitoral. Será que vai acontecer a mesma coisa de novo? Esperar faltar seis meses pra eleição pra começar a trabalhar?”, questionou.

O dirigente também criticou a crise na base de oposição, após a migração dos vereadores Zé da Autoescola e Marquinhos de Tião para a base do prefeito, mesmo tendo sido eleitos pelo MDB.

“Eles não foram eleitos sozinhos. O mandato é do partido. Nós ficamos tristes porque sequer fomos comunicados. Isso enfraquece a confiança do eleitor”, disse. “Na eleição passada perdemos dois vereadores assim. Agora, acontece de novo.”

Tourinho garantiu que o diretório do MDB local vai analisar a situação por meio do conselho de ética do partido, mas disse esperar mais coerência dos parlamentares.

São João milionário e ruas esquecidas

Um dos pontos mais polêmicos da entrevista foi a crítica aos gastos milionários da prefeitura com o São João, enquanto, segundo ele, serviços básicos seguem abandonados:

“Santo Antônio passou de 5 milhões com a festa. Mas 80% da população vive com salário mínimo. O povo precisa da festa, mas precisa ainda mais da coleta de lixo funcionando, do remédio no posto, do transporte que preste.”

O vice-presidente do MDB ainda afirmou que o governo Genival repete os mesmos erros do mandato anterior, acusando o prefeito de sumir após a vitória nas urnas.

“Esse governo começou e até agora não disse pra que veio. A cidade está largada. A população precisa do básico, e o básico não está chegando.”

MDB discute nova presidência e reforça apoio a Rogério Andrade

Durante a entrevista, Ruy Tourinho também comentou os bastidores do MDB e a possível mudança no comando do partido. Segundo ele, o atual presidente, Géu da Saúde, deve ser reconduzido ao cargo, embora ainda não tenha confirmado oficialmente.

“Tem a cara do partido, é íntegro e muito honesto. A vontade do grupo é que ele continue”, afirmou.

O empresário ainda reforçou o apoio do grupo ao deputado estadual Rogério Andrade (MDB), cotado para disputar novamente a prefeitura em 2024. “Santo Antônio conhece a história de Rogério. A marca dele está em todos os cantos da cidade”, afirmou.

Tourinho garantiu que a oposição continua ativa e fiscalizando, especialmente com os vereadores Ito da Canal Mix e Uberdan Cardoso, que se mantêm firmes contra o governo atual.

“Eles foram eleitos na oposição e continuam com coerência. Isso é o que se espera de quem tem compromisso com a população”, concluiu.

Redação Saiba+

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Política

Jaques Wagner critica votação sobre quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Líder do governo no Senado questiona condução do processo e aponta possível uso político da comissão.

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Wagner garantiu que Lulinha poderá prestar esclarecimentos, desde que haja imparcialidade nas investigações e depoimentos. | Bnews - Divulgação Reprodução

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT‑BA), fez duras críticas à votação que aprovou a quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante a sessão desta quinta-feira (26) da CPMI do INSS. Para o senador, a decisão foi conduzida de forma precipitada e com forte viés político, desviando o foco dos trabalhos da comissão.

Wagner afirmou que a medida representa um uso distorcido da CPMI, que deveria concentrar esforços em investigar irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social, e não em promover disputas de caráter eleitoral ou ataques direcionados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, a oposição tenta transformar a comissão em um palco de desgaste político.

Durante a sessão, parlamentares governistas também questionaram a pertinência da quebra de sigilo, alegando ausência de elementos concretos que justificassem a medida. Para Jaques Wagner, a aprovação ocorreu em um ambiente de tensão e disputa narrativa, o que compromete a credibilidade do processo.

O senador reforçou que o governo continuará atuando para garantir que a CPMI cumpra seu objetivo original e que decisões tomadas sem base técnica sejam contestadas. Ele destacou ainda que a insistência em incluir familiares do presidente nas investigações demonstra uma estratégia de politização das apurações, afastando o debate das questões estruturais do INSS.

A votação reacende discussões sobre os limites de atuação das CPIs e o uso de instrumentos legislativos para fins políticos, tema que deve seguir em destaque nas próximas sessões.

Redação Saiba+

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Política

Governo anuncia que irá recorrer após votação simbólica no Senado

Gleisi Hoffmann critica condução do processo por Carlos Viana e afirma que decisão será contestada oficialmente

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Ministra afirmou que o governo irá recorrer da decisão | Bnews - Divulgação Vinícius Loures

O governo federal confirmou que irá recorrer da decisão tomada em votação simbólica no Senado, conduzida pelo senador Carlos Viana, que anunciou o resultado sem registro nominal dos votos. A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, declarou em entrevista ao SBTNews que a medida será contestada por considerar que o procedimento adotado não refletiu a real posição dos parlamentares.

Segundo Gleisi, a condução da sessão levantou dúvidas sobre a legitimidade do processo. Ela afirmou que Viana realizou uma “votação simbólica e tratou de anunciar o resultado”, sem permitir um debate mais amplo ou a verificação individual dos votos. Para o governo, esse tipo de condução compromete a transparência e exige revisão imediata.

A decisão de recorrer, segundo integrantes da base aliada, busca garantir segurança jurídica e assegurar que decisões de impacto nacional sejam tomadas com o devido rigor regimental. A expectativa é que o recurso seja apresentado ainda nesta semana, abrindo espaço para uma reavaliação do caso.

Nos bastidores, a avaliação é de que a oposição tenta acelerar votações sensíveis, enquanto o governo trabalha para reorganizar sua articulação política no Congresso. A crítica de Gleisi reforça a estratégia de pressionar por maior controle e clareza nos procedimentos legislativos.

O episódio reacende o debate sobre transparência nas votações simbólicas, prática comum no Legislativo, mas frequentemente questionada quando envolve temas de grande repercussão.

Redação Saiba+

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Política

Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula

Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

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Motta enviou PEC para a CCJ e desafiou urgência constitucional proposta pelo Planalto para tratar do fim da escala 6x1 | Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.

Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.

O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.

Redação Saiba+

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