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Por que Lula deixou de ser ‘o cara’ no exterior e passou a ser visto como aliado de regimes autoritários

Presidente insiste em pautas internacionais controversas, perde apoio nas democracias ocidentais e compromete a imagem do Brasil no cenário global

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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, participa de um evento em São Paulo Foto: Nelson Almeida/AFP Os diplomatas brasileiros estão tentando contornar o problema concentrando a cúpula em temas inócuos: cooperação em vacinas e saúde; transição para a energia verde; e manutenção do status de nação mais favorecida como base para o comércio internacional, no qual os países tratam todos os membros da Organização Mundial do Comércio de forma igualitária.

Durante seus primeiros mandatos, Luiz Inácio Lula da Silva foi celebrado internacionalmente como um exemplo de liderança popular em meio ao boom das commodities. Hoje, no entanto, o cenário é outro. Lula vê sua imagem se desgastar lá fora na mesma velocidade em que sua popularidade desaba dentro do Brasil.

Em 22 de junho, após os Estados Unidos bombardearem instalações nucleares iranianas, o governo brasileiro divulgou nota condenando veementemente a ação americana. Classificou os ataques como “violação da soberania do Irã e do direito internacional”. A postura, em desalinho com as democracias ocidentais, reforça a guinada de Lula na política externa, aproximando o Brasil de países com regimes autoritários.

O ponto alto dessa aproximação será a cúpula dos BRICS nos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro, com participação do Irã, novo membro do bloco. Comandado atualmente por Lula, o grupo, que já foi símbolo de influência emergente, agora se torna um reduto desconfortável para o Brasil, à medida que China e Rússia o utilizam como instrumento de suas agendas autoritárias.

“Quanto mais a China transforma os BRICS em um instrumento de sua política externa, e quanto mais a Rússia usa o grupo para legitimar sua guerra na Ucrânia, mais difícil será para o Brasil sustentar sua posição de país não-alinhado”, afirma um diplomata ouvido sob anonimato.

A diplomacia brasileira tenta conter os danos, propondo temas neutros como cooperação em vacinas e energia verde. Mas a incoerência da política externa salta aos olhos. Lula não se encontrou com Donald Trump desde que este reassumiu a presidência dos EUA em janeiro. Enquanto isso, visitou Xi Jinping duas vezes e foi a Moscou participar de eventos oficiais com Vladimir Putin.

Essa escolha de alianças provoca constrangimento. Em maio, Lula foi o único líder de uma democracia relevante a participar das comemorações da Segunda Guerra em Moscou, tentando, sem sucesso, convencer Putin de que o Brasil poderia mediar o fim do conflito na Ucrânia.

O presidente brasileiro também rompe com vizinhos, como o presidente argentino Javier Milei, e abraçou regimes como o de Nicolás Maduro, da Venezuela. Apesar disso, permanece omisso em crises regionais como a do Haiti e não lidera qualquer frente contra as políticas migratórias agressivas dos EUA.

No plano interno, o desgaste é evidente. A popularidade de Lula gira em torno de 40%, com apenas 28% dos brasileiros aprovando seu governo. No Congresso, sofreu derrota histórica ao ter um decreto revogado, algo inédito em mais de três décadas.

Enquanto isso, a direita brasileira segue órfã de liderança clara após o declínio de Jair Bolsonaro, mas pode se reagrupar rapidamente caso surja um novo nome competitivo para 2026. E Lula, isolado e incoerente, segue insistindo em se posicionar como protagonista em assuntos internacionais onde o Brasil não tem peso real.

Para especialistas, o Brasil deveria focar nas suas prioridades internas e regionais, como segurança, educação, infraestrutura e integração latino-americana, em vez de alimentar uma fantasia de protagonismo global.

Redação Saiba+

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PF deve priorizar investigação sobre irregularidades em emendas Pix

Auditoria do TCU aponta indícios de falhas em grande parte dos repasses analisados e poderá servir de base para novas apurações da Polícia Federal.

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A Polícia Federal (PF) deverá dar prioridade à análise da auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre as chamadas emendas Pix, modalidade de transferência direta de recursos federais para estados e municípios. A medida deve ocorrer após a aprovação do relatório pelo plenário da Corte de Contas.

O levantamento identificou que oito em cada dez emendas analisadas apresentaram algum tipo de irregularidade, acendendo um alerta sobre a aplicação dos recursos públicos destinados por meio desse mecanismo. Segundo os dados da auditoria, há indícios de problemas em aproximadamente R$ 49,1 milhões repassados entre 2020 e 2024, considerando apenas a amostra examinada.

Como o universo total de recursos movimentados pelas emendas Pix é significativamente superior ao analisado, a expectativa é de que novas investigações possam ampliar o alcance das apurações, caso o relatório seja aprovado pelo TCU.

A atuação da Polícia Federal deverá concentrar esforços na identificação de eventuais irregularidades, na apuração de possíveis responsabilidades e na coleta de elementos que possam subsidiar procedimentos investigativos. Caso sejam confirmadas infrações, os envolvidos poderão responder conforme a legislação vigente.

Além da responsabilização de eventuais suspeitos, um dos principais objetivos das investigações será garantir a recuperação de recursos públicos que tenham sido utilizados de forma irregular, fortalecendo os mecanismos de fiscalização e controle da administração pública.

O caso reforça a importância da transparência na execução das emendas parlamentares e do acompanhamento dos órgãos de controle sobre a destinação das verbas federais, especialmente em transferências diretas realizadas para estados e municípios.

Redação Saiba+

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Pensão por morte do INSS: saiba quando filhos podem continuar recebendo o benefício

Regra geral prevê encerramento da cota aos 21 anos, mas a legislação estabelece exceções que garantem a continuidade do pagamento em casos específicos.

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A pensão por morte do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é um dos principais benefícios previdenciários destinados aos dependentes de segurados falecidos. Além de oferecer suporte financeiro em um momento de grande impacto emocional, o benefício ainda gera muitas dúvidas, principalmente em relação ao direito dos filhos de continuarem recebendo a pensão após completarem 21 anos.

Pelas regras previdenciárias em vigor, a cota individual da pensão por morte destinada aos filhos é encerrada automaticamente quando o dependente completa 21 anos de idade. Essa é a norma aplicada na maioria dos casos e não depende de solicitação para que o pagamento seja interrompido.

No entanto, a legislação brasileira prevê exceções importantes. O benefício pode continuar sendo pago quando o filho é inválido ou possui deficiência intelectual, mental ou deficiência grave, desde que essas condições atendam aos critérios estabelecidos pela Previdência Social. Nesses casos, a manutenção da pensão depende da comprovação da condição que garante o direito ao benefício.

A regra busca assegurar proteção social aos dependentes que, em razão de suas limitações, não possuem condições de garantir o próprio sustento. Por isso, cada situação é analisada conforme a legislação previdenciária e os requisitos exigidos pelo INSS.

Especialistas em Direito Previdenciário destacam que é fundamental que os beneficiários acompanhem as normas vigentes e mantenham a documentação atualizada, especialmente nos casos em que há previsão legal para continuidade do pagamento após os 21 anos.

Diante das constantes dúvidas sobre a pensão por morte, conhecer os critérios legais pode evitar transtornos e garantir que os dependentes exerçam corretamente seus direitos perante a Previdência Social.

Redação Saiba+

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Importações disparam após fim da taxa sobre compras internacionais

Relatório aponta crescimento expressivo no volume de remessas e no valor das importações, enquanto marketplaces projetam alta na demanda por produtos do exterior.

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O mercado de compras internacionais registrou um forte aquecimento após o fim da taxa federal sobre remessas de menor valor. Dados de um relatório elaborado pelo BTG Pactual, com base nas informações do programa Remessa Conforme, da Receita Federal, mostram que o número de remessas internacionais cresceu 74% em comparação com abril de 2026, último mês completo em que a cobrança ainda estava em vigor.

O avanço também foi percebido no volume financeiro movimentado. As importações internacionais alcançaram R$ 2,6 bilhões em junho, representando alta de 101% em relação ao mesmo período do ano anterior. Na comparação com junho de 2024, antes da implantação da cobrança federal, o crescimento chegou a 68%, evidenciando o aumento do interesse dos consumidores brasileiros por compras no exterior.

A retirada da taxa foi recebida de forma positiva por grandes marketplaces internacionais, que avaliam que a medida ampliou o acesso dos consumidores a produtos importados. Embora as empresas não tenham divulgado números específicos sobre o aumento das vendas, a expectativa é de que o movimento continue crescendo nos próximos meses.

Segundo o AliExpress, a atual política tributária para compras internacionais de menor valor favorece o acesso da população a produtos exclusivos e marcas globais, especialmente entre consumidores de menor renda, ampliando o poder de compra e diversificando as opções disponíveis no mercado brasileiro.

Enquanto isso, a Shein enfrentou reclamações de consumidores nas redes sociais relacionadas ao prazo de entrega dos pedidos realizados entre o fim de maio e o início de junho. Diversos clientes relataram atrasos nas encomendas e compartilharam mensagens recebidas pelo aplicativo informando que a limitação de recursos logísticos poderia comprometer os envios.

A percepção entre os consumidores é de que o aumento expressivo na quantidade de pedidos, impulsionado pelo fim da cobrança federal, possa ter pressionado a capacidade logística das plataformas de comércio eletrônico. Ainda assim, o cenário indica um momento de forte expansão das importações, impulsionado pela maior competitividade dos produtos internacionais e pelo aumento da demanda dos brasileiros.

Com o crescimento das remessas e do volume financeiro movimentado, especialistas avaliam que o comércio eletrônico internacional deve manter trajetória de expansão nos próximos meses, consolidando o Brasil como um dos principais mercados para plataformas globais de vendas online.

Redação Saiba+

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