Política
Lula chama Bolsonaro de “frouxo”: “Nunca vou pedir pix”
Durante lançamento do Plano Safra 2025/2026, presidente critica campanha de doações e alfineta pedidos de anistia sem citar nomes
Durante o lançamento do Plano Safra Empresarial 2025/2026, realizado nesta terça-feira (1º) no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas indiretas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), referindo-se à campanha de arrecadação via Pix promovida por apoiadores do adversário e aos recentes pedidos por anistia a presos do 8 de janeiro.
“Nunca vou pedir para vocês fazerem um Pix para mim… nunca. Guarda o seu dinheiro para pagar os seus funcionários, eu não quero Pix. E jamais vou pedir anistia antes de ser condenado”, declarou Lula, dirigindo-se a uma plateia composta por empresários do agronegócio.
A fala foi uma clara provocação à campanha de doações promovida por Bolsonaro, que teria arrecadado R$ 17 milhões para custear despesas jurídicas e pessoais. O ex-presidente é alvo de diversas investigações e penalidades no Supremo Tribunal Federal (STF), relacionadas, entre outros pontos, à tentativa de golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022.
Lula continuou, em tom crítico: “Quem é frouxo não deveria fazer bobagem, quem não tem coragem não deveria fazer bobagem, quem não mede o erro das consequências não deveria fazer bobagem. Este país está precisando de um pouco de seriedade.”
O petista também ironizou os recentes atos públicos convocados por Bolsonaro, como o evento ocorrido no último domingo (29), na Avenida Paulista, que contou com a presença de 12,4 mil pessoas — o menor público registrado em mobilizações recentes do ex-presidente. No palanque, aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo, pediram “anistia” e “pacificação nacional”.
Bolsonaro, que está inelegível até 2030, ainda não indicou um sucessor claro para a eleição presidencial de 2026. No entanto, Tarcísio é um dos nomes mais cotados da direita para disputar o pleito.
Política
Governo reduz jornada de terceirizados federais
Decreto assinado por Lula diminui carga horária para 40 horas semanais sem corte de salários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (13), um decreto que reduz a jornada de trabalho de profissionais terceirizados da administração pública federal. A medida estabelece a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer redução salarial, beneficiando milhares de trabalhadores em todo o país.
A iniciativa amplia uma política que já vinha sendo implementada desde 2024 e agora passa a abranger todas as categorias de serviços com dedicação exclusiva ao setor público. Com a nova etapa, cerca de 40 mil trabalhadores serão contemplados, somando-se a outros quase 20 mil já beneficiados anteriormente.
O decreto tem como objetivo promover melhores condições de trabalho, equilibrando a carga horária com a qualidade de vida dos profissionais. A manutenção dos salários mesmo com a redução da jornada é um dos pontos mais relevantes da medida, garantindo estabilidade financeira aos trabalhadores.
Além disso, a decisão reforça uma tendência global de revisão das jornadas tradicionais, com foco em produtividade e bem-estar. No contexto da administração pública, a mudança também busca padronizar contratos e adequar práticas às novas diretrizes trabalhistas adotadas pelo governo federal.
Especialistas avaliam que a ampliação da política pode gerar impactos positivos tanto no ambiente de trabalho quanto na eficiência dos serviços prestados. A expectativa é de que a medida contribua para maior satisfação dos trabalhadores e melhor desempenho das atividades no setor público.
Com a assinatura do decreto, o governo federal dá mais um passo na reformulação das condições de trabalho de terceirizados, consolidando uma política que deve continuar em expansão nos próximos anos.
Política
Guimarães assume articulação política de Lula
Deputado do PT toma posse na Secretaria de Relações Institucionais e substitui Gleisi Hoffmann

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assume, nesta terça-feira (14), o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta estratégica responsável pela articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional.
Guimarães, que atuava como líder do governo na Câmara dos Deputados, chega ao cargo com a missão de fortalecer o diálogo entre o Executivo e o Legislativo. A função é considerada uma das mais importantes da Esplanada, por ser responsável pela construção de alianças e viabilização de projetos prioritários do governo.
O novo ministro substitui Gleisi Hoffmann, que deixou a função para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A mudança ocorre em um momento estratégico, em que o governo busca consolidar sua base de apoio no Congresso e avançar com pautas consideradas essenciais.
Com experiência política e forte atuação nos bastidores, Guimarães é visto como um articulador habilidoso dentro do Partido dos Trabalhadores. Sua nomeação reforça a aposta do governo em uma articulação mais intensa e direta com parlamentares, especialmente diante de desafios na aprovação de propostas.
A Secretaria de Relações Institucionais desempenha papel central na governabilidade, sendo responsável por coordenar negociações, alinhar interesses e garantir o andamento da agenda legislativa. O sucesso da nova gestão à frente da pasta será determinante para o ritmo das votações no Congresso Nacional.
A posse de Guimarães marca mais um movimento de reorganização política no governo federal, com foco na ampliação do diálogo institucional e na estabilidade das relações entre os poderes.
Política
Bahia impõe regras rígidas para servidores em 2026
Decreto do governo estadual reforça limites legais em ano eleitoral e controle de gastos públicos

Os servidores públicos da Bahia deverão seguir regras mais rígidas ao longo de 2026, ano marcado pelas eleições. Um decreto publicado pelo governo estadual, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estabelece diretrizes para garantir o cumprimento da legislação eleitoral e fiscal em toda a administração pública.
A medida determina que órgãos e entidades estaduais respeitem integralmente os limites previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Lei de Responsabilidade Fiscal. O objetivo principal é evitar o uso indevido da máquina pública em benefício de candidatos durante o período eleitoral, prática proibida pela legislação brasileira.
Além disso, o decreto funciona como um instrumento de orientação para gestores e servidores, reforçando a necessidade de responsabilidade na condução dos recursos públicos. O controle de gastos ganha ainda mais relevância no último ano de mandato, período em que há restrições específicas para despesas e investimentos.
Entre os pontos destacados estão a proibição de ações promocionais que possam favorecer agentes públicos, limitações na publicidade institucional e maior rigor na execução orçamentária. Essas medidas visam assegurar a transparência e a equidade no processo eleitoral.
Especialistas apontam que iniciativas como essa são fundamentais para garantir a lisura das eleições e o equilíbrio entre os candidatos. O cumprimento das normas evita sanções legais e contribui para a credibilidade da gestão pública, especialmente em um cenário político sensível.
Com a publicação do decreto, o governo da Bahia busca alinhar sua atuação às exigências legais, prevenindo irregularidades e reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e a integridade do processo eleitoral.
Política5 dias atrásJaques Wagner rebate oposição e defende gestão na Bahia
Política6 dias atrásLula sanciona leis contra violência à mulher
Política7 dias atrásGoverno da Bahia abre licitações de R$ 80 milhões para comunicação
Política7 dias atrásJoão Campos lidera corrida pelo governo de Pernambuco, aponta pesquisa
Política6 dias atrásJerônimo ironiza consultoria milionária de ACM Neto
Política4 dias atrásOtto Alencar reage a apoio de Angelo Coronel a Flávio Bolsonaro
Política4 dias atrásFlávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades
Política6 dias atrásBahia reduz mortes violentas em 22% no 1º trimestre












