Política
Bolsonaro cancela agendas de julho por motivos de saúde
Ex-presidente enfrenta nova crise de soluços e vômitos e seguirá em repouso absoluto, conforme orientação médica

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a passar mal nesta terça-feira, 1º de julho, e cancelou todos os compromissos oficiais previstos para o mês, incluindo eventos em Santa Catarina e Rondônia. A decisão veio após recomendação médica de repouso absoluto, em razão de uma sequência de crises de soluços e vômitos que têm se tornado recorrentes.
O comunicado foi divulgado por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por meio das redes sociais. Segundo a nota, o ex-presidente está impossibilitado até mesmo de falar e precisará interromper sua agenda pública por tempo indeterminado.
“Crise de soluços e vômitos tornaram-se constantes, fato que me impede até de falar”, destacou Bolsonaro no comunicado divulgado por Flávio.
Bolsonaro havia recebido diagnóstico de pneumonia viral em 21 de junho e, desde então, apresenta agravamento dos sintomas. Na semana passada, mesmo debilitado, participou de um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, ao lado de apoiadores como Nikolas Ferreira, Bruno Engler e Cleitinho.
A participação no evento ocorreu apesar de recomendações médicas, o que gerou preocupações entre aliados e familiares. Carlos Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente, afirmou que o pai “está literalmente se matando depois de terem tentado matá-lo”, em referência ao atentado a faca sofrido por Bolsonaro em 2018.
Desde o atentado, o ex-presidente já passou por seis cirurgias abdominais, sendo a mais recente em abril de 2025, quando foi submetido a uma laparotomia exploradora para tratar uma obstrução intestinal. Em entrevistas anteriores, Bolsonaro já havia relatado conviver com sintomas severos, afirmando que chega a “vomitar 10 vezes por dia” em razão das sequelas.
Além dos compromissos cancelados no Distrito Federal, a suspensão das agendas afeta também os eventos partidários ligados ao PL 60+, além de compromissos em Balneário Camboriú, Florianópolis e Porto Velho.
Aliados próximos têm demonstrado preocupação com a saúde de Bolsonaro e com os efeitos que o quadro clínico pode gerar no cenário político da direita, especialmente com a ineligibilidade do ex-presidente até 2030 e o processo de transição de liderança dentro do campo conservador.
Política
Otto rejeita suplência e descarta cargo no governo Lula
Senador reafirma protagonismo do PSD na Bahia e nega articulação para integrar gestão federal

O senador Otto Alencar (PSD), presidente da legenda na Bahia, reagiu às especulações sobre a possibilidade de seu partido indicar um nome para a suplência nas chapas ao Senado encabeçadas pelos pré-candidatos Jaques Wagner e Rui Costa, ambos do PT. Durante agenda oficial do governador Jerônimo Rodrigues nesta sexta-feira (27), o parlamentar foi direto ao descartar a hipótese de o PSD ocupar posição de suplente na disputa.
Segundo Otto, o partido mantém uma estratégia própria no cenário político baiano e não trabalha, neste momento, com a perspectiva de assumir papel secundário nas composições eleitorais. A declaração reforça o posicionamento de independência da sigla, que busca preservar protagonismo nas articulações para as eleições.
Além disso, o senador também negou qualquer संभावना de integrar a administração federal, ao afirmar que não pretende assumir cargo no governo do presidente Lula. A fala ocorre em meio a especulações sobre possíveis convites para que lideranças do PSD ocupem espaços estratégicos na gestão nacional.
A movimentação política evidencia o cenário de intensas negociações na Bahia, onde partidos da base aliada buscam alinhar interesses e definir estratégias para a disputa ao Senado. A eventual formação de chapas com nomes como Wagner e Rui Costa tem gerado debates sobre composição, alianças e distribuição de espaços entre as legendas.
Com a rejeição à suplência e o afastamento de um possível cargo federal, Otto Alencar sinaliza que o PSD pretende atuar com autonomia nas decisões políticas, mantendo influência tanto no âmbito estadual quanto nacional. O posicionamento pode impactar diretamente as negociações futuras e o desenho das alianças para o pleito.
Política
Nísia Trindade deve disputar vaga na Câmara pelo RJ
Ex-ministra da Saúde do governo Lula se prepara para entrar na corrida eleitoral deste ano

A ex-ministra da Saúde do governo Lula, Nísia Trindade, deve disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro nas eleições deste ano. A informação, divulgada pela imprensa nacional, movimenta o cenário político fluminense e reforça a tendência de nomes técnicos migrarem para a arena eleitoral.
Nísia ganhou projeção nacional durante sua gestão à frente do Ministério da Saúde, período marcado por desafios na área sanitária e pela condução de políticas públicas estratégicas. Agora, sua possível candidatura indica uma transição da atuação técnica para o campo político, com foco na representação parlamentar.
Nos bastidores, a expectativa é de que a ex-ministra leve para a campanha pautas relacionadas à saúde pública, fortalecimento do SUS e gestão eficiente de políticas sociais, temas que marcaram sua trajetória no governo federal. A entrada na disputa também pode atrair o eleitorado que valoriza perfis com experiência administrativa e conhecimento técnico.
Caso confirmada, a candidatura de Nísia Trindade deve influenciar a dinâmica eleitoral no Rio de Janeiro, ampliando a competitividade por vagas na Câmara dos Deputados. Analistas avaliam que sua participação pode fortalecer o debate sobre políticas públicas e gestão na área da saúde.
A movimentação ocorre em um momento estratégico do calendário eleitoral, quando partidos intensificam articulações e definem seus quadros para as eleições. A presença de nomes com histórico no Executivo federal tende a elevar o nível da disputa e ampliar o interesse do eleitorado.
Política
ALBA concede Comenda 2 de Julho a Leonardo Góes
Diretor da ANA e ex-presidente da Embasa é homenageado em sessão solene com presença de autoridades

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) concedeu, na tarde desta quinta-feira (26), a Comenda 2 de Julho ao diretor-presidente da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANA), Leonardo Góes Silva, em reconhecimento à sua trajetória e contribuição ao setor de saneamento e gestão de recursos hídricos.
A honraria, uma das mais importantes do Legislativo baiano, foi proposta pela presidente da Casa, Ivana Bastos (PSD), e entregue durante sessão especial marcada pela presença de diversas autoridades políticas e institucionais. Entre os convidados, destacou-se a participação do vice-governador Geraldo Júnior, que integrou a mesa do ato solene.
Durante a cerimônia, parlamentares e lideranças ressaltaram o papel de Leonardo Góes na modernização da gestão hídrica e no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao saneamento básico. Sua atuação à frente da ANA e, anteriormente, da Embasa, foi destacada como decisiva para avanços estruturais no setor, com impactos diretos na qualidade de vida da população.
A homenagem também simboliza o reconhecimento institucional ao trabalho técnico e à articulação administrativa desenvolvida ao longo de sua carreira. A Comenda 2 de Julho é concedida a personalidades que prestam relevantes serviços à Bahia, consolidando-se como uma das principais distinções do estado.
Em seu discurso, Leonardo Góes agradeceu a honraria e reforçou o compromisso com a continuidade de projetos que ampliem o acesso à água e ao saneamento, destacando a importância da integração entre estados e União para o desenvolvimento sustentável.
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