Política
Lula rebate Trump: “Não é um gringo que vai dar ordem neste presidente”
Em evento estudantil em Goiânia, presidente critica tarifa imposta pelos EUA e reafirma soberania nacional diante das ameaças de Donald Trump

Neste domingo (07/07), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante discurso no 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (Conune), realizado na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. A declaração ocorre após a imposição de tarifas comerciais norte-americanas ao Brasil, atribuída à suposta perseguição judicial ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Não é um gringo que vai dar ordem a um presidente da República”, afirmou Lula, em referência direta a Trump. O petista respondeu à ameaça de sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, feita pelo norte-americano como forma de retaliação aos processos judiciais que envolvem Bolsonaro.
Durante a fala improvisada, Lula destacou sua trajetória sindicalista e experiência em negociações, alegando que Trump “jamais negociou 10% do que ele já negociou na vida”. Ele também garantiu que o Brasil responderá de maneira diplomática e dentro dos limites democráticos às ações americanas.
“Vamos responder da forma mais civilizada possível e como um democrata responde”, disse.
A tarifa de Trump está prevista para entrar em vigor no dia 1º de agosto, e o governo brasileiro tenta conter os impactos da medida. Reuniões com representantes da indústria e do agronegócio já estão em andamento, lideradas pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, em busca de soluções que evitem prejuízos econômicos severos.
Apesar das críticas, o Palácio do Planalto descarta uma resposta comercial na mesma proporção, temendo efeitos negativos sobre a economia brasileira. O governo também enviou uma carta oficial de repúdio aos Estados Unidos, cobrando explicações formais sobre as tarifas.
Lula também aproveitou para criticar Bolsonaro e seu filho Eduardo, deputado federal, que demonstraram apoio à retaliação americana. Trump citou os processos de Bolsonaro como violação da liberdade de expressão, justificando sua interferência.
No evento estudantil, ministros como Rui Costa, Camilo Santana, Luciana Santos e Margareth Menezes acompanharam Lula, que também reforçou o discurso de isenção para os mais pobres e taxação sobre os mais ricos.
Do lado de fora da UFG, foram registrados alguns confrontos entre apoiadores de Bolsonaro e participantes do congresso. No palco, os gritos de “sem anistia e sem perdão, eu quero ver Bolsonaro na prisão” marcaram o tom do evento, que também destacou a defesa da soberania da América Latina diante das pressões internacionais.
Política
Uldurico avalia retorno à disputa eleitoral
Ex-deputado volta a ser citado como possível candidato à Câmara Federal em meio à repercussão envolvendo Uldurico Júnior

O cenário político do extremo sul da Bahia ganhou novos contornos após a possibilidade de retorno do ex-deputado federal Uldurico Pinto à disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados. A movimentação ocorre em um momento de forte repercussão política envolvendo seu filho, o também ex-deputado federal Uldurico Júnior.
Nos bastidores, aliados apontam que Uldurico Pinto tem analisado a viabilidade de uma candidatura nas próximas eleições, buscando reorganizar seu grupo político e manter representatividade na região. A eventual candidatura surge em meio a um contexto delicado para a família, após as recentes denúncias que atingiram Uldurico Júnior.
A possível volta de Uldurico ao cenário eleitoral acontece em um momento de reconfiguração política e intensa movimentação entre lideranças do extremo sul baiano. O tema já provoca reações dentro do próprio grupo familiar e entre aliados históricos da região.
Uma das manifestações públicas veio do prefeito de Medeiros Neto, Beto Pinto (MDB), irmão de Uldurico Pinto. A declaração evidenciou que o assunto tem repercussão não apenas no ambiente político estadual, mas também entre lideranças locais que acompanham os desdobramentos da situação.
O debate ocorre após a prisão de Uldurico Júnior, que passou a enfrentar forte desgaste político em decorrência de acusações relacionadas a uma suposta negociação envolvendo detentos do sistema prisional. O caso ganhou ampla repercussão e passou a influenciar diretamente as articulações eleitorais do grupo político ligado à família.
Analistas avaliam que a eventual candidatura de Uldurico Pinto pode representar uma tentativa de reorganização política e de preservação do espaço eleitoral construído ao longo dos últimos anos na Bahia. A estratégia também poderia contribuir para manter a presença do grupo em discussões políticas relevantes no estado e em Brasília.
Enquanto isso, lideranças partidárias seguem acompanhando os desdobramentos do cenário e as possíveis alianças que poderão ser formadas nos próximos meses. A definição sobre uma eventual candidatura deverá depender de fatores políticos, jurídicos e estratégicos que ainda estão sendo analisados.
Com o avanço das articulações para as próximas eleições, a movimentação envolvendo a família Pinto tende a continuar no centro das atenções do cenário político baiano, especialmente no extremo sul do estado.
Política
Republicanos monitora cenário para o Senado na Bahia
Desempenho de Angelo Coronel em pesquisas eleitorais é tratado como ponto de atenção por integrantes da legenda

O desempenho do senador Angelo Coronel nas pesquisas eleitorais para a disputa ao Senado Federal passou a ser acompanhado com mais atenção por integrantes do Republicanos na Bahia. Embora dirigentes e representantes da legenda descartem preocupação imediata, o cenário tem motivado análises internas sobre a evolução da corrida eleitoral nos próximos meses.
Em entrevista à Rádio Feliz FM 98,3, o vereador Luiz Carlos, uma das principais lideranças do Republicanos em Salvador, reconheceu que os números apresentados pelos levantamentos divulgados até o momento representam um fator de observação para o partido. Segundo ele, o desempenho do senador merece acompanhamento, especialmente diante da dinâmica política que antecede o período eleitoral.
Apesar disso, o parlamentar ressaltou que as pesquisas não necessariamente refletem todo o potencial eleitoral de Angelo Coronel, principalmente em municípios do interior da Bahia, onde o senador possui histórico de atuação e alianças políticas consolidadas.
Nos bastidores, lideranças partidárias avaliam que o cenário eleitoral ainda está em construção e pode sofrer alterações significativas à medida que a campanha avance e os candidatos ampliem suas agendas de visitas, articulações e mobilizações regionais.
O interior baiano é apontado como uma das principais bases eleitorais de Coronel, fator que pode influenciar diretamente o desempenho do senador em futuras pesquisas de intenção de voto. A expectativa de aliados é que o contato direto com lideranças locais e eleitores contribua para fortalecer sua presença no debate eleitoral.
Especialistas em análise política destacam que levantamentos realizados em períodos distantes da eleição costumam registrar oscilações naturais, refletindo o grau de conhecimento dos candidatos e a movimentação dos grupos políticos. Por isso, partidos e pré-candidatos acompanham os números sem perder de vista a evolução do cenário ao longo do tempo.
Enquanto as articulações seguem nos bastidores, o Republicanos mantém atenção voltada para a formação de alianças e para a definição das estratégias que serão adotadas nas próximas etapas do processo eleitoral. O objetivo é fortalecer a presença da legenda no estado e ampliar sua competitividade nas disputas majoritárias e proporcionais.
Com o avanço das discussões políticas na Bahia, a tendência é que as pesquisas continuem sendo utilizadas como ferramenta de avaliação e planejamento, influenciando decisões estratégicas de partidos e lideranças em busca de espaço no cenário eleitoral.
Política
Flávio diz ter pedido fim de tarifa dos EUA
Senador afirma que solicitou a Donald Trump que empresas brasileiras fossem poupadas de nova taxação comercial

O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (2) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplicasse tarifas adicionais sobre empresas e produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.
A declaração foi feita durante entrevista concedida à Rádio Itatiaia, de Minas Gerais, em meio ao debate sobre a proposta de criação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. A medida foi apresentada pelo Escritório de Comércio dos Estados Unidos e tem gerado preocupação entre representantes do setor produtivo e autoridades brasileiras.
Segundo o parlamentar, o tema foi tratado durante sua recente viagem a Washington, onde participou de encontros com Trump e integrantes da equipe do governo norte-americano. Flávio Bolsonaro afirmou que defendeu a preservação das relações comerciais entre os dois países e destacou a importância do mercado americano para empresas brasileiras.
A possibilidade de uma nova taxação tem mobilizado lideranças políticas e representantes da indústria, uma vez que os Estados Unidos figuram entre os principais parceiros comerciais do Brasil. Caso a medida avance, diversos segmentos exportadores poderão enfrentar custos mais elevados para manter sua competitividade no mercado internacional.
A proposta de tarifa de 25% surge em um momento de intensificação dos debates sobre comércio exterior e relações econômicas entre Brasil e Estados Unidos. O tema também ganhou relevância devido aos impactos potenciais sobre investimentos, geração de empregos e desempenho das exportações brasileiras.
Analistas observam que decisões tarifárias costumam influenciar diretamente a dinâmica do comércio global, especialmente quando envolvem duas das maiores economias do continente americano. Nesse contexto, negociações diplomáticas e comerciais seguem sendo consideradas fundamentais para evitar prejuízos aos setores produtivos.
Além das discussões econômicas, a declaração de Flávio Bolsonaro amplia a repercussão política em torno do assunto, que deverá continuar em pauta nas próximas semanas. A expectativa é que governos, empresários e representantes do comércio exterior acompanhem atentamente os próximos desdobramentos das negociações.
O cenário reforça a importância do diálogo internacional para preservar mercados estratégicos e garantir condições favoráveis às exportações brasileiras em um ambiente econômico cada vez mais competitivo.
Brasil6 dias atrásPF deflagra operação contra fraude em aposentadorias do INSS
Esportes2 dias atrásNeymar retoma a camisa 10 da Seleção para a Copa do Mundo 2026
Política3 dias atrásFux rejeita novo pedido para mudança no governo do Rio
Polícia4 dias atrásBope intensifica operação no Tanque após morte de subtenente da PM
Brasil6 dias atrásEmpresa cobra pai de Vorcaro por jatinho de R$ 60 milhões
Esportes5 dias atrásNeymar Deve Desfalcar a Seleção Brasileira
Polícia4 dias atrásPF desmonta esquema de migração irregular para Europa
Entretenimento4 dias atrásRepórter é agredida durante transmissão ao vivo em João Pessoa














