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Política

Quaest: Michelle lidera, Tarcísio e Eduardo empatam na disputa por 2026

Pesquisa revela favoritismo da ex-primeira-dama entre eleitores fiéis a Bolsonaro, enquanto Tarcísio e Eduardo travam empate técnico mesmo após racha público

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Em pé, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), com Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a mulher do governador, Cristiane Freitas, durante ato em 2022 - Eduardo Knapp

A nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quinta-feira (17), revela os caminhos fragmentados do bolsonarismo para a eleição presidencial de 2026, com destaque para a liderança da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, seguida de um empate técnico entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) e o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). O levantamento surge em meio à crise provocada pelo tarifaço de Donald Trump, que dividiu lideranças da direita no Brasil.

De acordo com o instituto, 33% dos eleitores bolsonaristas acham que Jair Bolsonaro, hoje inelegível, deve apoiar Michelle como sucessora natural. Eduardo Bolsonaro aparece com 22% e Tarcísio de Freitas com 20%, em uma disputa acirrada pela segunda colocação. Nesse segmento, a margem de erro é de seis pontos percentuais.

Já entre os eleitores de direita que não se declaram bolsonaristas, Tarcísio lidera com 33%, seguido por Michelle (22%) e Eduardo (9%), o que reforça o potencial do governador paulista em expandir sua base além do núcleo duro do bolsonarismo.

Quando considerada a amostra geral da pesquisa, os números mudam. Tarcísio tem 15% das intenções, Michelle 13%, Ratinho Junior (PSD-PR) 9%, Eduardo Bolsonaro e Pablo Marçal (PRTB) 8% cada, e nomes como Eduardo Leite, Romeu Zema e Ronaldo Caiado aparecem abaixo dos 5%. Outros 19% afirmam que nenhum desses nomes os representa, enquanto 17% não souberam responder.


Tarifaço e crise interna: da guerra ao armistício

A pesquisa foi feita logo após o ex-presidente americano Donald Trump anunciar uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, associada a uma pressão do deputado Eduardo Bolsonaro por anistia ao pai e aos acusados de golpismo.

A medida gerou atrito com o governador Tarcísio, que procurou intermediar uma saída diplomática. Eduardo chegou a acusar Tarcísio de “desrespeito” por negociar diretamente com a Embaixada dos EUA. O embate público entre os dois provocou forte repercussão, mas Eduardo anunciou na quarta-feira (16) que a paz estava selada.

Ainda assim, a crise pode ter prejudicado a imagem de moderação que Tarcísio tenta construir, ao mesmo tempo em que desgastou sua relação com a ala mais radical do bolsonarismo.


Reação do eleitorado ao tarifaço

A pesquisa mostra que 72% dos brasileiros consideram um erro de Trump impor tarifas ao Brasil por causa de Bolsonaro. Ao mesmo tempo, 53% concordam com a resposta de Lula, que reagiu com tarifas de reciprocidade, associando o impacto econômico da medida à atuação da oposição e de Tarcísio.

Nas simulações de segundo turno, Lula aparece tecnicamente empatado com Tarcísio (41% a 37%), e com vantagem sobre Michelle (43% a 36%), Ratinho (41% a 36%) e Eduardo Leite (41% a 36%). Contra Eduardo Bolsonaro, o petista venceria por 43% a 33%.


Gráfico: Preferência entre eleitores bolsonaristas e da direita

Fonte: Pesquisa Genial/Quaest realizada de 10 a 14 de julho em 120 municípios brasileiros, com 2.004 entrevistas presenciais a pessoas de 16 anos ou mais; margem de erro de 6 pontos percentuais, e nível de confiança de 95%

A pesquisa Genial/Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 10 e 14 de julho, em 120 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para o total da amostra e maiores para os recortes internos. O grau de confiança é de 95%.

Redação Saiba+

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Política

Entidades da saúde privada apoiam Jorge Messias ao STF

Advogado-geral da União ganha respaldo antes de sabatina no Senado marcada para 28 de abril

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Sabatina de Messias no Senado está marcada para o dia 28 de abril | Bnews - Divulgação Daniel Estevão

O advogado-geral da União, Jorge Messias, recebeu apoio institucional de entidades representativas da saúde privada para sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). A movimentação ocorre às vésperas de sua sabatina no Senado Federal, agendada para o próximo dia 28 de abril.

As manifestações favoráveis foram divulgadas neste sábado (18) pela Confederação Nacional de Saúde e pelo Instituto Consenso, que destacaram a trajetória jurídica e a atuação institucional de Messias. Juntas, as entidades representam mais de 900 mil estabelecimentos de saúde em todo o país, consolidando um apoio expressivo dentro do setor.

Em nota, as organizações ressaltaram a importância de um perfil técnico, equilibrado e comprometido com a Constituição para ocupar uma cadeira na Suprema Corte. O nome de Messias, segundo as entidades, reúne experiência jurídica e capacidade de diálogo institucional, fatores considerados essenciais para o momento atual do Judiciário brasileiro.

A sabatina no Senado é uma etapa decisiva no processo de indicação ao STF, onde o candidato é avaliado pelos parlamentares quanto à sua capacidade técnica, posicionamentos jurídicos e independência. Após essa fase, o nome ainda precisa ser aprovado pelo plenário da Casa.

O apoio de entidades da saúde privada pode influenciar o ambiente político em torno da indicação, reforçando a articulação em favor do advogado-geral da União. O cenário segue em movimentação, com expectativa de novos posicionamentos de setores da sociedade até a data da sabatina.

Redação Saiba+

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Política

STF derruba lei contra cotas raciais em SC e gera reação do governador

Jorginho Mello critica decisão e afirma que proposta buscava priorizar alunos mais pobres nas vagas universitárias

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Julgamento que aconteceu em Plenário Virtual do STF na sexta-feira (17) | Bnews - Divulgação Secom

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de invalidar uma lei estadual de Santa Catarina que proibia a adoção de cotas raciais em instituições de ensino superior provocou forte reação do governador Jorginho Mello (PL). O tema reacende o debate nacional sobre políticas de inclusão e critérios de acesso ao ensino superior no Brasil.

A legislação estadual atingia universidades públicas, privadas e comunitárias que recebem recursos do governo catarinense. Com a derrubada da norma, permanece a possibilidade de adoção de cotas raciais como política de inclusão educacional, prática já consolidada em diversas instituições do país.

Em publicação nas redes sociais, o governador criticou a decisão e defendeu que a proposta não tinha como objetivo eliminar as cotas, mas sim reformulá-las. Segundo ele, a intenção era priorizar estudantes em situação de vulnerabilidade econômica, ampliando oportunidades para alunos de baixa renda.

“Infelizmente o nosso país não aceita sequer discutir o tema. Enquanto isso, alunos mais pobres continuarão perdendo suas vagas por questões de cor ou identidade de gênero”, afirmou o chefe do Executivo estadual.

A decisão do STF reforça o entendimento de que políticas de ações afirmativas, como as cotas raciais, são instrumentos legítimos para reduzir desigualdades históricas no acesso à educação superior. Especialistas destacam que o modelo atual busca equilibrar critérios sociais e raciais, promovendo maior diversidade nas universidades.

O episódio evidencia o embate entre diferentes visões sobre inclusão no ensino superior e deve continuar repercutindo no cenário político e educacional brasileiro, especialmente em um momento em que o tema volta ao centro das discussões públicas.

Redação Saiba+

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Política

Geraldo Júnior reforça apoio à agricultura familiar na Chapada

Vice-governador participa de encontro rural em Barra da Estiva e destaca ações do Governo da Bahia para o setor

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Geraldo Júnior participou, nesta sexta-feira (17), do IX Encontro dos Produtores Rurais de Barra da Estiva e Região, na Chapada Diamantina | Bnews - Divulgação Divulgação

O vice-governador da Bahia, Geraldo Júnior, participou nesta sexta-feira (17) do IX Encontro dos Produtores Rurais de Barra da Estiva e Região, realizado na Chapada Diamantina. Durante o evento, ele reafirmou o compromisso do Governo do Estado com o fortalecimento da agricultura familiar, considerada estratégica para o desenvolvimento econômico e social da região.

Acompanhado do prefeito Wilson do Café, do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, além de lideranças regionais, o vice-governador destacou a importância de políticas públicas voltadas ao campo. Segundo ele, o incentivo à produção rural é fundamental para garantir renda, segurança alimentar e geração de empregos no interior baiano.

Durante sua participação, Geraldo Júnior ressaltou que o governo estadual segue investindo em programas de assistência técnica, acesso ao crédito e infraestrutura para pequenos produtores. A agricultura familiar foi apontada como um dos pilares do crescimento sustentável da Bahia, especialmente em regiões como a Chapada Diamantina, onde a atividade rural exerce papel central na economia local.

O encontro reuniu produtores, autoridades e representantes de entidades do setor, promovendo a troca de experiências e o debate sobre desafios e oportunidades para o campo. A presença do vice-governador reforçou o alinhamento entre o governo e os agricultores, fortalecendo o diálogo direto com quem atua na base da produção.

A iniciativa consolida o evento como espaço estratégico para discutir avanços e ampliar parcerias, evidenciando o compromisso contínuo com o desenvolvimento rural e a valorização dos produtores da região.

Redação Saiba+

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