Política
Flávio Bolsonaro sugere troca de tarifas por sanções, mas apaga post
Senador admite não controlar tema após polêmica; PF cumpre mandados contra ex-presidente e apreende dinheiro e celular

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, gerou repercussão ao sugerir publicamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a suspensão das tarifas impostas ao Brasil em troca de sanções individuais contra autoridades brasileiras. Pouco tempo depois, Flávio apagou a publicação, afirmando não ter controle sobre o assunto.
Em entrevista ao colunista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, o senador explicou:
“É o tipo da coisa que não tá no nosso controle. O Trump faz o que tá na cabeça dele. Achei melhor tirar.”

A ação ocorre no contexto da operação da Polícia Federal que, nesta sexta-feira (18), cumpriu mandados na casa de Bolsonaro e na sede do PL. Foram apreendidos cerca de US$ 14 mil, R$ 8 mil e o celular do ex-presidente. Por determinação do ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro está proibido de acessar redes sociais e manter contato com seu outro filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA atuando para que sejam aplicadas sanções contra Moraes.
Em outra publicação, Flávio evocou o líder sul-africano Nelson Mandela e manifestou apoio ao pai, classificando a proibição de comunicação com Eduardo Bolsonaro como um “símbolo do ódio que tomou conta de Moraes”.
“O ardil é tanto, que faz exatamente no início do recesso parlamentar, quando Brasília está vazia. Mas seu cálculo certamente esqueceu de levar em conta que hoje, 18/Jul, é o Mandela Day. Dia em que o mundo celebra o símbolo de resistência e luta pela liberdade!”, escreveu.
Ele ainda acrescentou:
“Não é uma coincidência apenas! Até os nossos adversários sabem da sua inocência, da sua honestidade. E todos nós sabemos que você não merecia estar passando por isso. Deus vai te honrar, pai!”
As medidas cautelares foram determinadas por Alexandre de Moraes após representação da Polícia Federal, com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República. Segundo a PF, Bolsonaro teria agido para dificultar o julgamento da ação sobre tentativa de golpe de Estado, cometendo crimes como coação no curso do processo, obstrução de Justiça e ataque à soberania nacional.
A investigação também aponta que Bolsonaro financiou ações contra a soberania nacional, enviando recursos para Eduardo Bolsonaro atuar nos EUA. Em depoimento à PF no mês passado, o ex-presidente admitiu ter transferido R$ 2 milhões para o filho, justificando: “O dinheiro é meu e é limpo”.
Ministros do STF já tinham suspeitas de que Bolsonaro planejava fugir do país, buscando asilo político com o apoio de Donald Trump. A pressão do governo americano, que impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, condicionou o fim das ações penais contra o ex-presidente, acusado por Trump de sofrer “perseguição”.
Na quinta-feira (17), Trump publicou uma carta endereçada diretamente a Bolsonaro, exigindo o encerramento imediato do processo contra ele:
“Eu vi o terrível tratamento que você está recebendo nas mãos de um sistema injusto.”
O governo americano também ameaça aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no STF, e o Departamento de Estado mencionou o magistrado nominalmente. Eduardo Bolsonaro tem sido um defensor constante dessas medidas junto a autoridades americanas.
O advogado de Bolsonaro, Celso Vilardi, afirmou que a defesa recebeu as decisões com surpresa e se manifestará após análise detalhada das medidas.
Política
Morre aos 95 anos o ex-presidente do STF Octavio Gallotti
Magistrado marcou a história do Judiciário brasileiro ao presidir o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Octavio Gallotti, morreu neste domingo (26), aos 95 anos, encerrando uma trajetória de destaque na magistratura brasileira. Natural do Rio de Janeiro, o ministro integrou a mais alta Corte do país entre 1984 e 2000, período considerado decisivo para a consolidação da jurisprudência após a promulgação da Constituição Federal de 1988.
Ao longo de sua carreira, Gallotti presidiu o Supremo Tribunal Federal entre 1993 e 1995, conduzindo importantes debates jurídicos em um momento de fortalecimento das instituições democráticas brasileiras. Também esteve à frente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 1994 e 1996, desempenhando papel relevante na condução da Justiça Eleitoral.
Reconhecido pelo rigor técnico, independência de suas decisões e compromisso com o serviço público, Octavio Gallotti construiu uma carreira marcada pela defesa dos princípios constitucionais e pelo respeito ao Estado Democrático de Direito. Sua atuação contribuiu para a formação de entendimentos jurídicos que influenciaram diversas decisões da Corte ao longo dos anos.
A morte do ex-ministro representa uma perda significativa para o meio jurídico nacional. Seu legado permanece como referência para magistrados, operadores do Direito e estudiosos da Justiça brasileira, sendo lembrado pela dedicação à magistratura e pela contribuição ao fortalecimento das instituições do país.
Com uma trajetória consolidada no Judiciário, Octavio Gallotti deixa uma marca permanente na história do STF e da Justiça brasileira, sendo reconhecido como um dos nomes de maior relevância entre os ministros que integraram a Suprema Corte nas últimas décadas.
Política
Sargento da PM segue em coma após acidente na ALBA
Policial militar sofreu traumatismo ao bater a cabeça durante ronda de rotina nas dependências da Assembleia Legislativa da Bahia

O sargento da Polícia Militar da Bahia (PM-BA), Alan Rocha Spínola, permanece internado em coma induzido após sofrer um grave acidente durante uma ronda de rotina nas dependências da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), em Salvador. O caso ocorreu na última sexta-feira (24) e mobilizou colegas de farda e familiares.
De acordo com as informações apuradas, o policial bateu a cabeça durante o serviço, sofrendo um traumatismo que exigiu atendimento médico imediato. Em razão da gravidade do quadro clínico, ele foi encaminhado ao Hospital de Brotas, onde permanece sob cuidados intensivos.
O estado de saúde do sargento inspira atenção, e a equipe médica mantém o paciente em coma induzido, procedimento utilizado para auxiliar no tratamento de lesões graves e reduzir possíveis complicações neurológicas.
O acidente aconteceu enquanto Alan Rocha Spínola desempenhava suas atividades de rotina na sede da ALBA, onde policiais militares atuam no reforço da segurança institucional. As circunstâncias exatas do ocorrido ainda são acompanhadas pelas autoridades competentes.
A notícia gerou grande repercussão entre integrantes da corporação, que manifestaram apoio ao policial e à família. Mensagens de solidariedade e votos de recuperação também foram compartilhadas nas redes sociais por colegas e amigos.
O caso reforça os desafios enfrentados diariamente pelos profissionais da segurança pública, que permanecem expostos a riscos mesmo durante atividades consideradas rotineiras. Enquanto isso, familiares e companheiros de trabalho aguardam a evolução do quadro clínico do sargento.
Política
Antônio Brito participa de convenção nacional do PSD
Deputado baiano esteve em São Paulo durante evento que oficializou a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência e Gilberto Kassab como vice

O líder do PSD na Câmara dos Deputados, o deputado federal baiano Antônio Brito, participou neste domingo (26), em São Paulo, da convenção nacional do Partido Social Democrático (PSD), que oficializou a candidatura do ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, à Presidência da República nas eleições deste ano.
O encontro reuniu lideranças da legenda de diversas regiões do país e marcou o início de uma nova etapa da estratégia eleitoral do partido. Durante a convenção, também foi confirmada a candidatura do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, ao cargo de vice-presidente, compondo a chapa que disputará o Palácio do Planalto.
A presença de Antônio Brito, uma das principais lideranças do PSD na Bahia e atual líder da bancada do partido na Câmara, reforçou o apoio da sigla ao projeto nacional apresentado durante o evento. O parlamentar participou das atividades ao lado de dirigentes, prefeitos, governadores, deputados e demais representantes da legenda.
A convenção serviu como palco para a apresentação das diretrizes políticas do PSD para a disputa eleitoral, destacando a importância da unidade partidária e da mobilização das bases em todo o país. O partido também reforçou o compromisso de ampliar o diálogo com diferentes segmentos da sociedade durante o período de campanha.
Com a oficialização da chapa, o PSD inicia uma nova fase de articulações políticas e organização das estratégias eleitorais, buscando fortalecer sua presença no cenário nacional ao longo do processo eleitoral.
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