Política
Haddad: “Quem perdeu a eleição precisa sair do caminho”
Ministro acusa extrema direita de sabotar negociações com os EUA e responsabiliza bolsonarismo por tarifa imposta por Trump ao Brasil

Em meio à tensão diplomática com os Estados Unidos após a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disparou críticas diretas à oposição e cobrou responsabilidade política: “Quem perdeu a eleição precisa sair do caminho”, disse em entrevista à Rádio Itatiaia.
Segundo o ministro, o governo Lula está sendo atrapalhado por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que estariam atuando para dificultar o diálogo comercial com o governo norte-americano, liderado por Donald Trump. “A extrema direita está impedindo uma relação que seria natural entre os dois países. Não aconteceu nada que justificasse essa tarifa, a não ser a atuação da extrema direita”, afirmou.
Haddad destacou que o Brasil enfrenta uma situação inédita no cenário internacional, em que forças políticas internas trabalham contra os interesses do próprio país. “Nos EUA, Japão, China e União Europeia não existe uma força interna sabotando acordos comerciais. Só aqui temos 25% a 30% da população aderindo a uma ideologia que vai contra os interesses nacionais”, completou.
O ministro alertou que a tarifa atinge mais de 10 mil empresas brasileiras e também impacta o mercado norte-americano, ao afetar diretamente milhões de consumidores americanos. “Estamos falando de 340 milhões de americanos atingidos, e a própria popularidade de Trump está caindo por conta disso”, observou.
Pix na mira de Washington
Outro ponto sensível citado por Haddad foi a possível taxação do Pix, sistema de pagamentos instantâneos brasileiro, que estaria incomodando autoridades e empresas nos EUA. “Desenvolvemos uma tecnologia melhor que a deles e não estamos cobrando por ela”, disse o ministro, em referência às ferramentas privadas do Vale do Silício.
Haddad rejeitou a ideia de que o Pix seja um produto comercial, reforçando que sua criação foi voltada à inclusão financeira. “Não foi feito para enriquecer empresário. É uma tecnologia pública, e estamos oferecendo a outros países sem custo”, afirmou.
Ele também relembrou que, ainda durante o governo Bolsonaro, já havia tentativas internas de criar taxas sobre o Pix, contrariando os princípios da política econômica atual, que visa reduzir custos e ampliar isenções para a população, como no projeto que isenta do Imposto de Renda quem ganha até R$ 5 mil.
Política
Dino questiona atuação de Cezinha no Judiciário
Ministro do STF afirma que deputado teria usado o cargo para transmitir a terceiros a percepção de influência sobre magistrados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, afirmou que o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) teria utilizado a posição parlamentar para transmitir a terceiros a ideia de que possuía influência entre integrantes do Judiciário.
A declaração consta de uma decisão relacionada a uma investigação que apura a atuação de integrantes de uma força-tarefa e possíveis negociações envolvendo processos em andamento. Dino determinou o fim do sigilo do documento que fundamentou a operação, permitindo o acesso ao conteúdo da decisão.
Segundo o ministro, os fatos investigados podem indicar, em tese, que o deputado, que não possui habilitação para exercer a advocacia, teria utilizado a posição ocupada no Congresso Nacional para criar entre terceiros a percepção de que poderia exercer influência sobre magistrados de tribunais superiores.
“Parece-me claro que os fatos investigados podem implicar, em tese, um deputado federal que não tem habilitação para atuar como advogado”, escreveu Dino na decisão.
Investigação apura supostos pagamentos
De acordo com os elementos apresentados na investigação, integrantes do grupo teriam procurado terceiros para negociar pagamentos condicionados ao resultado de processos judiciais em andamento.
Ainda segundo a apuração, os envolvidos teriam afirmado que poderiam exercer algum tipo de influência sobre decisões de magistrados em troca dos valores negociados.
Na avaliação de Flávio Dino, a existência de uma remuneração considerada elevada também seria um elemento relevante para a análise do caso. O ministro afirmou que esse aspecto, em princípio, afastaria a possibilidade de que os pagamentos fossem relacionados apenas a um eventual “ato político”.
A decisão, contudo, trata os fatos como hipóteses sob investigação, e eventuais responsabilidades deverão ser definidas a partir do avanço das apurações e da análise das provas reunidas pelas autoridades.
O caso envolve questões relacionadas à suposta venda de influência no Judiciário, tema que tem provocado atenção dentro do STF e deverá continuar sendo analisado no âmbito da investigação.
Política
Capitão Alden destina R$ 760 mil a aliados
Deputado federal e candidato à reeleição transferiu recursos da própria campanha para candidaturas de deputados estaduais do PL na Bahia

O deputado federal e candidato à reeleição Capitão Alden (PL) destinou R$ 760 mil de sua própria campanha para fortalecer candidaturas de deputados estaduais do Partido Liberal (PL).
De acordo com dados da prestação de contas eleitoral, os repasses foram registrados no início de setembro e direcionados a candidatos que disputam uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Entre os principais beneficiados estão Gabriel Bandarra, conhecido como Tenóbio, Rafael Victoria e Thiago Martins, que receberam R$ 200 mil cada. Juntos, os três concentraram R$ 600 mil dos recursos transferidos pelo deputado federal.
Além deles, Alden também realizou aportes para outros candidatos aliados do partido. Adriano Almeida Braga recebeu R$ 100 mil, enquanto Antonio Balbino foi contemplado com R$ 50 mil e Jesum Almeida Cezar recebeu R$ 10 mil.
Os valores aparecem registrados na prestação de contas da campanha e representam uma estratégia de fortalecimento das candidaturas proporcionais do PL, ampliando o apoio financeiro a nomes que disputam cadeiras no Legislativo estadual.
A movimentação ocorre durante o período eleitoral e evidencia a articulação interna do partido para ampliar sua representação na Assembleia Legislativa. Capitão Alden, que busca a reeleição para a Câmara dos Deputados, utiliza parte dos recursos de sua campanha para apoiar candidatos da legenda na disputa estadual.
Os repasses seguem registrados na documentação eleitoral apresentada à Justiça Eleitoral, que reúne as receitas e despesas declaradas pelas campanhas durante o processo eleitoral.
Política
Janja chama atenção em ato político em Curitiba
Primeira-dama acompanhou música em playback durante evento com Lula na Boca Maldita, no Centro da capital paranaense

A primeira-dama Janja Lula da Silva chamou atenção durante o evento político ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizado neste sábado (12), na Boca Maldita, no Centro de Curitiba (PR).
Durante a concentração, que reuniu apoiadores, candidatos e lideranças políticas, Janja participou de um momento descontraído ao acompanhar em playback uma música que era reproduzida no local.
A participação da primeira-dama rapidamente se tornou um dos momentos de destaque do ato, que contou com a presença de integrantes da base política do presidente na capital paranaense.
O evento faz parte da agenda política de Lula no Paraná e reuniu militantes e aliados em uma região tradicionalmente marcada por manifestações e atos públicos em Curitiba.
A presença de Janja e sua interação durante a concentração chamaram a atenção dos participantes, acrescentando um momento de descontração à programação do evento político.
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