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PF investiga presidente da CBF por supostos crimes eleitorais

Sede da CBF foi alvo de busca na operação “Caixa Preta”, deflagrada nesta quarta-feira; entidade afirma que Samir Xaud não é o centro das investigações.

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Samir Xaud é alvo de operação da Polícia Federal. Foto: Rafael Riberi/CBF

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, foi um dos alvos da operação “Caixa Preta”, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (30). A ação investiga suspeitas de crimes eleitorais e cumpriu dez mandados de busca e apreensão nos estados de Roraima e Rio de Janeiro, incluindo a sede da CBF, localizada na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio.

Segundo comunicado da entidade, os agentes estiveram no local por menos de 30 minutos, entre 6h24 e 6h52, e não levaram nenhum equipamento ou material. A CBF reforçou que a investigação “não tem qualquer relação com o futebol brasileiro” e que o presidente Samir Xaud “não é o centro das apurações”.

“O Presidente Samir Xaud permanece tranquilo e à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários”, destacou a nota oficial da CBF.

A operação é um desdobramento de uma investigação iniciada em setembro de 2024, nas vésperas das eleições municipais, após Renildo Lima, marido da deputada Helena da Asatur (MDB), ser preso em flagrante com R$ 500 mil em espécie, parte do dinheiro escondido na cueca. A suspeita é de que o valor seria utilizado para compra de votos.

A deputada e seu marido também foram alvos da operação desta quarta, mas ainda não se manifestaram publicamente. Durante a deflagração, foram autorizados bloqueios judiciais de mais de R$ 10 milhões nas contas dos investigados.

Renildo Lima responde por compra de votos e associação criminosa armada, mas foi liberado pela Justiça no dia seguinte à sua prisão.

A Polícia Federal segue investigando o caso com base em indícios de que recursos ilícitos possam ter sido usados em campanhas eleitorais recentes.

Redação Saiba+

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