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Escassez de diesel pode durar até 2027, alerta agência
Agência Internacional de Energia aponta que conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia pressionam a oferta global de petróleo; governo brasileiro regulamentou adicional de R$ 1,40 por litro para o diesel rodoviário.

A escassez de diesel no mercado internacional pode persistir até boa parte de 2027, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). O alerta foi divulgado nesta quarta-feira (14), no Relatório do Mercado de Petróleo de outubro, que aponta dificuldades para equilibrar a oferta e a demanda de combustíveis diante das tensões geopolíticas.
De acordo com a agência, mesmo com a expectativa de redução na demanda, o mercado de petróleo deve continuar com déficit de oferta até o fim de 2026. A restrição de destilados médios, categoria que inclui o diesel, pode se prolongar pelos primeiros meses e avançar por boa parte do próximo ano.
“Apesar da menor demanda, prevê-se que o equilíbrio do mercado de petróleo permaneça deficitário até o final do ano, com a restrição na oferta de destilados médios provavelmente persistindo até bem avançado o ano de 2027”, destaca o relatório.
Conflitos pressionam a oferta de combustíveis
A IEA atribui parte das dificuldades no abastecimento global aos conflitos no Oriente Médio e à guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo a avaliação da agência, a redução da produção nos países envolvidos nas disputas foi apenas parcialmente compensada por outros produtores.
Esse cenário contribui para o desequilíbrio entre a oferta e a demanda de petróleo, matéria-prima utilizada na produção de combustíveis como o diesel. A continuidade das restrições pode manter a pressão sobre os mercados internacionais e dificultar a normalização do abastecimento.
O relatório também chama a atenção para os efeitos da escassez de combustíveis sobre a inflação em diferentes países. Como o diesel é amplamente utilizado no transporte de cargas e em atividades econômicas, dificuldades no fornecimento podem elevar custos logísticos e pressionar os preços de produtos e serviços.
Governo brasileiro anuncia medida para o diesel
Diante dos riscos de desabastecimento e de aumento dos preços, o governo federal publicou, na terça-feira (13), uma portaria que regulamenta um adicional de R$ 1,40 por litro na subvenção ao diesel rodoviário. A medida havia sido anunciada na sexta-feira (9).
A iniciativa busca atuar sobre o mercado nacional de combustíveis em meio às incertezas internacionais. A subvenção é um mecanismo de apoio financeiro que pode ajudar a reduzir a pressão dos custos sobre a comercialização do produto, conforme as regras estabelecidas pelo governo.
O cenário internacional, porém, continua sujeito à evolução dos conflitos, ao comportamento da produção e às condições de transporte e distribuição do petróleo e de seus derivados.
Diesel pode continuar sob pressão em 2027
A avaliação da Agência Internacional de Energia indica que a normalização da oferta de diesel pode levar mais tempo do que o esperado, mesmo diante de uma possível desaceleração da demanda.
A duração da escassez dependerá de fatores como a recuperação da produção, a evolução das guerras e a capacidade dos mercados de compensar as perdas de fornecimento. Até lá, a disponibilidade de combustíveis e os custos associados permanecem entre os pontos de atenção para governos, empresas e consumidores.











