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Brasil

MP arquiva denúncia de agressão contra ex-namorado de médica no Paraná

Laudo médico apontava politraumatismo, fratura na bacia e dentes quebrados, mas Ministério Público alegou falta de provas para denunciar o suspeito

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Laize Rebeca Silva Santos durante a internação após as agressões — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) decidiu arquivar a denúncia de agressão apresentada pela médica Laize Rebeca Silva Santos, de 32 anos, contra seu ex-namorado, o bacharel em direito Armando Ferreira Mendes Júnior, de 41 anos. O episódio teria ocorrido em 8 de março, Dia Internacional da Mulher, na cidade de Maringá, e resultou em graves lesões na vítima, incluindo dentes quebrados, hematomas por todo o corpo e fratura na bacia.

Apesar da gravidade do caso e de laudos médicos apontarem politraumatismo decorrente de espancamento, o promotor Edson Aparecido Cemensati, responsável pela apuração, considerou que não havia provas suficientes para indicar com segurança a autoria da agressão. Armando, que chegou a ser preso, foi liberado após 24 horas, e apresentou álibis que convenceram o Ministério Público.

Segundo a promotoria, registros de localização, imagens de câmeras de segurança, passagens de ônibus e testemunhos colocavam o ex-namorado e sua atual companheira em Balneário Camboriú (SC) no período em que o crime ocorreu. A defesa também alegou que o acusado estava em recuperação de duas cirurgias recentes — no ombro e no abdômen —, o que supostamente o impediria fisicamente de cometer a agressão.

A versão foi contestada por Laize, que afirma que o ex-namorado não respeitou o pós-operatório, frequentava academia e movimentava normalmente o braço, o que, segundo ela, provaria sua capacidade física para agredi-la. A médica relatou ainda que solicitou que os médicos responsáveis pela cirurgia fossem ouvidos, o que não ocorreu no inquérito.

No início das investigações, Laize afirmou não lembrar do ocorrido, mas depois passou a acusar diretamente o ex-companheiro e a atual namorada dele, sustentando que ambos participaram das agressões. Ela atribui a confusão inicial ao estado emocional e físico causado pelo trauma e pelos medicamentos usados durante a internação, incluindo relatos de amnésia parcial e dificuldades de memória.

No boletim de ocorrência registrado por uma amiga, Laize foi encontrada em estado de grave debilidade, com ferimentos visíveis e desorientação. Foi socorrida pelo Samu e internada na Santa Casa de Maringá, onde os médicos confirmaram a gravidade dos ferimentos.

Armando, por sua vez, declarou à polícia que mantinha um relacionamento aberto com Laize, algo que ela nega veementemente. A médica relatou ainda um episódio anterior em que, após descobrir uma traição, foi ameaçada durante uma discussão na casa da mãe dele. Na ocasião, segundo ela, o então namorado chegou a dizer: “Já que você quer ser agredida, então vai ser agredida de verdade.”

A defesa de Armando sustentou que Laize havia ingerido medicamentos com intenção suicida e que, ao sobreviver, apresentou confusão mental e versões contraditórias. Esse argumento foi aceito pelo Ministério Público, que considerou a denúncia sem elementos probatórios suficientes para sustentar uma ação penal.

O caso reacende o debate sobre a dificuldade de comprovação judicial de crimes de violência contra a mulher, especialmente quando envolvem versões conflitantes e limitações probatórias.

Redação Saiba+

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Anvisa libera retomada da produção da Ypê em São Paulo

Decisão foi tomada após nova inspeção sanitária que confirmou a adequação dos processos na unidade industrial localizada em Amparo, no interior paulista.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (29) a liberação para retomada da produção na fábrica da Ypê, situada em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi comunicada pelo presidente da autarquia, Leandro Safatle, e pelo diretor responsável pela área de fiscalização, Daniel Pereira, após a conclusão de uma nova avaliação técnica na unidade.

A autorização foi concedida depois de uma reinspeção realizada de forma conjunta entre diferentes órgãos de vigilância sanitária. Participaram da ação a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo), que analisaram os procedimentos e as adequações implementadas pela empresa.

Segundo o resultado da inspeção, a unidade industrial demonstrou conformidade com os requisitos exigidos pelos órgãos reguladores, estando apta a retomar suas atividades produtivas. A avaliação técnica teve como foco a verificação das medidas corretivas adotadas pela companhia para atender às exigências sanitárias estabelecidas.

A decisão representa um importante avanço para a normalização das operações da empresa, que possui forte presença no mercado nacional de produtos de limpeza e higiene. A retomada das atividades também impacta positivamente a cadeia produtiva e a economia regional, especialmente no município de Amparo.

O trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização foi fundamental para garantir que todos os critérios de segurança, qualidade e conformidade fossem rigorosamente avaliados antes da liberação da produção. A atuação conjunta reforça o compromisso das autoridades sanitárias com a proteção dos consumidores e a manutenção dos padrões exigidos pela legislação brasileira.

Além de assegurar a continuidade das operações industriais, a medida também contribui para a preservação de empregos e para o fortalecimento do setor produtivo. A expectativa é que a fábrica volte gradualmente ao ritmo normal de funcionamento, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos competentes.

Com a autorização oficial, a Ypê inicia uma nova etapa de suas atividades, mantendo o compromisso com a qualidade dos produtos e com o cumprimento das normas sanitárias exigidas para o setor.

Redação Saiba+

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Brasil

Aury Lopes Jr. se manifesta sobre repercussão de caso Deolane

Advogado criminalista comenta atuação na defesa e redes sociais levantam debate sobre possível embate jurídico de grande repercussão no Brasil

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O advogado criminalista Aury Lopes Jr. se pronunciou por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais após a intensa repercussão de sua atuação na defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

Considerado um dos principais nomes do Direito Penal no Brasil, o jurista afirmou que tem acompanhado a grande exposição do caso e a série de comentários que vêm sendo feitos nas redes sociais desde sua entrada na defesa. A manifestação ocorre em meio ao aumento da atenção pública sobre o processo e seus desdobramentos jurídicos.

A nomeação de Aury Lopes Jr. para atuar no caso gerou ampla discussão entre internautas, que passaram a debater a complexidade e o potencial impacto da disputa judicial. Parte do público chegou a apontar que o processo pode se tornar um dos maiores confrontos já observados no cenário jurídico brasileiro.

Do outro lado, o promotor responsável pelo caso é Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação há mais de duas décadas em investigações de grande relevância envolvendo o combate ao crime organizado. A presença de dois nomes de forte expressão no meio jurídico intensificou ainda mais a repercussão do caso nas redes sociais.

O debate público também foi impulsionado pela notoriedade dos profissionais envolvidos, ampliando a visibilidade do processo e gerando expectativa sobre os próximos passos da atuação jurídica.

Até o momento, as manifestações públicas se concentram em declarações e repercussões digitais, enquanto o andamento formal do caso segue sob sigilo judicial.

Redação Saiba+

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STF Media Acordo Sobre Crédito ao BRB

Governo do Distrito Federal e União discutem operação financeira em reunião decisiva no Supremo Tribunal Federal

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Luiz Fux conduz negociações que começaram na terça-feira, visando salvar o Banco de Brasília de uma possível falência | Bnews - Divulgação

O governo do Distrito Federal e a União participam nesta quinta-feira (28), às 10h, de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar fechar um acordo envolvendo uma operação de crédito destinada ao BRB (Banco de Brasília). A negociação é considerada estratégica para o sistema financeiro local e acompanha um cenário de debates sobre autonomia financeira e responsabilidade fiscal.

A reunião ocorre em meio às discussões sobre os limites legais para operações de crédito envolvendo instituições públicas e governos regionais. O caso ganhou relevância por envolver diretamente o BRB, um dos principais bancos públicos do país e peça importante na economia do Distrito Federal.

A expectativa é que o encontro no STF avance na construção de um entendimento entre as partes, evitando novos impasses jurídicos e administrativos. O acordo pode representar um passo importante para garantir estabilidade financeira e continuidade de investimentos ligados ao banco estatal.

Nos bastidores, integrantes do governo do Distrito Federal avaliam que a solução negociada pode fortalecer o ambiente econômico da capital federal, além de preservar operações estratégicas conduzidas pelo BRB nos últimos anos. A União, por sua vez, busca assegurar que qualquer decisão esteja alinhada às normas fiscais e aos critérios de controle financeiro da administração pública.

Especialistas acompanham o caso com atenção, já que o desfecho poderá abrir precedentes para futuras operações de crédito envolvendo bancos públicos estaduais e distritais. A audiência no STF é vista como decisiva para reduzir inseguranças jurídicas e estabelecer parâmetros mais claros para esse tipo de negociação financeira.

O BRB vem ampliando sua atuação nacional nos últimos anos, aumentando sua participação no mercado bancário e atraindo novos clientes em diversas regiões do Brasil. Por isso, o resultado das negociações entre o Distrito Federal e a União também desperta interesse do setor financeiro e de investidores.

Redação Saiba+

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