Política
ACM Neto tem 41% e Jerônimo Rodrigues, 34%, aponta Quaest
Levantamento ouviu 1.200 eleitores baianos; disputa de 2026 começa polarizada entre União e PT

A pesquisa Quaest, divulgada nesta sexta-feira (22), mostra que o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União) lidera a corrida pelo governo da Bahia em 2026 com 41% das intenções de voto. O atual governador, Jerônimo Rodrigues (PT), aparece com 34%, diferença que está dentro da margem de erro.
O levantamento, encomendado pela Genial Investimentos, ouviu 1.200 eleitores baianos entre os dias 13 e 17 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Intenção de voto para governador em 2026
- ACM Neto (União): 41%
- Jerônimo Rodrigues (PT): 34%
- João Roma (PL): 4%
- Kleber Rosa (PSOL): 2%
- José Aleluia (Novo): 1%
- Indecisos: 4%
- Branco/Nulo/Não vai votar: 14%
A pesquisa revela também que 59% dos eleitores aprovam o governo Jerônimo Rodrigues, enquanto 33% desaprovam. Em comparação a levantamentos anteriores, os números mostram estabilidade: em fevereiro de 2025, Jerônimo tinha 61% de aprovação, contra 54% em dezembro de 2024.
Lula segue forte na Bahia
O estudo também aponta que, em um eventual segundo turno presidencial, Lula (PT) venceria Tarcísio de Freitas (Republicanos), Jair Bolsonaro (PL) e outros nomes no eleitorado baiano.
O cenário indica que a disputa pelo governo da Bahia em 2026 deve ser marcada pela polarização entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues, ambos bem posicionados entre os eleitores.
Política
Acordo político tenta tirar “Caso Master” das eleições na Bahia
Articulação entre aliados de ACM Neto e Jaques Wagner busca reduzir impacto eleitoral da polêmica

Um acordo costurado nos bastidores da política baiana entre grupos ligados ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) e ao líder do governo no Senado, Jaques Wagner, tem como objetivo retirar o chamado “Caso Master” do centro da disputa eleitoral na Bahia neste ano.
A movimentação ocorre após os nomes de pré-candidatos ao governo do estado e ao Senado serem associados ao caso nas últimas semanas, gerando desgaste político e ampliando a tensão entre grupos adversários. Diante desse cenário, interlocutores das duas frentes atuaram para construir um entendimento que minimize os impactos da polêmica no debate público.
Segundo apuração de bastidores, o acordo prevê uma espécie de “pacto de silêncio” informal, no qual lideranças evitariam explorar o tema durante a campanha, reduzindo o potencial de desgaste mútuo. A estratégia busca manter o foco das eleições em propostas e agendas administrativas, afastando discussões consideradas sensíveis.
Apesar da articulação, o tema ainda gera repercussão nos meios políticos e pode voltar ao debate caso novos desdobramentos surjam. Analistas avaliam que o sucesso do acordo dependerá da disciplina dos aliados e da ausência de novos fatos ligados ao caso.
O cenário reforça a complexidade do ambiente eleitoral na Bahia, onde alianças e estratégias de contenção de crises têm papel decisivo. A tentativa de neutralizar o impacto do Caso Master evidencia a preocupação dos grupos políticos com a imagem pública e o desempenho nas urnas.
Política
Otto Alencar critica possível vice de ACM Neto
Senador questiona liderança de Zé Cocá e minimiza força política no cenário estadual

O senador Otto Alencar (PSD) afirmou que o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), não possui densidade política suficiente para compor como vice em uma eventual chapa liderada por ACM Neto (União Brasil) nas eleições para o governo da Bahia.
A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Metrópole, na segunda-feira (23), em meio a especulações sobre a formação da chapa majoritária da oposição no estado. Segundo Otto, Zé Cocá é praticamente desconhecido na maior parte dos municípios baianos, o que, na avaliação do senador, enfraquece a possibilidade de sua indicação para o cargo.
“Não tem liderança estadual consolidada”, destacou o parlamentar, ao comentar a suposta articulação política. A fala evidencia o cenário de disputa antecipada nos bastidores e reforça o clima de tensão entre diferentes grupos que se posicionam para o pleito.
O debate sobre a escolha do vice é considerado estratégico, já que a composição da chapa pode influenciar diretamente na capilaridade eleitoral e na capacidade de articulação política em diversas regiões. Analistas avaliam que a definição de nomes com maior reconhecimento e base consolidada pode ser determinante para o desempenho nas urnas.
Enquanto isso, a movimentação política segue intensa na Bahia, com lideranças buscando alianças e consolidando apoios de olho nas próximas eleições. A possível candidatura de ACM Neto e a escolha de seu vice continuam no centro das discussões políticas no estado.
Política
TCU rejeita pedido de Flávio Bolsonaro sobre empréstimo aos Correios
Corte de Contas mantém negociação bilionária e reforça autonomia administrativa da estatal

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A decisão mantém o andamento das tratativas financeiras consideradas estratégicas para a estatal.
O parlamentar havia solicitado a interrupção do processo, levantando questionamentos sobre a viabilidade e os impactos da operação. No entanto, o TCU entendeu que não há elementos suficientes que justifiquem a suspensão imediata da negociação, permitindo que os Correios prossigam com a busca por recursos.
A operação de crédito é vista como uma medida para reforçar o caixa da empresa, ampliar investimentos e modernizar serviços logísticos, em um cenário de crescente competitividade no setor. A decisão da Corte de Contas reforça o entendimento de que processos administrativos devem seguir seu curso regular, salvo indícios concretos de irregularidades.
Nos bastidores, o tema tem gerado debates sobre a gestão financeira de estatais e o papel dos órgãos de controle. Especialistas apontam que a decisão do TCU sinaliza uma postura técnica, priorizando a análise criteriosa antes de interferências em negociações de grande porte.
Com a manutenção do processo, a expectativa é de que os Correios avancem nas tratativas do empréstimo, considerado fundamental para garantir sustentabilidade financeira e competitividade no mercado.
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