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Política

Base de Lula ameaça fuga de CPI do INSS

Governistas avaliam deixar comissão após derrota para oposição e temem impacto de quebras de sigilo

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Reunião de instalação e eleição da CPI do INSS, no dia 20 de agosto Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

A base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia uma estratégia de abandono da CPI do INSS após a derrota que garantiu à oposição o comando da comissão. Pelo menos quatro senadores e um deputado já manifestaram, nos bastidores, a intenção de sair do colegiado, alegando que o ambiente tornou-se “totalmente imprevisível” diante da possibilidade de quebras de sigilo que podem gerar danos políticos além do escândalo dos descontos fraudulentos em aposentadorias e pensões.

Segundo informações, a movimentação envolve lideranças de peso do MDB, PSD e PT, que enxergam no relator escolhido, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), um risco para o governo. Deputados e senadores consideraram sua designação a “pior possível”, já que Gaspar é de oposição declarada e tem histórico de atuação firme em investigações. O parlamentar já afirmou que pretende “seguir o dinheiro” e identificar o “suporte político” dado às fraudes no INSS.

Entre os descontentes, estão nomes como o senador Renan Calheiros (MDB-AL), que pediu substituição ao líder do partido, Eduardo Braga (AM), e senadores do PSD, como Otto Alencar (BA) e Omar Aziz (AM), que também sinalizaram saída. No PT, um deputado de grande influência afirmou não querer participar de uma comissão relatada por um “bolsonarista imponderável”.

O desconforto foi agravado pela falta de articulação do Planalto, que resultou na derrota política. O senador Omar Aziz não escondeu o incômodo e responsabilizou o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), que chegou atrasado à sessão de instalação e não teria sequer organizado a contagem de votos.

Quebras de sigilo preocupam governo Lula

Inicialmente, o governo acreditava ter controle da CPI e planejava uma rápida conclusão dos trabalhos, ressaltando que os descontos fraudulentos começaram em 2016, durante o governo Michel Temer, e se expandiram na gestão de Jair Bolsonaro. O Planalto buscava reforçar a narrativa de que, ao tomar conhecimento dos novos casos já em sua gestão, Lula teria agido: demitiu o ministro da Previdência, Carlos Lupi, o presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, homologou acordo no STF e iniciou ressarcimento às vítimas.

Agora, porém, aliados admitem que as quebras de sigilo bancário, fiscal e telefônico podem trazer à tona informações capazes de criar novas crises para o governo, mesmo que fora do escopo formal da CPI. Nos bastidores, a avaliação é de que vazamentos inevitavelmente ocorrerão, alimentando desgaste político.

Com o cenário instável e a relatoria nas mãos da oposição, líderes da base discutem se vale a pena manter presença ativa na CPI ou se a retirada seria a alternativa menos custosa para o governo.

Redação Saiba+

Política

TSE suspende cassação de três vereadores de Lauro de Freitas por suposta fraude à cota de gênero

Decisão do Tribunal Superior Eleitoral mantém mandatos até julgamento definitivo e reacende debate sobre cota feminina nas eleições 2024

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Tribunal Superior Eleitoral decide pela suspensão da cassação de três vereadores de Lauro de Freitas, acusados de fraude à cota de gênero nas eleições de 2024 | Bnews - Divulgação Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu suspender a cassação de três vereadores eleitos em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), que haviam sido afastados pela Justiça Eleitoral estadual sob acusação de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.

A decisão garante que os parlamentares permaneçam nos cargos até o julgamento final do mérito da ação. A medida foi concedida após recurso apresentado pelas defesas, que contestaram as acusações relacionadas ao cumprimento da legislação eleitoral sobre a participação mínima de candidaturas femininas.

A controvérsia gira em torno da chamada cota de gênero, prevista na Lei das Eleições, que determina que cada partido ou federação deve reservar no mínimo 30% e no máximo 70% das candidaturas para cada sexo. A Justiça Eleitoral havia entendido que houve irregularidade na composição da chapa, caracterizando possível candidatura fictícia para cumprir formalmente a exigência legal.

Com a decisão do TSE, os efeitos da cassação ficam temporariamente suspensos, evitando alterações imediatas na composição da Câmara Municipal de Lauro de Freitas. O caso, no entanto, ainda será analisado de forma definitiva pelo colegiado da Corte Eleitoral.

Especialistas avaliam que o desfecho pode impactar outros processos semelhantes em andamento no país, especialmente diante do aumento de ações envolvendo suspeitas de fraude à cota de gênero nas eleições municipais de 2024.

A decisão também reforça o debate sobre a fiscalização das candidaturas e o cumprimento efetivo das políticas de incentivo à participação feminina na política brasileira, tema que tem sido alvo de atenção crescente da Justiça Eleitoral e da sociedade civil.

O julgamento definitivo ainda não tem data confirmada.

Redação Saiba+

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Política

Otto Alencar ironiza Carlos Viana após quebra de sigilo de Lulinha na CPMI do INSS

Declaração do presidente da CCJ do Senado amplia tensão política após sessão polêmica que aprovou medida envolvendo filho do presidente Lula

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Senador Otto Alencar (PSD-BA) - Foto: Saulo Cruz

O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), ironizou o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura supostas fraudes no INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), após a sessão que aprovou a quebra dos sigilos de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração ocorreu em meio à repercussão política da votação realizada na semana passada, considerada por aliados do governo como um movimento de forte carga política. A CPMI investiga irregularidades relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e, segundo integrantes da base governista, a decisão de incluir Lulinha na lista de investigados elevou o tom do debate no Congresso Nacional.

Durante manifestação pública, Otto Alencar adotou tom irônico ao comentar a condução dos trabalhos da comissão, sugerindo que a medida teria extrapolado o foco principal das investigações. A fala foi interpretada como uma crítica direta à estratégia adotada por Carlos Viana na presidência da CPMI.

A sessão que aprovou a quebra de sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lulinha foi marcada por intensos embates entre parlamentares da base governista e da oposição. Para defensores da medida, a apuração deve alcançar todos os nomes citados nas investigações, independentemente de vínculos políticos. Já críticos apontam possível tentativa de desgaste do Palácio do Planalto.

O episódio reforça o clima de polarização no Senado e amplia a tensão entre governo e oposição em torno das investigações envolvendo o INSS. Nos bastidores, parlamentares avaliam que a disputa pode influenciar o ritmo e o rumo dos trabalhos da CPMI nas próximas semanas.

A movimentação também reacende o debate sobre os limites das comissões parlamentares de inquérito e o uso político de instrumentos como a quebra de sigilo, ferramenta considerada extrema dentro do processo investigativo legislativo.

Redação Saiba+

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Política

Câmara de Salvador prioriza votação do Plano Municipal de Segurança no primeiro semestre

Carlos Muniz afirma que aprovação do PMSPDS será foco central da Casa para fortalecer políticas de prevenção e defesa social na capital.

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Muniz afirmou que a votação do plano de segurança está prevista para ser concluída até o final de março, com espaço para emendas. | Bnews - Divulgação Devid Santana

O presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (2) que a principal prioridade do Legislativo soteropolitano neste primeiro semestre será a votação do Plano Municipal de Segurança Pública e Defesa Social de Salvador (PMSPDS). A proposta, considerada estratégica para a cidade, deve orientar ações de prevenção, integração institucional e fortalecimento das políticas de proteção ao cidadão.

Segundo Muniz, o plano representa um avanço importante para a capital baiana, pois estabelece diretrizes claras para enfrentar desafios relacionados à violência urbana, ampliar a atuação preventiva e melhorar a articulação entre diferentes órgãos públicos. O presidente destacou que a Casa está comprometida em garantir uma análise responsável e célere da matéria, dada sua relevância para a população.

O PMSPDS reúne medidas que envolvem desde ações de inteligência e monitoramento, passando por programas sociais voltados à juventude, até iniciativas de modernização da Guarda Civil Municipal. A expectativa é que o texto receba contribuições dos vereadores durante a tramitação, fortalecendo o debate e ampliando a participação dos diversos setores da sociedade.

Muniz reforçou que a votação do plano será tratada como pauta prioritária, ressaltando que a segurança pública é uma demanda urgente e que Salvador precisa avançar em políticas integradas e sustentáveis. A previsão é de que as discussões ganhem ritmo nas próximas semanas, com possibilidade de aprovação ainda no primeiro semestre.

Redação Saiba+

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