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Saúde

Hospital Santo Antônio vai dobrar número de leitos de UTI em Salvador

Convênio de R$ 14,4 milhões permitirá a criação de 30 novos leitos, ampliando a capacidade de atendimento intensivo da unidade das Obras Sociais Irmã Dulce

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Hospital Santo Antônio passará por obra Crédito: Thuane Maria/GOVBA

O Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), em Salvador, deve dobrar sua capacidade de leitos de UTI nos próximos meses. Um convênio de R$ 14,4 milhões foi assinado nesta terça-feira (26) entre o Governo da Bahia e a instituição para implantação de 30 novos leitos, que se somam aos 30 já existentes, totalizando 60 leitos de UTI — sendo 50 adultos e 10 pediátricos.

As obras estão previstas para começar ainda neste semestre, com conclusão até 2026. Com a ampliação, o hospital se aproxima do parâmetro recomendado de 10% da capacidade hospitalar destinada a cuidados intensivos.

A demanda atual é considerada alta: são cerca de 90 solicitações mensais por vagas em UTI clínica e outras 100 em UTI cirúrgica. Em 2015, o hospital contava com apenas 20 leitos, número que passou para 30 em 2016.

A superintendente da Osid, Maria Rita Lopes Pontes, sobrinha da fundadora da instituição, destacou a importância da iniciativa:

“Esses novos leitos significam esperança para milhares de baianos que buscam atendimento”.

Além da ampliação, também foram entregues uma ambulância e um veículo para transporte de pacientes em Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

O hospital tem papel essencial na saúde pública da Bahia. Somente em 2023, a Osid realizou cerca de 6,6 milhões de procedimentos, entre eles 2,2 milhões de atendimentos ambulatoriais, 46 mil cirurgias e 63 mil internações, em 40 especialidades médicas, incluindo oncologia, ortopedia, geriatria, ginecologia e urologia.

Redação Saiba+

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Saúde

Anvisa autoriza nova empresa a produzir mosquitos contra a dengue no Brasil

Liberação amplia a produção de Aedes aegypti com bactéria Wolbachia, tecnologia que reduz a transmissão de dengue, Zika e chikungunya.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou uma nova empresa a produzir mosquitos Aedes aegypti modificados com a bactéria Wolbachia, tecnologia utilizada para reduzir a transmissão de dengue, Zika e chikungunya. A medida amplia a capacidade de produção e distribuição do método em cidades brasileiras.

A autorização foi concedida à Flyttr, empresa anteriormente conhecida como Oxitec, que passa a integrar o grupo de fabricantes habilitados a produzir os mosquitos com a bactéria. O diferencial da nova autorização é a utilização de uma linhagem inédita da Wolbachia, desenvolvida para apresentar maior resistência às altas temperaturas, característica considerada importante para diferentes regiões do Brasil.

Até então, a produção nacional estava concentrada na Wolbito do Brasil, parceria entre o World Mosquito Program (WMP) e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela implementação da tecnologia em diversos municípios desde 2012, em ações coordenadas pelo Ministério da Saúde.

A estratégia consiste na liberação de mosquitos Aedes aegypti que carregam naturalmente a bactéria Wolbachia, incapaz de causar doenças em seres humanos. Quando presente no mosquito, a bactéria dificulta a multiplicação dos vírus da dengue, Zika e chikungunya dentro do inseto, reduzindo significativamente sua capacidade de transmissão.

Ao longo dos últimos anos, o método foi implantado em dezenas de cidades brasileiras, alcançando uma população estimada em cerca de 6 milhões de pessoas. Estudos realizados em áreas onde a tecnologia foi aplicada apontam redução de até 89% nos casos de dengue, reforçando a eficácia da estratégia como complemento às ações tradicionais de controle do mosquito.

A ampliação da produção representa um importante avanço para as políticas públicas de combate às arboviroses. Com mais empresas autorizadas a fabricar os mosquitos, a expectativa é ampliar a cobertura do programa e beneficiar um número ainda maior de municípios, especialmente aqueles que enfrentam altas taxas de transmissão das doenças.

Especialistas destacam que a tecnologia não substitui medidas como eliminação de criadouros, vacinação quando disponível e ações de vigilância epidemiológica, mas fortalece o conjunto de estratégias voltadas à redução da circulação dos vírus transmitidos pelo Aedes aegypti.

Redação Saiba+

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Saúde

Anvisa amplia tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes

Nova resolução autoriza a ampliação da indicação de medicamentos para pacientes pediátricos, fortalecendo o acesso a terapias para doenças autoimunes.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou uma resolução no Diário Oficial da União que amplia as opções de tratamento para crianças e adolescentes diagnosticados com lúpus e esclerose múltipla. A medida representa um importante avanço para o atendimento de pacientes pediátricos que convivem com doenças autoimunes e necessitam de terapias mais específicas.

A resolução foi assinada pelo gerente-geral substituto de Produtos Biológicos, Radiofármacos, Sangue, Tecidos, Células, Órgãos e Produtos de Terapias Avançadas da Anvisa, Anderson Vezali Montai, e passa a valer após sua publicação oficial.

Entre as principais mudanças está a ampliação da indicação do Benlysta (belimumabe), medicamento da GSK Brasil, para crianças a partir de 5 anos diagnosticadas com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo. O tratamento passa a ser recomendado como terapia complementar para pacientes que apresentam alto grau de atividade da doença, mesmo estando em tratamento convencional.

O medicamento deverá ser utilizado em conjunto com a terapia padrão, que pode incluir corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides e outros imunossupressores, conforme avaliação médica. A ampliação da indicação busca oferecer melhores perspectivas de controle da doença e reduzir a progressão dos sintomas em pacientes pediátricos.

Além do lúpus, a resolução também contempla a ampliação de alternativas terapêuticas para adolescentes com esclerose múltipla, reforçando o compromisso da Anvisa em ampliar o acesso a tratamentos modernos e respaldados por evidências científicas.

Especialistas destacam que o diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para preservar a qualidade de vida de crianças e adolescentes com doenças autoimunes. A ampliação das indicações terapêuticas permite que médicos tenham mais opções para individualizar o tratamento, contribuindo para melhores resultados clínicos e maior segurança aos pacientes.

A nova medida fortalece a política de acesso a medicamentos inovadores no Brasil e representa um avanço na assistência especializada para pacientes jovens que enfrentam doenças crônicas de alta complexidade.

Redação Saiba+

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Saúde

Cepa rara de Ebola preocupa cientistas por transmissão prolongada

Pesquisadores investigam o comportamento da cepa Bundibugyo, que apresenta evolução mais lenta da doença e pode favorecer a disseminação do vírus nas comunidades.

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Uma cepa rara do vírus Ebola, conhecida como Bundibugyo, voltou a despertar a atenção da comunidade científica após apresentar um comportamento considerado incomum durante um surto na República Democrática do Congo. Pesquisadores observam que a evolução mais lenta da doença pode permitir que pessoas infectadas permaneçam circulando por mais tempo antes de desenvolver sintomas graves, aumentando o risco de transmissão.

O padrão identificado chamou a atenção da virologista Corri Levine, que estudou a cepa Bundibugyo durante sua pesquisa de doutorado anos antes do atual cenário epidemiológico. Segundo especialistas, esse comportamento difere de outras variantes do vírus, que costumam provocar uma rápida deterioração do estado de saúde dos pacientes.

Alguns médicos passaram a se referir ao fenômeno como “Ebola ambulante”, expressão utilizada para descrever pacientes que apresentam sintomas suficientes para transmitir o vírus, mas ainda não estão debilitados a ponto de interromper suas atividades cotidianas. Esse perfil pode dificultar a identificação precoce dos casos e ampliar a circulação da doença nas comunidades afetadas.

Durante estudos realizados em um laboratório de biocontenção da Universidade do Texas Medical Branch, Corri Levine constatou que a cepa Bundibugyo se replica mais lentamente quando comparada à cepa Zaire, responsável por uma das mais graves epidemias de Ebola da história recente, que atingiu países da África Ocidental há cerca de uma década.

A descoberta reforça a importância de compreender as diferenças entre as variantes do vírus para aprimorar estratégias de vigilância epidemiológica, diagnóstico e resposta a surtos. Especialistas destacam que o comportamento distinto da cepa Bundibugyo pode exigir medidas específicas de monitoramento e isolamento para reduzir o avanço da infecção.

Apesar da preocupação, autoridades sanitárias e pesquisadores seguem acompanhando a evolução dos casos e investindo em estudos para entender melhor o potencial de transmissão da variante. O monitoramento contínuo é considerado essencial para fortalecer as ações de controle e evitar a propagação do Ebola em regiões vulneráveis.

Redação Saiba+

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