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Polícia

Ex-delegado-geral denuncia ameaças após aposentadoria

Bernardino Brito Filho afirma que facção criminosa agiu para intimidá-lo: “não tenho escolta, vulnerabilidade é grande”

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Ex-delegado-geral revela ameaça do tráfico Crédito: Robson Mendes/Arquivo CORREIO

O ex-delegado-geral da Polícia Civil da Bahia, Bernardino Brito Filho, relatou publicamente que sofre ameaças de facção criminosa desde que deixou o cargo de gestão. Ele afirma que um líder do tráfico, cujos membros ele mandou prender durante sua atuação, teria enviado seu filho para dar o aviso intimidatório.

Mesmo tendo dedicado mais de 35 anos à corporação, ocupando cargos de alta responsabilidade — inclusive como delegado-geral e delegado-geral-adjunto —, ele destaca que, em sua aposentadoria, permanece desprotegido, sem escolta oficial e com sensação constante de exposição.

Brito faz analogia com o assassinato de seu colega paulista, ex-delegado-geral Ruy Ferraz, executado após ameaças e sem escolta, afirmando que essa morte foi uma demonstração de vingança do crime organizado. Para o ex-gestor, casos desse tipo acentuam a urgência de medidas de segurança para ex-autoridades que atuaram contra facções criminosas.

Sobre ofertas de novos cargos públicos e da iniciativa privada, ele revela ter recusado convites para funções institucionais e políticas, optando por manter distância e resguardar-se. Ele explica que seu afastamento voluntário dessas atividades visa evitar exposição ou risco adicional tanto para si quanto para quem convive com ele.

Apesar de não contar com escolta permanente, Brito enfatiza que as instituições policiais “oferecem suporte sempre que necessário”, embora esse respaldo seja desigual e pontual. Ele afirma que o cenário exige um fortalecimento dos mecanismos de segurança para quem enfrentou diretamente o crime organizado e está agora na condição de cidadão comum.

O relato de Bernardino Brito Filho reacende o debate sobre proteção a autoridades após o exercício de suas funções, sobretudo nas áreas de segurança pública, e questiona até que ponto o Estado assegura a integridade de quem atuou no enfrentamento ao crime.

Redação Saiba+

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Polícia

Promoção de militares terá data fixa na Bahia

Governo do Estado estabelece o 2 de Julho como data anual para efetivação da Promoção por Condições Especiais na carreira dos oficiais militares estaduais

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O Governo da Bahia estabeleceu o dia 2 de Julho como a data anual para a efetivação da Promoção por Condições Especiais (PCE) na carreira dos oficiais militares estaduais. A medida passa a vincular a promoção a uma das principais datas do calendário histórico baiano.

A determinação foi formalizada por meio do Decreto nº 24.702, de 30 de julho de 2026, publicado no Diário Oficial do Estado da Bahia. O texto regulamenta a efetivação da modalidade de promoção prevista no inciso VI do caput do artigo 126 da Lei nº 7.990, de 27 de dezembro de 2001.

Com a nova regulamentação, a PCE será efetivada anualmente no dia 2 de julho, mesma data em que a Bahia celebra sua Independência. A definição cria um marco anual para esse tipo de movimentação na carreira dos oficiais militares estaduais.

Nova regulamentação

A Promoção por Condições Especiais integra as modalidades previstas na legislação que disciplina o regime dos servidores militares estaduais. O decreto publicado pelo Governo da Bahia estabelece as regras para a efetivação desse mecanismo de promoção.

A medida confere maior previsibilidade ao calendário relacionado à carreira dos oficiais e estabelece uma data específica para a formalização das promoções enquadradas nessa modalidade.

O 2 de Julho, tradicionalmente marcado pelas celebrações da Independência da Bahia, passa também a representar uma data de referência para a carreira militar estadual. A escolha reforça a associação entre a data histórica e as instituições militares do estado.

Impacto na carreira militar

A regulamentação representa uma mudança importante na organização das promoções por condições especiais, ao definir um período anual para sua efetivação. A medida também proporciona um parâmetro objetivo para os procedimentos administrativos relacionados à modalidade.

O decreto está fundamentado na Lei nº 7.990/2001, que estabelece normas referentes aos militares estaduais da Bahia. A partir da regulamentação, os procedimentos relacionados à PCE passam a observar o calendário definido pelo Governo do Estado.

A iniciativa integra as medidas de organização da carreira dos oficiais militares estaduais e estabelece o 2 de Julho como marco anual para a Promoção por Condições Especiais na Bahia.

Redação Saiba+

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Polícia

Família é encontrada morta em apartamento de Curitiba

Três pessoas foram encontradas sem vida dentro do imóvel; polícia investiga as circunstâncias do caso e a origem dos ferimentos

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Uma família foi encontrada morta na tarde desta terça-feira (25/8), dentro de um apartamento localizado em Curitiba, no Paraná. As circunstâncias das mortes ainda serão esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação.

De acordo com as informações preliminares, três pessoas foram encontradas sem vida no imóvel, apresentando ferimentos que, inicialmente, teriam sido provocados por uma faca.

A possível arma utilizada na ocorrência foi localizada ao lado do corpo do pai. O achado deverá ser analisado pela perícia, que ficará responsável por identificar os vestígios e contribuir para a reconstrução da dinâmica do caso.

Equipes de segurança foram acionadas após a descoberta e realizaram os primeiros procedimentos no apartamento. O local deverá passar por perícia para que sejam coletadas evidências que possam ajudar a esclarecer o que aconteceu.

Até o momento, a motivação das mortes não foi confirmada pelas autoridades. Também não há informações conclusivas sobre a participação de outras pessoas na ocorrência.

A investigação deverá analisar as circunstâncias que antecederam as mortes, os ferimentos encontrados nas vítimas e os demais elementos identificados no imóvel.

Novas informações devem ser divulgadas conforme o avanço dos trabalhos policiais e periciais.

Redação Saiba+

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Polícia

Operação encontra mansão de luxo ligada ao TCP no Rio

Imóvel localizado durante ação policial no Complexo de Israel possui academia, área gourmet e jacuzzi

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Uma operação realizada nesta terça-feira (25/8) contra integrantes do Terceiro Comando Puro (TCP), que atuam no Complexo de Israel, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levou policiais a uma mansão de luxo que seria ligada a um integrante da cúpula da organização criminosa.

O imóvel chamou a atenção das equipes pelas dimensões e pela estrutura encontrada no local. A mansão possui cômodos amplos, revestimentos em mármore, academia, área gourmet e jacuzzi, segundo imagens obtidas durante a ação.

Imóvel chama atenção pela estrutura

Um vídeo registrado no interior da residência mostra diferentes ambientes da propriedade. As imagens revelam espaços amplos e uma estrutura considerada sofisticada, destoando do cenário normalmente associado às áreas atingidas pela operação policial.

A localização do imóvel faz parte das diligências realizadas pelas forças de segurança para identificar patrimônio e estruturas supostamente vinculados a integrantes do TCP.

Além da busca por pessoas envolvidas com a organização, operações desse tipo também procuram identificar bens que possam estar relacionados à atividade criminosa, incluindo imóveis, veículos e outros patrimônios de alto valor.

Operação mira integrantes do TCP

A ação desta terça-feira teve como alvo traficantes apontados como integrantes do Terceiro Comando Puro que atuam no Complexo de Israel. A região, localizada na Zona Norte do Rio, é alvo de operações das forças de segurança em razão da atuação de grupos criminosos.

A descoberta da mansão deverá ser analisada pelas autoridades responsáveis pela investigação para determinar a propriedade formal do imóvel e eventual relação com os investigados.

A identificação de bens de alto padrão pode contribuir para as apurações sobre a estrutura financeira da organização criminosa, caso seja comprovada a ligação entre o patrimônio e os integrantes investigados.

As investigações continuam para esclarecer a origem dos recursos utilizados na aquisição e manutenção do imóvel e identificar outras propriedades que possam estar relacionadas ao grupo.

Redação Saiba+

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