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Brasil

Empresas querem teto de R$ 650 mil para imóveis do Minha Casa Minha Vida Classe Média

Setor imobiliário propõe aumento do limite para viabilizar novos empreendimentos no programa habitacional

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Prédios residenciais e corporativos na Av. Chucri Zaidan no bairro Chácara Santo Antônio na zona sul de São Paulo Foto: Daniel Teixeira

O setor imobiliário privado e incorporadoras está defendendo publicamente que o teto de preço dos imóveis na nova faixa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) para a classe média seja elevado para R$ 650 mil, em vez dos R$ 500 mil atualmente propostos. A proposta visa equilibrar custo de construção, valorização de terrenos e viabilidade econômica dos empreendimentos, frente ao aumento dos insumos e taxas de juros.

Segundo representantes das empresas, manter o limite em R$ 500 mil gera compressão de margem e encarece imóveis de melhor localização ou com infraestrutura diferenciada, fatores considerados essenciais para atender uma demanda estável do público de classe média. Eles afirmam que, com o teto em R$ 650 mil, seria possível construir imóveis com mais qualidade, equipamentos e melhor oferta de localização, sem perder competitividade.

O pedido coincide com a nova configuração do programa habitacional, que amplia o atendimento para famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, com condições de financiamento facilitadas. A expectativa do governo é que essa nova faixa, chamada de Faixa 4, atenda cerca de 120 mil famílias até 2025, imóvel novo ou usado, com prazos longos (até 420 meses) e juros em torno de 10,5% ao ano.

Por outro lado, especialistas em habitação popular alertam que elevar o teto para R$ 650 mil pode representar risco de exclusão de quem realmente precisa do programa, caso o subsídio e as condições não sejam suficientes. Há também o desafio de manter o equilíbrio fiscal do programa, garantir que os recursos do FGTS, fundos sociais e orçamentários respondam ao novo escopo sem comprometer outras faixas de renda mais baixa.

O debate deverá se intensificar nas próximas semanas, especialmente no Congresso e nos conselhos governamentais que deliberam sobre os parâmetros do MCMV. Empresas reivindicam que o novo teto seja incorporado oficialmente nas regras do programa antes da assinatura dos próximos contratos, para evitar incertezas que retardem obras ou inviabilizem lançamentos.

Redação Saiba+

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Brasil

Petrobras encontra hidrocarbonetos no Amapá

Descoberta ocorreu em poço exploratório na Foz do Amazonas e estatal estima produção de petróleo na região em até sete anos

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A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em um poço exploratório localizado em águas profundas no Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas, na chamada margem equatorial brasileira.

A descoberta ocorreu após a perfuração realizada pela estatal na região, considerada estratégica para as atividades de exploração de petróleo no país. O resultado representa mais uma etapa dos estudos destinados a avaliar o potencial energético da área.

Segundo a Petrobras, a identificação de hidrocarbonetos ainda exige novas etapas de avaliação técnica para determinar as características e a viabilidade comercial da descoberta. Os trabalhos deverão incluir análises e estudos complementares antes de uma eventual decisão sobre o desenvolvimento da produção.

A estatal estima que, caso os resultados das próximas fases confirmem a viabilidade do projeto, a produção de petróleo na região poderá começar em até sete anos.

A área da margem equatorial brasileira tem sido alvo de debates sobre exploração de petróleo, principalmente em razão de seu potencial energético e das discussões envolvendo impactos ambientais. A Foz do Amazonas é uma das regiões consideradas promissoras para novas descobertas de hidrocarbonetos.

Com a identificação no poço exploratório do Amapá, a Petrobras amplia os estudos sobre o potencial petrolífero da margem equatorial, enquanto avança nas avaliações necessárias para determinar a dimensão da descoberta e as condições para uma possível produção comercial.

Redação Saiba+

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Brasil

Casas Bahia fecha quase 300 lojas e demite cerca de 2 mil funcionários

Rede varejista anuncia forte redução da operação no Brasil em meio a plano de corte de despesas e sequência de prejuízos

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A Casas Bahia anunciou o fechamento de quase 300 lojas e a demissão de cerca de 2 mil funcionários em diferentes regiões do Brasil. As medidas foram adotadas entre quinta-feira (13) e esta sexta-feira (14), em meio a um processo de redução de despesas da companhia.

Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, os cortes fazem parte de uma estratégia para diminuir os custos operacionais da empresa após uma sequência de resultados negativos. A decisão representa uma das maiores reduções de lojas realizadas pela rede de uma só vez nos últimos anos.

Com o encerramento das unidades, a Casas Bahia terá uma redução significativa em sua presença física no país. As lojas fechadas correspondem a aproximadamente 28,7% da rede, que contava com pouco mais de mil estabelecimentos antes da reestruturação.

Além do fechamento das unidades, cerca de 2 mil trabalhadores foram desligados. A medida amplia o processo de reorganização da varejista, que busca adequar sua estrutura aos desafios financeiros enfrentados pelo grupo.

A redução da operação ocorre em um cenário de pressão sobre grandes empresas do varejo brasileiro, marcado por mudanças no comportamento dos consumidores, necessidade de controle de despesas e busca por maior eficiência operacional.

A Casas Bahia, uma das marcas mais conhecidas do varejo nacional, passa agora por uma ampla reestruturação. O fechamento de quase 300 lojas e os milhares de desligamentos evidenciam a dimensão do plano de contenção de gastos adotado pela companhia.

Redação Saiba+

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Brasil

Vorcaro tenta novo acordo de delação

Ex-dono do Banco Master avalia retomar negociações com a Polícia Federal após duas tentativas frustradas de colaboração premiada

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O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, deve iniciar uma nova tentativa de negociação para firmar um acordo de colaboração premiada. A estratégia ocorre após duas propostas anteriores não avançarem, levando a defesa do ex-banqueiro a buscar uma nova aproximação com a Polícia Federal (PF).

Segundo informações divulgadas sobre o caso, a equipe jurídica de Vorcaro avalia que é necessário restabelecer o diálogo com a Polícia Federal para corrigir pontos considerados vulneráveis nas duas propostas apresentadas anteriormente.

A expectativa da defesa é construir uma nova proposta de colaboração que possa superar os obstáculos encontrados nas tentativas anteriores. O objetivo seria apresentar informações e condições consideradas mais adequadas para que as negociações possam avançar.

O possível novo processo de colaboração coloca novamente o nome de Daniel Vorcaro no centro das discussões envolvendo o Banco Master e as investigações conduzidas pelas autoridades federais. O empresário busca, por meio da defesa, encontrar uma alternativa para retomar as conversas com os investigadores.

As duas primeiras tentativas de acordo não chegaram a um entendimento considerado satisfatório. Diante disso, a estratégia agora é revisar os termos e identificar os pontos que impediram o avanço das negociações.

A colaboração premiada é um instrumento previsto na legislação brasileira que permite a investigados ou acusados fornecer informações às autoridades em troca de benefícios negociados dentro dos limites estabelecidos pela Justiça.

No caso de Vorcaro, uma eventual nova proposta deverá passar por avaliação das autoridades responsáveis e seguir os procedimentos legais necessários para que qualquer acordo tenha validade.

A defesa aposta na retomada das conversas com a Polícia Federal como caminho para tentar viabilizar uma nova negociação. Até que um eventual acordo seja formalizado e homologado pelas autoridades competentes, qualquer proposta permanece no campo das tratativas entre as partes.

O caso continua sendo acompanhado de perto diante da possibilidade de que uma eventual colaboração de Vorcaro possa acrescentar novas informações às investigações relacionadas ao Banco Master.

Redação Saiba+

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