Brasil
Empresas querem teto de R$ 650 mil para imóveis do Minha Casa Minha Vida Classe Média
Setor imobiliário propõe aumento do limite para viabilizar novos empreendimentos no programa habitacional

O setor imobiliário privado e incorporadoras está defendendo publicamente que o teto de preço dos imóveis na nova faixa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) para a classe média seja elevado para R$ 650 mil, em vez dos R$ 500 mil atualmente propostos. A proposta visa equilibrar custo de construção, valorização de terrenos e viabilidade econômica dos empreendimentos, frente ao aumento dos insumos e taxas de juros.
Segundo representantes das empresas, manter o limite em R$ 500 mil gera compressão de margem e encarece imóveis de melhor localização ou com infraestrutura diferenciada, fatores considerados essenciais para atender uma demanda estável do público de classe média. Eles afirmam que, com o teto em R$ 650 mil, seria possível construir imóveis com mais qualidade, equipamentos e melhor oferta de localização, sem perder competitividade.
O pedido coincide com a nova configuração do programa habitacional, que amplia o atendimento para famílias com renda mensal entre R$ 8 mil e R$ 12 mil, com condições de financiamento facilitadas. A expectativa do governo é que essa nova faixa, chamada de Faixa 4, atenda cerca de 120 mil famílias até 2025, imóvel novo ou usado, com prazos longos (até 420 meses) e juros em torno de 10,5% ao ano.
Por outro lado, especialistas em habitação popular alertam que elevar o teto para R$ 650 mil pode representar risco de exclusão de quem realmente precisa do programa, caso o subsídio e as condições não sejam suficientes. Há também o desafio de manter o equilíbrio fiscal do programa, garantir que os recursos do FGTS, fundos sociais e orçamentários respondam ao novo escopo sem comprometer outras faixas de renda mais baixa.
O debate deverá se intensificar nas próximas semanas, especialmente no Congresso e nos conselhos governamentais que deliberam sobre os parâmetros do MCMV. Empresas reivindicam que o novo teto seja incorporado oficialmente nas regras do programa antes da assinatura dos próximos contratos, para evitar incertezas que retardem obras ou inviabilizem lançamentos.
Brasil
Justiça condena Espaçolaser por queimaduras em cliente
Decisão da Justiça de Goiás determina indenização por danos morais e estéticos, além da devolução dos valores pagos após falha em procedimento de depilação a laser.

A rede Espaçolaser foi condenada pela Justiça de Goiás a indenizar uma cliente que sofreu queimaduras durante uma sessão de depilação a laser. A decisão também determinou a devolução dos valores pagos pelo procedimento, além do pagamento de indenização por danos morais e danos estéticos, após o reconhecimento de falha na prestação do serviço.
A sentença foi proferida pela 14ª Vara Cível e Ambiental de Goiânia, que concluiu existir nexo direto entre o procedimento realizado e as lesões apresentadas pela consumidora. Para o juízo, as provas reunidas no processo demonstraram que os danos ocorreram em decorrência do atendimento prestado pela empresa.
Segundo a decisão, a cliente apresentou queimaduras após a sessão de depilação, situação que motivou o ajuizamento da ação judicial. Durante a análise do caso, a Justiça entendeu que houve falha na execução do serviço, configurando a responsabilidade da empresa pelos prejuízos sofridos pela consumidora.
Além da indenização pelos danos físicos e emocionais, a sentença determinou que a empresa restitua os valores pagos pelo tratamento, reforçando o entendimento de que o serviço não foi prestado de forma adequada.
Casos envolvendo procedimentos estéticos são frequentemente analisados com base no Código de Defesa do Consumidor, que estabelece a responsabilidade dos fornecedores quando há falhas na prestação de serviços capazes de causar prejuízos aos clientes. A decisão reforça a importância da adoção de protocolos de segurança e da correta avaliação dos pacientes antes da realização de procedimentos com tecnologia a laser.
O caso ainda poderá ser objeto de recursos nas instâncias superiores, conforme prevê a legislação processual brasileira.
Brasil
Empresários defendem agenda para elevar competitividade do Brasil
Documento elaborado pelo Movimento Brasil Competitivo propõe sete prioridades para impulsionar investimentos, reduzir custos e fortalecer a economia nacional nos próximos anos.

O Movimento Brasil Competitivo (MBC) apresentou uma nova agenda econômica com propostas voltadas ao fortalecimento da competitividade do país e à criação de um ambiente mais favorável para investimentos. Intitulado “Compromisso para um Brasil Competitivo”, o documento reúne diretrizes elaboradas por empresas e entidades empresariais com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento econômico nos próximos quatro anos.
Entre as principais metas estabelecidas pelo grupo está o aumento da taxa de investimentos de 17% para 20% do Produto Interno Bruto (PIB), além da redução dos custos para produzir e fazer negócios no país. Outro objetivo considerado estratégico é elevar o Brasil da 65ª para a 30ª posição no ranking de competitividade do International Institute for Management Development (IMD), após o país registrar queda na classificação mais recente.
O documento também apresenta sete prioridades consideradas essenciais para ampliar a eficiência da economia brasileira. A primeira delas é a busca pelo equilíbrio fiscal de longo prazo, acompanhada do aperfeiçoamento do sistema tributário, com foco na sustentabilidade das contas públicas, na segurança jurídica e na melhoria do ambiente de negócios.
Segundo o movimento, o fortalecimento da responsabilidade fiscal é apontado como um fator importante para ampliar a confiança de investidores, estimular novos empreendimentos e favorecer o crescimento econômico sustentável. A proposta também destaca a necessidade de medidas capazes de simplificar regras tributárias e reduzir a burocracia enfrentada por empresas de diferentes setores.
Outro ponto abordado no documento refere-se ao avanço da dívida pública brasileira e aos desafios relacionados ao equilíbrio das contas do governo. O debate sobre sustentabilidade fiscal vem sendo acompanhado pelo mercado financeiro e por especialistas, que avaliam seus impactos sobre o custo do crédito, os investimentos e o ambiente econômico.
A iniciativa do MBC busca reunir propostas de longo prazo que possam servir como referência para discussões sobre políticas públicas voltadas ao aumento da produtividade, da competitividade e da geração de empregos, independentemente do cenário político. O documento reforça a importância de reformas estruturais e de um ambiente econômico estável para ampliar o potencial de crescimento do Brasil nos próximos anos.
Brasil
Stanley Black & Decker fecha fábrica histórica e demite 300 funcionários
Unidade industrial fundada em 1843, nos Estados Unidos, encerra operações após mais de 180 anos de atividade em meio a mudanças no comportamento do mercado consumidor.

A Stanley Black & Decker, uma das maiores fabricantes de ferramentas do mundo, encerrou oficialmente as atividades de sua fábrica histórica localizada em New Britain, no estado de Connecticut, Estados Unidos. A unidade, considerada um marco da indústria norte-americana por operar desde 1843, teve suas operações finalizadas, resultando na demissão de aproximadamente 300 funcionários.
O fechamento da planta representa o fim de uma trajetória de mais de 180 anos de produção, período em que a fábrica se consolidou como um dos símbolos da expansão industrial da empresa e da cidade onde foi fundada.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, a decisão foi motivada por mudanças no comportamento dos consumidores, que vêm transformando a dinâmica do mercado de ferramentas e exigindo uma reestruturação das operações da companhia.
Nos últimos anos, a Stanley Black & Decker tem implementado uma série de medidas para otimizar custos, aumentar a eficiência da produção e adaptar sua estratégia às novas demandas globais. O encerramento da unidade faz parte desse processo de reorganização industrial.
Além do impacto econômico, o fechamento também possui forte significado histórico. A fábrica de New Britain acompanhou diversas fases da evolução da indústria norte-americana, tornando-se referência na fabricação de ferramentas e equipamentos utilizados por profissionais e consumidores em diferentes países.
A desativação da planta reforça o cenário de transformação vivido pelo setor industrial, que enfrenta desafios relacionados à modernização tecnológica, às mudanças nos hábitos de consumo e à necessidade de maior competitividade em um mercado cada vez mais globalizado.
Mesmo com o encerramento da unidade histórica, a Stanley Black & Decker mantém operações em outras regiões e segue investindo em inovação, desenvolvimento de produtos e estratégias voltadas para atender às novas exigências do mercado internacional.
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