Mundo
Paralisação do governo dos EUA entra em vigor após impasse no Congresso
Primeiro shutdown desde 2019 deve deixar milhares de servidores sem salário e pode impactar economia americana

Os Estados Unidos enfrentam a primeira paralisação do governo desde 2019 após o Congresso não chegar a um acordo sobre o orçamento federal. O chamado shutdown entrou em vigor à meia-noite de terça-feira (30), horário local, atingindo a administração pública e suspendendo serviços considerados não essenciais.
Com a medida, centenas de milhares de funcionários públicos ficarão sem salário até que seja alcançado um consenso entre democratas e republicanos. Segundo o Escritório de Orçamento do Congresso (CBO), cerca de 750 mil trabalhadores federais podem ser afetados, gerando perdas de aproximadamente US$ 400 milhões (R$ 2,12 bilhões) a cada semana de paralisação.
O impasse foi provocado por divergências sobre os gastos com saúde. Em votação no Senado, o plano republicano, que previa financiamento até 21 de novembro, obteve 55 votos contra os 60 necessários. Já o projeto democrata, que estendia o orçamento até o final de outubro e previa mais de US$ 1 trilhão em investimentos em saúde, foi rejeitado por 53 votos a 47.
O presidente Donald Trump afirmou que uma paralisação pode trazer “muitas coisas boas”, incluindo cortes em programas apoiados por democratas. Já o líder democrata no Senado, Chuck Schumer, declarou que a população responsabilizará o governo republicano pelo aumento dos custos de saúde.
O último shutdown, ocorrido entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, durou 35 dias e reduziu o PIB dos EUA em US$ 11 bilhões, segundo o CBO. Analistas apontam que, a cada semana de paralisação, o crescimento econômico pode cair 0,2 ponto percentual.
Com eleições legislativas previstas para novembro de 2026, o cenário de paralisia administrativa amplia a pressão política sobre republicanos e democratas, que buscam evitar desgaste junto ao eleitorado.
Mundo
Keir Starmer deve anunciar renúncia ao cargo de premiê
Jornal britânico afirma que primeiro-ministro do Reino Unido prepara cronograma para deixar o governo em meio à pressão dentro do Partido Trabalhista.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, deve anunciar sua renúncia ao cargo na próxima segunda-feira (22), segundo informações divulgadas pelo jornal britânico The Observer. A publicação afirma que o líder trabalhista prepara um cronograma para deixar o comando do governo britânico após semanas de intensa pressão política.
De acordo com a reportagem, Starmer ainda não tomou a decisão definitiva e estaria discutindo seu futuro com familiares ao longo deste fim de semana. Apesar disso, integrantes do Partido Trabalhista acreditam que o premiê deverá oficializar sua saída nos próximos dias, dando início ao processo de transição de liderança. As informações foram repercutidas por diversos veículos internacionais, embora uma fonte do governo tenha afirmado à Reuters que Starmer continua concentrado em suas funções enquanto a decisão final não é anunciada.
A possível renúncia ocorre em meio ao aumento da pressão interna dentro da legenda governista. Nos últimos meses, parlamentares e lideranças do Partido Trabalhista passaram a defender uma mudança no comando do governo após uma sequência de desafios políticos e queda na popularidade do primeiro-ministro.
Caso a renúncia seja confirmada, o Reino Unido deverá iniciar um processo de definição da nova liderança do Partido Trabalhista, que também assumirá a chefia do governo britânico. O cronograma para a sucessão dependerá dos procedimentos internos da legenda e das regras previstas no sistema parlamentar do país.
Até o momento, não houve confirmação oficial por parte do gabinete de Keir Starmer, e a expectativa permanece voltada para um eventual pronunciamento na segunda-feira. A possível saída do premiê é acompanhada de perto por lideranças políticas, investidores e aliados internacionais, diante do impacto que uma mudança de comando pode provocar na política e na economia do Reino Unido.
Mundo
Incêndio em resort na República Dominicana deixa turista morta

Uma turista italiana morreu e cerca de 1.700 pessoas precisaram ser evacuadas às pressas após um incêndio de grandes proporções atingir um resort de luxo na República Dominicana. O caso ocorreu no complexo Viva Dominicus Beach by Wyndham, localizado em Bayahibe, um dos destinos turísticos mais conhecidos do Caribe.
A vítima foi identificada como Francesca Valentino, de 46 anos. Segundo informações repassadas por equipes de emergência que atuaram no local, outras três pessoas foram encaminhadas para unidades de saúde da região, enquanto seis hóspedes receberam atendimento médico imediato ainda dentro do resort.
O incêndio provocou pânico entre turistas e funcionários, levando à evacuação em massa de aproximadamente 1.700 pessoas, que foram retiradas de forma emergencial das instalações para áreas seguras próximas ao complexo.
As autoridades locais ainda investigam as causas do fogo, que atingiu parte da estrutura do resort e mobilizou equipes de bombeiros e resgate durante toda a operação de contenção.
O caso chamou atenção internacional devido à dimensão da evacuação e à morte registrada em um dos principais destinos turísticos do Caribe, região conhecida pelo intenso fluxo de visitantes estrangeiros ao longo do ano.
Novas informações sobre o incêndio e possíveis responsabilidades devem ser divulgadas pelas autoridades dominicanas após a conclusão das investigações preliminares.
Mundo
Rei Charles III lamenta acidente ferroviário
Monarca acompanha desdobramentos da tragédia ocorrida nas proximidades de Bedford, no sudeste da Inglaterra

O rei Charles III manifestou profundo pesar pelo acidente ferroviário registrado na tarde de sexta-feira nas proximidades de Bedford, no sudeste da Inglaterra. A informação foi confirmada por um porta-voz do Palácio de Buckingham, que destacou que o monarca está sendo atualizado regularmente sobre a evolução da ocorrência.
Segundo o comunicado oficial, Charles III acompanha de perto os desdobramentos do acidente, demonstrando solidariedade às vítimas, familiares e às equipes de emergência mobilizadas para atender a situação. O rei também tem recebido informações constantes sobre as ações de resgate e as investigações conduzidas pelas autoridades britânicas.
O acidente ferroviário provocou grande mobilização das equipes de socorro, que atuaram no atendimento aos passageiros e no isolamento da área afetada. Paralelamente, os órgãos responsáveis iniciaram os procedimentos para apurar as causas do incidente e avaliar os impactos na malha ferroviária da região.
A manifestação do chefe da monarquia britânica reforça a preocupação da Família Real diante de tragédias que afetam a população do Reino Unido. Em momentos de grande comoção nacional, é comum que o soberano acompanhe pessoalmente as informações oficiais e transmita mensagens de apoio às vítimas e seus familiares.
Enquanto as investigações seguem em andamento, as autoridades trabalham para esclarecer as circunstâncias do acidente e restabelecer a normalidade no sistema ferroviário. O episódio também reacende o debate sobre segurança no transporte ferroviário e protocolos de prevenção em uma das mais importantes redes de mobilidade da Europa.
A expectativa é de que novas atualizações sejam divulgadas pelas autoridades britânicas à medida que avançam as investigações sobre o acidente ocorrido na região de Bedford.
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