Mundo
Trump propõe taxa de US$ 100 mil para vistos de trabalho
Aumento no valor para solicitação do visto H-1B gera alerta para empresas e profissionais estrangeiros

O governo dos Estados Unidos anunciou recentemente que elevará a taxa para solicitação do visto H-1B — visto de trabalho para profissionais estrangeiros — de US$ 215 para US$ 100 mil. A medida, inédita em proporção, revela uma tentativa de reorientar a imigração laboral com foco em beneficiar empresas que estejam dispostas a assumir custo elevado e, ao mesmo tempo, reduzir a competição por postos de trabalho entre estrangeiros e americanos.
Para quem pretende ingressar no mercado dos EUA com um visto de trabalho, essa nova taxa funciona como um filtro financeiro severo. As empresas agora precisarão avaliar se determinados cargos justificam um investimento tão elevado apenas para formalizar a contratação. Com isso, setores de tecnologia, engenharia e inovação — que dependem frequentemente de mão de obra qualificada estrangeira — já manifestam preocupação com a viabilidade de manter modelos de negócio baseados em talentos globais.
No cenário praticado, espera-se que pequenas e médias empresas sejam as mais penalizadas, dada menor margem para suportar custos extras. Grandes corporações com fluxo de caixa mais robusto poderão absorver a elevação, o que tende a concentrar ainda mais a disputa por vistos em grupos já estabelecidos no setor tecnológico.
Do ponto de vista político, a estratégia sinaliza o desejo de priorizar o trabalhador americano e reduzir as pressões migratórias no mercado formal. Ainda que a medida afete sobretudo novas solicitações — não entrando em vigor de imediato para renovações ou portadores já autorizados —, ela altera o panorama para quem planeja emprego nos EUA a partir deste momento.
Se confirmada, a medida poderá provocar efeito dominó: redução da presença de talentos estrangeiros em startups, maior seletividade nas contratações internacionais e ajustes nos planos de expansão global de empresas americanas.
Mundo
Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos
Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.
Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.
A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.
O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.
Mundo
EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”
Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.
Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).
A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.
A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.
Mundo
Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito
Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.
A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.
A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.
A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.
Bahia4 dias atrásDesembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra morre aos 82 anos
Brasil5 dias atrásA relativização do estupro de vulnerável: riscos, limites e a proteção integral da dignidade sexual
Política4 dias atrásLula cita envio de informações aos EUA sobre empresário brasileiro
Política6 dias atrásLula desembarca na Coreia do Sul para segunda etapa de viagem pela Ásia
Política5 dias atrásRui Costa critica Angelo Coronel após recusa em permanecer na base governista
Política3 dias atrásZanin vota por condenação dos irmãos Brazão no caso Marielle
Política6 dias atrásHugo Motta prevê indicação do relator da PEC do 6×1 ainda nesta semana
Política2 dias atrásJerônimo diz que chapa governista ainda não está definida








