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Política

Fintech de “prateleira” conecta caso INSS à bet sob suspeita de lavagem

Empresa digital dissolvida atua no centro de investigações que envolvem descontos indevidos e casas de aposta

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O empresário Fernando Cavalcanti, sócio e amigo do advogado Nelson Willians, prestou depoimento na CPI do INSS Foto: Wilton Junior

Uma fintech considerada de “prateleira” tem sido apontada como elo entre o esquema de descontos irregulares no INSS e operações suspeitas de casas de apostas (“bets”), intensificando suspeitas de lavagem de dinheiro e uso de infraestrutura financeira para ocultar vínculos ilícitos.

Criado em 2023, o banco digital XBank foi gerido por pessoas ligadas ao setor de apostas e ao escândalo do INSS. Com atuação curta, a fintech foi oficialmente dissolvida em 2024, mas seu papel como instrumento financeiro de fachada já é alvo de investigação por órgãos de controle.

A apuração aponta que o XBank mantinha estrutura societária com sócios que têm histórico em operações de “prateleira” — empresas abertas apenas para uso formal — e participação de advogados que também atuaram em casos relacionados às apostas e ao INSS. A conexão entre essas frentes sugere que recursos obtidos irregularmente podem ter transitado por plataformas tecnológicas antes de chegar às casas de aposta como “lavagem financeira”.

Nesse contexto, o inquérito procura estabelecer claramente quais transações passaram pela fintech e como foram drenadas eventualidades de valor ilícito. A investigação também busca identificar operações internacionais, remessas ao exterior e relações societárias que possam comprovar a ocultação de patrimônio.

As implicações são significativas: se comprovado, o esquema pode configurar crimes contra o sistema financeiro, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Também reforça a urgência de regulação mais rigorosa das fintechs, em especial normas que exijam maior transparência sobre sócios, origens de capital e estrutura operacional.

Enquanto isso, operadores da PF, Receita Federal e Ministério Público aguardam elucidação da operação, com possibilidade de desdobramentos em bloqueios patrimoniais, quebras de sigilo e responsabilização criminal dos envolvidos.

Redação Saiba+

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Política

Itamaraty manifesta repúdio após falas de Javier Milei

Chanceler Mauro Vieira recebeu embaixador da Argentina e transmitiu insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino em São Paulo

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O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu na noite deste domingo o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, em reunião no Palácio do Itamaraty, para manifestar oficialmente a insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, durante sua passagem por São Paulo no último sábado.

Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o encontro teve como objetivo comunicar a posição do governo brasileiro diante das críticas direcionadas por Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às instituições brasileiras e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

Antes da reunião, o Itamaraty havia convocado formalmente o embaixador argentino para prestar esclarecimentos sobre a conduta do chefe de Estado durante sua visita ao Brasil. De acordo com o governo brasileiro, o episódio foi considerado incomum no âmbito das relações diplomáticas entre os dois países.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o governo classificou como sem precedentes o fato de um presidente estrangeiro utilizar uma visita oficial ao Brasil para fazer críticas ao chefe do Executivo brasileiro, às instituições democráticas e ao povo brasileiro.

O episódio acrescenta um novo capítulo às relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, que mantêm importantes vínculos econômicos e políticos. Apesar do impasse, ambos os países seguem como parceiros estratégicos na América do Sul, enquanto os desdobramentos do caso continuam sendo acompanhados pelos canais diplomáticos.

Redação Saiba+

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Política

Governo pode retomar taxa das blusinhas

Ministério da Fazenda avalia volta da cobrança sobre compras internacionais após aumento das importações, diz Dario Durigan

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o governo federal poderá propor a retomada da chamada “taxa das blusinhas” caso seja confirmado um crescimento das importações internacionais capaz de gerar impactos negativos para a indústria nacional.

Segundo o ministro, a equipe econômica monitora continuamente o comportamento das compras realizadas em plataformas internacionais após a revogação da cobrança. A suspensão da medida, explicou Durigan, foi adotada como um período de avaliação técnica, permitindo ao governo analisar os efeitos da decisão sobre o mercado e a arrecadação.

De acordo com o titular da Fazenda, a Receita Federal identificou um aumento nas vendas internacionais desde o fim da cobrança. Diante desse cenário, o governo considera a possibilidade de reavaliar a política tributária caso os dados indiquem desequilíbrio competitivo entre produtos importados e a produção nacional.

Durigan destacou que o objetivo é preservar a isonomia entre o comércio internacional e a indústria brasileira, evitando distorções que possam prejudicar empresas instaladas no país. Conforme explicou, uma eventual mudança dependerá da análise dos indicadores econômicos e poderá ser submetida ao presidente da República para decisão.

A possível retomada da taxa reacende o debate sobre a tributação de compras internacionais, tema que envolve consumidores, varejistas e representantes da indústria. Enquanto o governo acompanha a evolução das importações, a definição sobre novas medidas permanece em estudo pela equipe econômica.

Redação Saiba+

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Política

MP apura licitação de peixes em Simões Filho

Procedimento investiga possíveis irregularidades em pregão eletrônico de R$ 1,7 milhão para distribuição de pescado durante a Semana Santa

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O Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) instaurou um procedimento preparatório de inquérito civil para apurar possíveis irregularidades em um pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A licitação teve como objetivo a aquisição de peixes destinados à distribuição gratuita para famílias em situação de vulnerabilidade social durante a Semana Santa.

A instauração do procedimento foi formalizada pela 4ª Promotoria de Justiça da Comarca de Simões Filho e assinada pela promotora de Justiça Paola Roberta de Souza Estefam. Nesta fase inicial, o Ministério Público irá reunir documentos e informações para verificar a regularidade do processo licitatório.

De acordo com os dados levantados, o contrato previa a compra de 69 toneladas de peixes, ao custo total de R$ 1,7 milhão. A iniciativa integra uma ação social tradicional realizada pelo município no período da Semana Santa, voltada ao atendimento de moradores em situação de vulnerabilidade.

Até o momento, o MP-BA não detalhou quais seriam as supostas irregularidades identificadas, nem apontou responsáveis pela investigação. O procedimento preparatório representa uma etapa preliminar, destinada à coleta de elementos que possam fundamentar, ou não, a abertura de um inquérito civil.

Caso sejam constatados indícios de irregularidades, o Ministério Público poderá adotar novas medidas para aprofundar as investigações e apurar eventuais responsabilidades. Enquanto isso, o procedimento segue em andamento sob a condução da Promotoria de Justiça responsável pelo caso.

A apuração reforça o papel dos órgãos de controle na fiscalização da aplicação de recursos públicos e da transparência nos processos de contratação realizados pela administração municipal.

Redação Saiba+

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