Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Brasil
China libera carne bovina brasileira após mais de 20 anos
Reconhecimento do Brasil como livre da febre aftosa abre novas oportunidades para exportações ao mercado chinês

O agronegócio brasileiro conquistou uma importante vitória no mercado internacional. A China anunciou o reconhecimento do Brasil como país livre da febre aftosa, decisão que encerra restrições sanitárias que impactavam as exportações de carne bovina brasileira há mais de duas décadas.
A medida foi oficializada pela Administração Geral de Aduanas da China e pelo Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais do país asiático, representando um avanço significativo nas relações comerciais entre as duas nações. O anúncio ocorreu às vésperas da chegada do ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, a Pequim, reforçando o momento de aproximação diplomática e econômica entre os governos.
A decisão chinesa é considerada um marco para o setor pecuário nacional, uma vez que amplia a confiança internacional na qualidade sanitária da produção brasileira e fortalece a posição do Brasil como um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo.
Especialistas do setor avaliam que a medida poderá gerar impactos positivos para toda a cadeia produtiva da pecuária, desde os criadores até os frigoríficos exportadores. Com o reconhecimento sanitário, o país ganha mais competitividade e pode ampliar sua presença em um dos mercados consumidores mais importantes do planeta.
Segundo informações de bastidores das negociações, representantes brasileiros classificaram a decisão como uma conquista histórica. As restrições impostas pela China vigoravam há mais de 20 anos, tornando o anúncio um dos avanços mais relevantes para o comércio agropecuário brasileiro nos últimos anos.
Além dos benefícios econômicos imediatos, a decisão também reforça o trabalho realizado pelos órgãos de defesa agropecuária e pelos produtores rurais brasileiros para manter elevados padrões sanitários. O reconhecimento internacional fortalece a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e pode abrir caminho para novas negociações comerciais em outros mercados estratégicos.
A expectativa do setor é que a liberação impulsione as exportações de carne bovina, gere novas oportunidades de negócios e contribua para o crescimento do agronegócio brasileiro nos próximos anos.
Brasil
Ex-diretor da Petrobras desponta para comandar braço internacional da Braskem
Claudio Schlosser é apontado como favorito para assumir a presidência da Braskem International e volta a ter ligação indireta com a estatal

O executivo Claudio Schlosser, ex-diretor de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, surge como o principal nome para assumir a presidência da Braskem International, subsidiária internacional da petroquímica brasileira. A possível nomeação marca um novo capítulo na trajetória do executivo e reforça sua presença estratégica no setor de energia e petroquímica.
Schlosser deixou a Petrobras em abril deste ano, após repercussões relacionadas ao leilão de aproximadamente 70 mil toneladas de gás liquefeito de petróleo (GLP), realizado poucos dias antes de sua saída. O episódio gerou críticas públicas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e contribuiu para o encerramento de sua passagem pela estatal.
Agora, a possível chegada à Braskem International recoloca o executivo em um ambiente empresarial que mantém forte conexão com a Petrobras. Embora a subsidiária internacional seja controlada integralmente pela Braskem, a petroquímica possui participação relevante da estatal em sua estrutura acionária, o que mantém laços estratégicos entre as companhias.
A Braskem International foi criada em fevereiro de 2012 com o objetivo de ampliar a presença global da companhia e fortalecer operações em mercados internacionais. A eventual escolha de Schlosser é vista pelo mercado como um movimento voltado ao fortalecimento da gestão e à expansão dos negócios da empresa no exterior.
A experiência acumulada por Claudio Schlosser em logística, comercialização de combustíveis e gestão de mercados energéticos é considerada um diferencial para os desafios da operação internacional da Braskem. O executivo construiu carreira em posições de liderança no setor, participando de decisões estratégicas relacionadas à cadeia de abastecimento e comercialização de produtos energéticos.
A expectativa agora gira em torno da confirmação oficial da indicação e dos próximos passos da companhia em sua estratégia de crescimento global. Caso seja confirmado no cargo, Schlosser terá a missão de fortalecer a atuação internacional da Braskem em um cenário de transformação da indústria petroquímica e energética.
A movimentação reforça a relevância da governança corporativa e da experiência executiva na condução de empresas com atuação global, especialmente em setores considerados estratégicos para a economia brasileira.
Brasil
Nova identidade facilita viagens pela América do Sul
Carteira de Identidade Nacional já permite a entrada de brasileiros em oito países sul-americanos sem a necessidade de passaporte.

A Carteira de Identidade Nacional (CIN) vem ampliando sua importância para os brasileiros e agora se consolida também como um documento estratégico para quem deseja viajar pela América do Sul. A nova identidade já pode ser utilizada para ingresso em diversos países da região sem a exigência de passaporte, tornando as viagens mais práticas e acessíveis.
A facilidade é resultado dos acordos de livre circulação firmados entre o Brasil e países sul-americanos por meio do Mercosul e de tratados regionais. Com isso, cidadãos brasileiros podem realizar deslocamentos internacionais apresentando apenas um documento oficial de identificação válido e atualizado.
A medida beneficia turistas, estudantes, profissionais e viajantes em geral, reduzindo burocracias e simplificando o trânsito entre países vizinhos. Além da praticidade, a utilização da nova identidade fortalece a integração regional e facilita o intercâmbio cultural, econômico e turístico entre as nações sul-americanas.
A Carteira de Identidade Nacional foi criada para unificar a identificação dos cidadãos brasileiros, utilizando o CPF como número único de registro. O documento conta com recursos modernos de segurança, reduzindo riscos de fraudes e proporcionando maior confiabilidade nos processos de identificação.
Com a nova funcionalidade, brasileiros podem planejar viagens para destinos da América do Sul sem a necessidade de emitir passaporte, desde que observem as regras migratórias específicas de cada país e apresentem o documento em boas condições de conservação.
Especialistas do setor de turismo avaliam que a simplificação documental pode estimular o aumento das viagens internacionais de curta distância, impulsionando o fluxo turístico e fortalecendo a integração entre os países da região.
A adoção da CIN também faz parte de um processo mais amplo de modernização dos documentos públicos no Brasil, buscando oferecer mais segurança, praticidade e eficiência para os cidadãos em diferentes situações do dia a dia.
Com a ampliação das possibilidades de uso da nova identidade, a expectativa é que cada vez mais brasileiros adotem o documento, aproveitando os benefícios oferecidos tanto em território nacional quanto em viagens internacionais pela América do Sul.
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