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Política

Jorge Messias anuncia saída da AGU após derrota no Senado

Indicação ao STF é rejeitada e ministro comunica decisão ao presidente Lula após votação histórica

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Conversa entre Messias e Lula ocorreu no Palácio da Alvorada, após a histórica derrota no Senado com 42 votos contrários | Bnews - Divulgação Rafa Neddermeyer

A rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) provocou um desdobramento imediato no cenário político nacional. Após a votação no Senado, o então advogado-geral da União comunicou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que deixará o comando da Advocacia-Geral da União (AGU).

A conversa entre Messias e o chefe do Executivo ocorreu no Palácio da Alvorada, poucas horas depois da derrota considerada histórica para o governo no plenário do Senado. A indicação foi rejeitada por 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, evidenciando um cenário de resistência política à nomeação.

A votação representa um episódio raro na política brasileira, já que indicações ao STF tradicionalmente são aprovadas com relativa margem de segurança. O resultado expôs dificuldades de articulação do governo junto ao Congresso Nacional e gerou repercussão entre aliados e opositores.

Nos bastidores, a saída de Messias da AGU é vista como uma consequência direta da derrota, marcando uma mudança importante na equipe jurídica do governo federal. A Advocacia-Geral da União desempenha papel estratégico na defesa dos interesses do Executivo e na condução de temas relevantes no Judiciário.

A decisão também abre espaço para novas movimentações políticas, tanto na definição de um substituto para a AGU quanto em futuras indicações ao Supremo Tribunal Federal. O episódio reforça a complexidade das relações entre os poderes e destaca a importância da articulação política em processos de nomeação para cargos de alta relevância institucional.

Redação Saiba+

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Política

Ex-diretora de presídio aponta negociação em fuga de detentos na Bahia

Em entrevista, Joneuma Neres cita envolvimento de ex-deputado e líder de facção em caso ocorrido em 2024

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Joneuma Silva Neres destacou papel de Uldurico Júnior na negociação de fuga com o líder de facção Dadá | Bnews - Divulgação Reprodução

A ex-diretora do Conjunto Penal de Eunápolis, Joneuma Silva Neres, trouxe novas declarações sobre a fuga de 16 detentos registrada em dezembro de 2024, durante entrevista exibida nesta quinta-feira (30). Segundo ela, o episódio teria sido resultado de uma negociação envolvendo um ex-deputado federal e um líder de facção criminosa, o que amplia a gravidade do caso.

De acordo com a ex-gestora, o ex-parlamentar Uldurico Júnior teria atuado em um suposto acordo com Ednaldo Pereira Souza, conhecido como “Dadá”, apontado como liderança de grupo criminoso. A declaração lança novas dúvidas sobre as circunstâncias da fuga, considerada uma das mais impactantes já registradas na unidade prisional.

Durante a entrevista, Joneuma também fez questão de negar qualquer envolvimento pessoal com o líder da facção. Ela afirmou que não possui relação com Dadá, esclarecendo ainda que sua filha é fruto de um relacionamento com o ex-deputado mencionado.

O caso segue repercutindo e levanta questionamentos sobre a segurança no sistema prisional da Bahia, além de possíveis conexões entre agentes públicos e organizações criminosas. As autoridades devem aprofundar as investigações para verificar a veracidade das declarações e identificar responsabilidades.

A fuga em massa ocorrida no Conjunto Penal de Eunápolis já vinha sendo investigada, mas as novas informações podem trazer desdobramentos relevantes, tanto na esfera criminal quanto política.

Redação Saiba+

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Política

Ex-candidato a vereador é morto a tiros no oeste da Bahia

Crime ocorreu dentro de estabelecimento comercial e vítima foi identificada como “Cizinho Moto Táxi”

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Homem foi atingido por disparos de armas de tiros nesta quinta-feira (30) | Bnews - Divulgação Reprodução

Um ex-candidato a vereador foi morto a tiros na noite desta quinta-feira (30), em um estabelecimento comercial localizado no bairro Santa Cruz, na cidade de Luís Eduardo Magalhães, no oeste da Bahia. O caso gerou comoção local e mobilizou equipes da Polícia Militar.

De acordo com informações iniciais, a vítima foi identificada como Francisco de Assis Santos, de 62 anos, conhecido popularmente como “Cizinho Moto Táxi”. Ele havia concorrido ao cargo de vereador nas eleições de 2024.

Segundo relatos, equipes do 27º Batalhão da Polícia Militar foram acionadas após denúncias de disparos de arma de fogo na Rua Itabuna. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram o homem já sem sinais vitais. A área foi isolada para os procedimentos de investigação e perícia.

As circunstâncias do crime ainda são desconhecidas, e até o momento não há informações sobre a autoria ou motivação do homicídio. O caso deve ser investigado pelas autoridades competentes, que buscam esclarecer os detalhes e identificar possíveis envolvidos.

A morte de “Cizinho Moto Táxi” reforça a preocupação com a violência urbana na região e levanta questionamentos sobre segurança pública, especialmente em áreas comerciais e residenciais.

Redação Saiba+

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Política

Alcolumbre divide votação de veto sobre dosimetria

Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre retira trecho que reduziria progressão de penas para evitar conflito com projeto antifacção

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Congresso analisa hoje veto a PL da Dosimetria Crédito: Leonardo Sá

O cenário político no Congresso Nacional ganhou novos contornos nesta semana após uma decisão estratégica do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar optou por fatiar a votação do veto relacionado ao projeto de lei da dosimetria, medida que impacta diretamente o cálculo e a progressão de penas no sistema penal brasileiro.

A decisão envolveu a retirada de um trecho específico do projeto que previa a redução do tempo necessário para a progressão de penas de condenados, ponto considerado sensível dentro das discussões legislativas. Segundo Alcolumbre, a manutenção desse dispositivo poderia comprometer alterações recentes estabelecidas no chamado PL antifacção, proposta que segue na direção oposta ao ampliar o tempo exigido para a progressão.

O movimento é interpretado como uma tentativa de harmonizar o conjunto de normas penais em debate no Congresso, evitando sobreposição de regras e possíveis conflitos jurídicos. Ao separar a votação, o presidente da Casa busca garantir maior clareza nas decisões e permitir que os parlamentares analisem cada ponto com mais precisão.

Nos bastidores, a medida também evidencia o grau de complexidade das discussões envolvendo segurança pública e legislação penal no país. A progressão de penas é um dos temas mais debatidos, por envolver diretamente políticas de combate ao crime, ressocialização e endurecimento das punições.

Com a decisão, o Congresso Nacional deve retomar a análise dos demais pontos do veto em etapas distintas, ampliando o debate e permitindo ajustes conforme o entendimento das bancadas. A expectativa é de que o tema continue gerando forte repercussão política nos próximos dias, especialmente entre parlamentares ligados à pauta da segurança pública.

Redação Saiba+

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