Política
STF pauta julgamento sobre mudança na Lei da Ficha Limpa
Corte analisa ação que questiona alteração no cálculo da inelegibilidade e pode impactar políticos já condenados

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima semana o julgamento das ações que contestam uma alteração na Lei da Ficha Limpa, aprovada pelo Congresso Nacional, que modifica a forma de contagem do prazo de inelegibilidade de políticos condenados.
A mudança legislativa estabelece que o período de inelegibilidade passa a ser contado a partir da data da condenação, e não mais após o cumprimento integral da pena. Na prática, a alteração reduz o tempo em que políticos ficam impedidos de disputar eleições, abrindo espaço para revisão de casos já julgados sob a regra anterior.
Entre os nomes que podem ser diretamente impactados pela nova interpretação estão o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho e o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, todos citados em discussões públicas sobre os efeitos da nova regra.
A alteração na Lei da Ficha Limpa foi aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado e tem gerado controvérsia jurídica desde então. Defensores da mudança argumentam que a nova regra traz maior objetividade ao cálculo da inelegibilidade, enquanto críticos apontam risco de enfraquecimento dos mecanismos de combate à corrupção eleitoral.
O julgamento no STF será decisivo para definir se a nova interpretação terá validade ou se continuará valendo o entendimento anterior, que ampliava o período de afastamento dos condenados das disputas eleitorais.
A decisão da Corte poderá ter impacto direto no cenário político das próximas eleições, ao redefinir critérios de elegibilidade de lideranças já condenadas pela Justiça Eleitoral e comum.
O caso é acompanhado de perto por partidos políticos e lideranças nacionais, devido ao potencial de alterar o quadro de candidaturas já em articulação para os próximos pleitos.
Política
Aliados de Lula criticam decisão de Moraes
Petistas avaliam que restrição à visita dos filhos de Jair Bolsonaro pode fortalecer discurso de vitimismo e favorecer Flávio Bolsonaro.

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstraram, nos bastidores, preocupação com a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de impedir a visita dos filhos de Jair Bolsonaro ao pai no Dia dos Pais.
Segundo informações divulgadas pelo jornalista Igor Gadelha, do Metrópoles, integrantes do grupo político ligado a Lula avaliam que a medida pode produzir um efeito contrário ao esperado no cenário político.
Na avaliação desses aliados, a restrição pode reforçar o discurso de “vitimismo” adotado por setores bolsonaristas, ampliando a repercussão política em torno do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outro ponto citado pelos lulistas é o possível impacto sobre a corrida eleitoral. Para esse grupo, a decisão de Moraes pode acabar favorecendo a projeção de Flávio Bolsonaro, que vem sendo apontado como um dos nomes ligados ao campo bolsonarista para a disputa pelo Palácio do Planalto.
A avaliação ocorre em meio à crescente disputa política envolvendo integrantes da família Bolsonaro e decisões judiciais relacionadas ao ex-presidente. O episódio também deve continuar sendo explorado no debate público entre grupos de oposição e aliados do governo federal.
Apesar das críticas nos bastidores, a decisão partiu do ministro Alexandre de Moraes no âmbito do STF e envolve restrições relacionadas às visitas a Jair Bolsonaro. A repercussão política da medida, porém, passou a preocupar integrantes do próprio campo governista, diante da possibilidade de fortalecer a narrativa utilizada pelos adversários.
O episódio evidencia como decisões judiciais envolvendo figuras de grande projeção política podem gerar efeitos que ultrapassam o âmbito jurídico e repercutem diretamente no cenário eleitoral.
Política
Suspeito de matar mulher é preso na Bahia
Homem de 41 anos foi localizado às margens da BR-101, em Presidente Tancredo Neves, após apresentar nome falso durante abordagem

Um homem de 41 anos, suspeito de matar Fernanda Higino de Sousa, foi preso às margens da BR-101, no município de Presidente Tancredo Neves, no sul da Bahia.
A prisão ocorreu durante uma abordagem realizada por policiais civis e militares. Segundo as informações divulgadas sobre o caso, o suspeito teria utilizado um nome falso para tentar dificultar sua identificação durante a ação policial.
Após a abordagem, os agentes constataram a verdadeira identidade do homem e deram cumprimento à prisão relacionada à investigação da morte de Fernanda Higino de Sousa.
O caso segue sob investigação das autoridades, que deverão apurar as circunstâncias do crime e reunir elementos para esclarecer a participação do suspeito na morte da mulher.
A localização do investigado às margens da BR-101 representa mais uma etapa das diligências realizadas pelas forças de segurança para localizar suspeitos de crimes na região.
O homem foi encaminhado para os procedimentos legais e permanece à disposição da Justiça. As circunstâncias da prisão e os detalhes da investigação deverão ser esclarecidos no decorrer do processo.
Política
Cinegrafista da GloboNews é retirado de debate
Profissional foi afastado das áreas do Grupo Bandeirantes após ser acusado de agredir um fotógrafo durante cobertura eleitoral

Um cinegrafista da GloboNews, que não teve a identidade divulgada, foi retirado das áreas do Grupo Bandeirantes durante a cobertura do primeiro debate eleitoral para o governo de São Paulo, realizado na noite deste domingo (9).
Segundo as informações divulgadas sobre o episódio, o profissional teria agredido um fotógrafo durante a cobertura do evento. Após a ocorrência, ele foi retirado das dependências destinadas à imprensa e às equipes que acompanhavam o debate.
O episódio aconteceu em meio à movimentação de jornalistas e profissionais de comunicação que participavam da cobertura do primeiro debate eleitoral para governador de São Paulo.
A situação chamou atenção durante o evento, que reuniu candidatos e equipes de diferentes veículos de comunicação para acompanhar a disputa pelo governo paulista.
O profissional envolvido não teve o nome divulgado nas informações disponíveis sobre o caso. Também não foram apresentados detalhes sobre as circunstâncias que antecederam a suposta agressão.
A retirada do cinegrafista das áreas do Grupo Bandeirantes ocorreu ainda durante a cobertura do debate.
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