Política
Jerônimo reage a decisão dos EUA sobre PCC e CV
Governador da Bahia critica classificação de facções como terroristas e defende soberania nacional em meio a tensão diplomática

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, se posicionou após a decisão do governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, de classificar as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (Primeiro Comando da Capital) e Comando Vermelho (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
Em declaração pública, Jerônimo Rodrigues criticou a medida e afirmou que o enfrentamento ao crime organizado deve ocorrer dentro dos limites da soberania de cada país. “Usar deste combate para violar a soberania de outra nação não vai enfraquecer a violência”, destacou o governador, ao comentar a decisão norte-americana.
O posicionamento do chefe do Executivo baiano reforça a linha adotada pelo governo federal brasileiro, liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também rejeita a classificação das facções como organizações terroristas. Segundo essa visão, os grupos atuam motivados principalmente por interesses financeiros ligados ao tráfico e ao crime organizado, e não por razões ideológicas ou políticas, critério tradicionalmente associado ao terrorismo.
Jerônimo também alertou para possíveis impactos diplomáticos e econômicos da decisão dos Estados Unidos. “Sabemos que essa decisão poderá causar danos nas relações diplomáticas, na economia, no turismo e no comércio internacional”, afirmou.
O governador ressaltou ainda que o combate às facções criminosas e ao tráfico de drogas é uma responsabilidade compartilhada entre governos, mas deve ocorrer por meio da cooperação internacional. “Cooperação internacional no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas sim, intervenção na política interna de outro país, não”, completou.
A discussão ocorre em um momento de crescente debate global sobre a atuação de organizações criminosas transnacionais e os limites da cooperação entre países no enfrentamento ao crime organizado.
No cenário político brasileiro, a declaração de Jerônimo reforça a defesa da soberania nacional e da coordenação diplomática como caminhos prioritários para o enfrentamento das facções.











