Política
Lula lança Desenrola Adimplentes
Nova modalidade do programa de crédito será voltada a consumidores com contas em dia e integra pacote de ações do governo federal

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lança nesta segunda-feira, no Palácio do Planalto, o Desenrola Adimplentes, nova modalidade da política de crédito do governo federal destinada a consumidores que mantêm suas contas em dia. A iniciativa amplia o alcance do programa Desenrola e busca incentivar o acesso ao crédito para brasileiros com histórico financeiro positivo.
O evento contará com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan, responsável por apresentar os detalhes da nova linha de crédito e os objetivos da medida. A expectativa é de que o programa ofereça condições diferenciadas para estimular o consumo, fortalecer a economia e ampliar o acesso a financiamentos por parte dos chamados bons pagadores.
O Desenrola Adimplentes faz parte de um conjunto de medidas econômicas e administrativas que o governo federal pretende anunciar até o dia 4 de julho. A estratégia busca acelerar a entrega de ações consideradas prioritárias antes do período de restrições previsto pela legislação eleitoral.
Após essa data, ocupantes de cargos públicos que disputarão as eleições de outubro ficam impedidos de participar de inaugurações e eventos oficiais com esse perfil, conforme estabelecem as regras eleitorais.
A criação da nova modalidade representa uma ampliação da política de crédito do governo, que anteriormente concentrou esforços na renegociação de dívidas de consumidores inadimplentes. Agora, a proposta também contempla cidadãos que mantêm a regularidade financeira, oferecendo novas possibilidades de acesso ao mercado de crédito.
O governo espera que a iniciativa contribua para estimular a atividade econômica, fortalecer o consumo das famílias e ampliar a circulação de recursos no país, ao mesmo tempo em que valoriza o histórico de adimplência dos consumidores.
Política
Governo é criticado em evento sobre Fies
Representantes de estudantes adimplentes classificam novos programas anunciados pelo governo federal como “lixo” durante cerimônia em Brasília

O lançamento de dois novos programas voltados aos estudantes adimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), realizado na manhã desta segunda-feira (29), foi marcado por um momento de forte tensão. Durante a cerimônia, representantes dos beneficiários que mantêm os pagamentos em dia criticaram duramente as medidas apresentadas pelo governo federal, chegando a classificar as iniciativas como “lixo”.
A manifestação ocorreu diante das autoridades presentes e evidenciou o descontentamento de parte dos estudantes que cumprem regularmente suas obrigações financeiras junto ao programa. Segundo os representantes, os novos benefícios anunciados não atendem às principais demandas dos adimplentes e deixam de reconhecer aqueles que mantiveram seus contratos em dia ao longo dos anos.
As críticas também reforçaram a percepção de que as políticas recentes têm priorizado ações voltadas à renegociação de dívidas, enquanto os estudantes que permanecem adimplentes aguardam medidas que ofereçam incentivos concretos ou vantagens equivalentes. O episódio chamou a atenção durante o evento e gerou repercussão entre os participantes.
Apesar do lançamento dos programas, o clima da cerimônia foi marcado pelo protesto, que colocou em evidência a insatisfação de um grupo de estudantes em relação às ações anunciadas pelo governo. O episódio reacende o debate sobre a necessidade de políticas públicas que contemplem tanto os beneficiários inadimplentes quanto aqueles que mantêm seus financiamentos regularizados.
O Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) é um dos principais programas de acesso ao ensino superior no Brasil e frequentemente passa por ajustes em suas regras e modalidades de financiamento. As novas iniciativas apresentadas nesta segunda-feira buscam ampliar o atendimento aos estudantes adimplentes, mas já enfrentam questionamentos sobre sua efetividade.
Política
Bahia registra menor desemprego da história
Secretário destaca geração de quase 300 mil empregos na gestão Jerônimo, mas afirma que desafio agora é elevar a renda da população

O secretário estadual do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte, Augusto Vasconcelos, afirmou que a Bahia alcançou a menor taxa de desocupação de sua história durante a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o gestor, o desempenho do mercado de trabalho é resultado das políticas de incentivo ao emprego e ao desenvolvimento econômico implementadas pelo governo estadual.
De acordo com Augusto Vasconcelos, o estado contabiliza a geração de quase 300 mil novos postos de trabalho desde o início da atual gestão, número que, segundo ele, representa um marco para a economia baiana.
“A Bahia está comemorando agora, neste mês, a geração de quase 300 mil novos empregos desde o início da gestão do governador Jerônimo“, declarou o secretário ao destacar os indicadores positivos do mercado de trabalho.
Apesar do avanço nos índices de empregabilidade, Augusto Vasconcelos reconheceu que ainda há desafios importantes para ampliar a renda da população e melhorar as condições de trabalho no estado. Segundo ele, a prioridade agora é consolidar políticas que favoreçam empregos de maior qualidade e salários mais elevados.
“Nós ainda entendemos que é necessário avançar mais para melhorar a renda da população, desenvolver o nosso estado e garantir que a Bahia possa também ter uma renda média maior, com aumento de salários e melhoria das condições de trabalho“, afirmou.
O secretário ressaltou que a ampliação das oportunidades de emprego deve caminhar junto com ações voltadas à qualificação profissional, atração de investimentos e fortalecimento dos setores produtivos da economia baiana.
A expectativa do governo estadual é manter o ritmo de crescimento do mercado de trabalho, ampliando a geração de empregos formais e criando condições para que os trabalhadores tenham maior poder de compra e melhores perspectivas de desenvolvimento profissional.
Política
Moraes dá prazo à PGR em caso de Flávio
Procuradoria-Geral da República terá 15 dias para analisar conclusão da Polícia Federal sobre suposto crime de calúnia contra Lula

A Procuradoria-Geral da República (PGR) terá 15 dias para se manifestar sobre a conclusão da Polícia Federal (PF) que aponta que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria cometido o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A determinação foi assinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O prazo começa a contar após o encaminhamento oficial do relatório produzido pela Polícia Federal. Com a manifestação da PGR, o procedimento seguirá para nova análise no âmbito do STF, que poderá definir os próximos passos da investigação.
A conclusão da Polícia Federal foi enviada ao Supremo após a finalização do inquérito, indicando elementos que, na avaliação dos investigadores, justificam o enquadramento do senador no crime de calúnia. Agora, caberá à Procuradoria-Geral da República avaliar o conteúdo da investigação e decidir se apresenta eventual denúncia, solicita diligências complementares ou requer o arquivamento do caso.
A decisão de Alexandre de Moraes faz parte do rito processual previsto para investigações que envolvem autoridades com foro por prerrogativa de função. A manifestação da PGR é considerada etapa fundamental antes de qualquer deliberação judicial sobre eventual ação penal.
O caso integra uma série de procedimentos analisados pelo Supremo Tribunal Federal envolvendo declarações públicas de autoridades e possíveis crimes contra a honra. A análise da Procuradoria deverá definir o encaminhamento jurídico da investigação nos próximos dias.
Enquanto o prazo estiver em andamento, não há decisão definitiva sobre eventual responsabilização criminal, permanecendo o caso sob análise das instituições competentes.
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