Política
PEC do fim da escala 6×1 segue sem relator no Senado
Proposta aguarda definição da relatoria enquanto Senado promove debate sobre mudanças na jornada de trabalho

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 continua sem relator no Senado Federal, mesmo após completar um mês desde sua aprovação na Câmara dos Deputados. A matéria ainda aguarda encaminhamento pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre, que realizará na próxima quarta-feira uma sessão de debates temáticos para discutir o texto.
Inicialmente apontado como um dos principais nomes para assumir a relatoria, o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) comunicou a Alcolumbre que não tem interesse em conduzir a elaboração do parecer, recusando a função que vinha sendo cogitada nos bastidores.
Com a desistência de Pacheco, mais de 15 senadores manifestaram interesse em assumir a relatoria da proposta, que deverá ser encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é de que o relator seja definido antes do início da tramitação na comissão.
Apesar de não aceitar a responsabilidade de relatar a matéria, Rodrigo Pacheco declarou a colegas que é favorável à aprovação da PEC, posicionando-se a favor das mudanças previstas na jornada de trabalho.
A proposta do fim da escala 6×1 tem gerado amplo debate entre parlamentares, trabalhadores, empresários e especialistas, por tratar de possíveis alterações na organização da jornada laboral e nos direitos trabalhistas.
A sessão temática marcada pelo Senado deverá reunir diferentes pontos de vista sobre os impactos econômicos, sociais e jurídicos da proposta, contribuindo para subsidiar a análise da matéria antes da votação nas comissões e no plenário.
Caso avance no Senado, a PEC poderá representar uma das mais relevantes discussões sobre relações de trabalho no país nos últimos anos, acompanhada de perto por diversos setores da sociedade.
Política
Marília Campos intensifica agenda de pré-campanha ao Senado
Ex-prefeita de Contagem mantém roteiro por municípios mineiros enquanto lideranças do PT defendem candidatura ao governo de Minas Gerais

A ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), segue intensificando sua agenda de pré-campanha ao Senado Federal, mesmo diante da pressão de lideranças do Partido dos Trabalhadores para que dispute o Governo de Minas Gerais nas eleições de 2026.
Nesta semana, a petista cumprirá compromissos em seis municípios mineiros, dando continuidade a uma série de visitas pelo interior do estado. A estratégia tem como foco ampliar o diálogo com gestores municipais, lideranças políticas e representantes da sociedade civil, fortalecendo sua articulação para a disputa eleitoral.
Apesar das movimentações internas no PT em torno de uma possível candidatura ao governo estadual, Marília Campos mantém o planejamento voltado à corrida por uma vaga no Senado. A agenda reforça a intenção da ex-prefeita de consolidar sua presença política em diferentes regiões de Minas Gerais.
As viagens fazem parte de um cronograma de encontros com prefeitos, vereadores e lideranças locais. O objetivo é conhecer as principais demandas dos municípios, discutir propostas para o desenvolvimento regional e ampliar a interlocução com o maior número possível de cidades antes do início oficial da campanha eleitoral.
O cenário político em Minas Gerais segue em fase de articulação, com partidos definindo estratégias e nomes para a disputa de 2026. Enquanto isso, Marília Campos continua investindo em uma agenda de aproximação com o eleitorado e de fortalecimento de sua pré-candidatura ao Senado, mantendo abertas as conversas com diferentes lideranças do estado.
Política
Dino libera ação sobre eleição no Rio para julgamento
Ministro do STF devolve processo ao plenário após publicação de decisão do TSE sobre a inelegibilidade de Cláudio Castro

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), concluiu a análise de uma das ações que discutem o modelo de eleição para o governo do Rio de Janeiro e devolveu os autos do processo para continuidade da tramitação na Corte. Com a medida, o caso está liberado para julgamento pelo plenário do STF, restando apenas sua inclusão na pauta.
Flávio Dino havia solicitado vista do processo em abril, suspendendo temporariamente a análise da ação. Na ocasião, o ministro informou que aguardaria a publicação do acórdão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que declarou a inelegibilidade de Cláudio Castro, decisão oficializada há cerca de duas semanas.
Com a devolução dos autos, o julgamento poderá ser retomado assim que a presidência do STF definir a data para apreciação do caso pelos ministros. A expectativa é que o processo tenha impacto direto na definição do modelo de escolha para o comando do governo fluminense, atualmente exercido pelo desembargador Ricardo Couto.
A ação em análise trata de questões relacionadas ao processo eleitoral e à sucessão no Executivo estadual, tema que ganhou relevância após os recentes desdobramentos envolvendo a situação política no Rio de Janeiro. A decisão que vier a ser adotada pelo Supremo poderá estabelecer os próximos passos para a condução do governo estadual, conforme os parâmetros constitucionais e eleitorais aplicáveis ao caso.
O retorno do processo ao plenário representa um avanço na tramitação da matéria e abre caminho para que o Supremo Tribunal Federal dê uma definição sobre o tema, considerado de grande relevância para o cenário político e institucional do estado.
Política
Lula defende Mercosul e reage a Trump
Presidente brasileiro reforça autonomia da América do Sul, defende o Pix e critica alinhamentos automáticos durante reunião do bloco em Assunção

Durante a reunião de cúpula do Mercosul, realizada nesta terça-feira, em Assunção, no Paraguai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um discurso em defesa da integração regional, da autonomia dos países sul-americanos e do fortalecimento das relações comerciais do bloco. Na ocasião, o chefe do Executivo também enviou um recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e saiu em defesa do Pix, sistema brasileiro de pagamentos instantâneos.
Em sua fala, Lula destacou que nenhum país deve exercer influência sobre a soberania da América do Sul, reforçando que o fortalecimento do Mercosul depende da cooperação entre seus integrantes e da diversificação das relações internacionais.
“Ninguém é dono do mundo. E ninguém é dono da América do Sul”, afirmou o presidente durante o discurso. Lula acrescentou que a região deve preservar sua autonomia, ampliar parcerias e manter o diálogo com diferentes nações, sem abrir mão de seus próprios interesses estratégicos.
Outro tema abordado foi o Pix, citado por autoridades norte-americanas em discussões relacionadas à proposta de aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros. Em resposta, Lula defendeu o sistema de pagamentos instantâneos desenvolvido no Brasil e sugeriu que a ferramenta seja utilizada pelos demais países do Mercosul para fortalecer a integração econômica e facilitar as transações comerciais dentro do bloco.
A manifestação ocorre em um momento de debates sobre comércio internacional e relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, colocando em evidência temas como soberania econômica, integração regional e modernização dos meios de pagamento.
Ao encerrar sua participação, Lula reiterou que o fortalecimento do Mercosul passa pela ampliação da cooperação entre os países-membros e pela construção de uma política externa baseada no diálogo, na independência e na defesa dos interesses comuns da região.
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