Política
Disputa pelo orçamento volta ao centro do debate no STF
Quatro anos após o início dos embates sobre o orçamento secreto, Supremo Tribunal Federal retoma discussão sobre os limites entre os poderes Executivo e Legislativo.

A discussão sobre quem controla a execução do orçamento público brasileiro volta a ganhar destaque no cenário político e jurídico nacional. Quatro anos após os primeiros confrontos envolvendo o chamado orçamento secreto, o Supremo Tribunal Federal (STF) retorna ao centro do debate, atuando novamente como árbitro na disputa entre os poderes Executivo e Legislativo.
O tema envolve o equilíbrio institucional na definição e fiscalização dos recursos públicos, especialmente no que diz respeito às emendas parlamentares. Ao longo dos últimos anos, o STF passou a desempenhar um papel decisivo na mediação desse conflito, estabelecendo parâmetros voltados à legalidade, à transparência e ao controle dos gastos públicos.
O embate começou durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, quando a então ministra Rosa Weber concedeu uma liminar que suspendeu a execução do chamado orçamento secreto, mecanismo que vinha sendo alvo de críticas por permitir a destinação de recursos sem ampla publicidade sobre seus autores e beneficiários.
Na ocasião, a principal preocupação levantada era a falta de transparência na distribuição das emendas parlamentares, dificultando a identificação dos responsáveis pela indicação dos recursos e comprometendo a fiscalização da aplicação do dinheiro público. A ausência de informações detalhadas também limitava o acompanhamento por órgãos de controle e pela sociedade.
Com o avanço das discussões, o Supremo passou a exigir maior rastreabilidade, publicidade e mecanismos de controle sobre as emendas parlamentares, reforçando princípios constitucionais relacionados à transparência e à responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Agora, o tema retorna à pauta do STF em um novo momento político, reacendendo o debate sobre os limites da atuação dos Poderes da República na definição do orçamento federal. A expectativa é que as próximas decisões da Corte tenham impacto direto na relação entre Executivo e Legislativo e na forma como os recursos públicos serão distribuídos e fiscalizados nos próximos anos.
Política
Eduardo Bolsonaro participa por vídeo de convenção do PL
Ex-deputado, que reside nos Estados Unidos desde 2025, enviou mensagem à convenção nacional do partido e pediu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro participou, por meio de uma mensagem em vídeo, da convenção nacional do Partido Liberal (PL) realizada neste sábado (25), no Complexo Arena Pacaembu, em São Paulo. O evento marca o início da campanha presidencial da legenda e deve oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
Morando nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo afirmou que vive um momento que classificou como “difícil e único”, mas aproveitou a participação virtual para incentivar militantes e lideranças do partido a se mobilizarem em torno da campanha do irmão.
Durante o pronunciamento, o ex-parlamentar destacou a importância da união entre integrantes do campo conservador e defendeu o fortalecimento da articulação política da direita brasileira. Eduardo também mencionou a relação entre lideranças conservadoras do Brasil e o presidente da Argentina, Javier Milei, apontando a aproximação como um fator relevante para o cenário político regional.
A convenção reuniu dirigentes, parlamentares, filiados e apoiadores do Partido Liberal para definir os rumos da legenda na disputa presidencial. O encontro também serviu para apresentar as diretrizes iniciais da campanha e reforçar o discurso de unidade entre os integrantes da sigla.
Mesmo à distância, Eduardo Bolsonaro participou de um dos principais eventos políticos do partido, reforçando seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro e enviando uma mensagem direcionada aos participantes da convenção.
O evento representa um marco para o calendário eleitoral, com o PL dando início oficialmente à sua estratégia para a disputa pela Presidência da República e consolidando a participação de suas principais lideranças na campanha.
Política
Itamaraty nega vistos a diplomatas dos EUA antes das eleições
Governo brasileiro barra entrada de representantes do Departamento de Estado que pretendiam acompanhar o processo eleitoral e reforça que observação internacional deve seguir critérios oficiais.

O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) negou os pedidos de visto apresentados pelos diplomatas norte-americanos Riley M. Barnes e Samuel Samson, ambos integrantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos. A decisão foi tomada na sexta-feira (24), antes da divulgação de uma reportagem internacional sobre o caso.
Os dois funcionários ocupam os cargos de secretário-assistente e subsecretário-assistente, respectivamente, e tinham a intenção de viajar ao Brasil semanas antes das eleições gerais marcadas para 4 de outubro, com o objetivo de acompanhar o sistema eleitoral brasileiro.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o governo brasileiro foi alertado sobre o caráter considerado incomum da missão. A avaliação das autoridades foi de que a atuação prevista para os diplomatas não se enquadrava no modelo tradicional de observação eleitoral internacional, levando à decisão de negar os vistos.
De acordo com informações publicadas pelo jornal norte-americano The Washington Post, os dois diplomatas teriam sido apontados como integrantes de uma estratégia do governo dos Estados Unidos relacionada ao debate sobre a credibilidade das eleições brasileiras. O governo brasileiro, por sua vez, reforçou que o país possui tradição em receber missões oficiais de observação eleitoral, desde que organizadas dentro dos protocolos reconhecidos internacionalmente.
Ainda conforme informações divulgadas pela imprensa nacional, a avaliação do governo foi de que os representantes desempenhariam uma função diferente da exercida por observadores internacionais tradicionalmente convidados para acompanhar o processo eleitoral brasileiro.
A missão teria sido articulada pelo secretário de Estado Marco Rubio, em um contexto de aproximação com os parlamentares Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro, que voltaram a levantar questionamentos públicos sobre o sistema eletrônico de votação nesta semana.
O episódio amplia o debate sobre a soberania nacional, a transparência do processo eleitoral e a atuação de representantes estrangeiros em períodos eleitorais, temas que costumam ganhar destaque à medida que se aproxima a realização das eleições gerais.
Política
Contratos em Vitória da Conquista preveem até R$ 3,6 milhões em despesas
Valores envolvem serviços de alimentação e locação de veículos para a Prefeitura e a Câmara Municipal, conforme publicações no Diário Oficial.

Contratos administrativos firmados pela Prefeitura de Vitória da Conquista e pela Câmara Municipal preveem despesas que, somadas, podem alcançar R$ 3,6 milhões com serviços de alimentação e locação de veículos. As informações constam em publicações do Diário Oficial do Município e ganharam repercussão após divulgação dos valores previstos para as contratações.
Entre os contratos, a gestão da prefeita Sheila Lemos (União Brasil) abriu uma ata de registro de preços com valor máximo de R$ 1.726.824,71 destinada à contratação da empresa Pão de Ouro Padaria e Delicatessen Ltda. para o fornecimento de coffee breaks, lanches, sucos e refrigerantes.
De acordo com o documento, o contrato terá vigência de um ano, período em que os produtos poderão ser utilizados em eventos, reuniões e demais atividades promovidas pela administração municipal. Caso todo o valor previsto seja executado, a média de gastos mensais será de aproximadamente R$ 143 mil.
Além das despesas com alimentação, os contratos administrativos também contemplam serviços de locação de veículos, fazendo com que o montante previsto para Prefeitura e Câmara alcance cerca de R$ 3,6 milhões. Os recursos deverão ser utilizados conforme a demanda dos órgãos públicos e dentro dos limites estabelecidos nos respectivos contratos.
A divulgação dos valores reacendeu o debate sobre os custos da administração pública e a aplicação dos recursos municipais, especialmente em contratos de prestação de serviços. Por outro lado, a utilização de atas de registro de preços não significa, necessariamente, que todo o valor previsto será executado, mas representa o limite máximo disponível para futuras contratações durante a vigência do acordo.
Os contratos seguem os procedimentos administrativos previstos na legislação e deverão ser executados conforme as necessidades da administração municipal e do Poder Legislativo ao longo do período estabelecido.
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