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Política

Governo pode retomar taxa das blusinhas

Ministério da Fazenda avalia volta da cobrança sobre compras internacionais após aumento das importações, diz Dario Durigan

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o governo federal poderá propor a retomada da chamada “taxa das blusinhas” caso seja confirmado um crescimento das importações internacionais capaz de gerar impactos negativos para a indústria nacional.

Segundo o ministro, a equipe econômica monitora continuamente o comportamento das compras realizadas em plataformas internacionais após a revogação da cobrança. A suspensão da medida, explicou Durigan, foi adotada como um período de avaliação técnica, permitindo ao governo analisar os efeitos da decisão sobre o mercado e a arrecadação.

De acordo com o titular da Fazenda, a Receita Federal identificou um aumento nas vendas internacionais desde o fim da cobrança. Diante desse cenário, o governo considera a possibilidade de reavaliar a política tributária caso os dados indiquem desequilíbrio competitivo entre produtos importados e a produção nacional.

Durigan destacou que o objetivo é preservar a isonomia entre o comércio internacional e a indústria brasileira, evitando distorções que possam prejudicar empresas instaladas no país. Conforme explicou, uma eventual mudança dependerá da análise dos indicadores econômicos e poderá ser submetida ao presidente da República para decisão.

A possível retomada da taxa reacende o debate sobre a tributação de compras internacionais, tema que envolve consumidores, varejistas e representantes da indústria. Enquanto o governo acompanha a evolução das importações, a definição sobre novas medidas permanece em estudo pela equipe econômica.

Redação Saiba+

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Política

Incêndio em lixão gera disputa política em Coaraci

Episódio no sul da Bahia acirra troca de críticas entre o ex-prefeito Jadson Albano e a atual gestão municipal, comandada por Miltinho do Axé

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Um incêndio registrado no lixão de Coaraci, no sul da Bahia, provocou uma nova disputa política entre grupos ligados à administração municipal atual e ao ex-prefeito Jadson Albano.

Após o episódio, segundo aliados do atual prefeito, Jadson teria acionado uma emissora de televisão para acompanhar a situação e defendido a realização de uma manifestação popular contra a gestão de Miltinho do Axé. A movimentação ampliou a repercussão do incêndio e transformou o problema ambiental em mais um ponto de divergência entre os grupos políticos do município.

Apesar de Jadson e Miltinho integrarem a base política do governador Jerônimo Rodrigues, o episódio evidenciou o distanciamento entre os dois grupos e intensificou as críticas públicas.

Gestão aponta problema antigo

A atual administração municipal afirma que a situação do lixão não é um problema recente e já existia durante os oito anos em que Jadson Albano esteve à frente da Prefeitura de Coaraci.

Aliados do atual gestor também argumentam que o prazo previsto para que os municípios brasileiros encerrassem os lixões terminou em agosto de 2024, sem que a situação do município tivesse sido completamente solucionada.

O tema passou a ser explorado politicamente após o incêndio. De um lado, o grupo de Jadson cobra providências da atual administração e mobilização da população. Do outro, aliados de Miltinho defendem que o histórico do lixão também deve ser considerado e questionam a responsabilidade de gestões anteriores sobre o problema.

O episódio mantém em evidência uma questão que envolve gestão de resíduos sólidos, meio ambiente e saúde pública, além de alimentar a disputa política em Coaraci.

Enquanto os grupos trocam críticas, o incêndio no lixão reacende o debate sobre a necessidade de uma solução definitiva para o descarte de resíduos no município e sobre a responsabilidade das diferentes administrações diante do problema.

Redação Saiba+

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Política

Candidato da UP reduz agenda após ser baleado pela PM na Bahia

Aroldo Félix foi atingido durante manifestação em Salvador e, segundo o partido, enfrenta dores lombares e infecção no local do impacto

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O candidato ao Governo da Bahia pela Unidade Popular (UP), Aroldo Félix, teve a agenda de campanha reduzida após ser atingido por um disparo de bala de elastômero durante uma manifestação em Salvador, no dia 1º de setembro.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (11), a coordenação da campanha informou que o candidato vem cumprindo agendas restritas devido às consequências do ferimento.

Segundo a UP, o projétil de elastômero que atingiu Aroldo Félix estava vencido há 11 anos. Desde o episódio, o candidato teria passado a apresentar fortes dores na região lombar e uma infecção no local atingido.

Candidato recebe atendimento médico

De acordo com o partido, Aroldo tem recebido atendimento médico contínuo em Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Salvador. A equipe médica também teria recomendado tratamento com antibióticos por pelo menos 15 dias.

A infecção provocada pelo ferimento estaria dificultando a rotina do candidato. Conforme a campanha, Aroldo não consegue permanecer muito tempo em pé nem realizar viagens prolongadas de carro, situação que acabou afetando o cumprimento de compromissos no interior da Bahia.

Com a limitação física, a campanha da UP informou que o candidato mantém apenas compromissos considerados possíveis diante de seu atual quadro.

O episódio ocorreu durante uma manifestação na capital baiana e passou a integrar o debate sobre atuação policial, uso de munições de elastômero e segurança em manifestações públicas.

A campanha afirma que continuará acompanhando a recuperação de Aroldo Félix enquanto reorganiza as atividades eleitorais para conciliar os compromissos políticos com o período de tratamento.

Redação Saiba+

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Política

Senadores pedem informações sobre Operação Compliance Zero

Magno Malta e Eduardo Girão também solicitam transferência de Daniel Vorcaro e Fabiano Zettel para presídio federal de segurança máxima

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Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-RN) encaminharam ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), uma solicitação por mais informações sobre a Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de fraude financeira envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master.

No documento, os parlamentares demonstram preocupação com a suposta existência de uma estrutura clandestina de espionagem chamada “A Turma”. Segundo os senadores, o grupo teria atuado no monitoramento ilegal de autoridades, jornalistas e parlamentares, com possível objetivo de intimidação.

Senadores querem divulgação de possíveis vítimas

Malta e Girão defendem que os nomes das pessoas que teriam sido monitoradas sejam esclarecidos. Para os parlamentares, a divulgação dessas informações seria importante para garantir a segurança dos possíveis alvos e ampliar a transparência das investigações.

Os dois senadores também afirmam que podem ter sido alvo da suposta estrutura de espionagem em razão da postura crítica adotada por ambos no Senado em relação ao Banco Master.

A solicitação apresentada ao ministro André Mendonça busca obter esclarecimentos sobre a extensão do suposto monitoramento e sobre as pessoas que eventualmente teriam sido acompanhadas de maneira ilegal.

Pedido de transferência para presídio federal

Além dos esclarecimentos sobre a suposta espionagem, Magno Malta e Eduardo Girão pediram a transferência urgente de Daniel Vorcaro e Fabiano Campos Zettel para uma penitenciária federal de segurança máxima.

A solicitação é justificada pelos parlamentares com base em preocupações relacionadas à integridade física dos investigados.

Entre os fatos citados está a morte de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, apontado como braço direito de Vorcaro. Os senadores consideram necessário reforçar a segurança dos investigados diante das circunstâncias envolvendo a morte.

A Operação Compliance Zero continua sendo acompanhada pelas autoridades, enquanto os pedidos apresentados pelos senadores deverão ser analisados no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

As suspeitas mencionadas fazem parte de investigações em andamento e não representam, por si só, comprovação definitiva de crimes ou responsabilidade dos envolvidos.

Redação Saiba+

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