Brasil
Brasil e Argentina realizam exercício militar com 2,8 mil soldados
Exercício Combinado Arandu 2026 reuniu tropas, blindados, aeronaves e mais de 600 viaturas no Rio Grande do Sul para simular operações de combate e testar a integração entre os dois países.

Cerca de 2,8 mil militares dos Exércitos do Brasil e da Argentina participaram do Exercício Combinado Arandu 2026, realizado no Rio Grande do Sul e encerrado em outubro. A operação mobilizou mais de 600 viaturas, além de tanques, veículos blindados, aeronaves e sistemas de mísseis, em uma série de simulações voltadas ao treinamento conjunto das forças terrestres.
O exercício teve como objetivo avaliar a capacidade dos militares brasileiros e argentinos de planejar operações, trocar informações e atuar de maneira coordenada em diferentes cenários de combate. As atividades envolveram manobras complexas e situações que exigiram respostas rápidas das tropas.
Treinamento reuniu tropas em diferentes cidades
A principal área de atuação foi o Campo de Instrução Barão de São Borja, localizado em Rosário do Sul, na região sul do estado. As operações também envolveram estruturas militares em Santa Maria e Faxinal do Soturno.
A distribuição das atividades por diferentes localidades permitiu ampliar os cenários de treinamento e reproduzir condições variadas de uma operação militar de grande escala.
Durante o exercício, os militares realizaram manobras terrestres, coordenação de fogos, incursões aeromóveis, infiltrações e ações de Operações Especiais. As unidades de Engenharia também participaram de atividades que exigiram o transporte de tropas e veículos através de cursos d’água.
Simulações reproduziram situações de combate
Uma das características do Exercício Combinado Arandu 2026 foi o uso de tecnologias para simular confrontos sem a necessidade de disparos reais em determinadas atividades.
Para isso, foram empregados sensores e dispositivos a laser instalados nos militares e nas viaturas, capazes de registrar quando um participante ou veículo era atingido durante as manobras.
O sistema permitiu avaliar decisões tomadas no campo e observar como as tropas reagiam às mudanças no cenário operacional. Além dos participantes, observadores acompanharam as ações, enquanto uma força adversária simulada representava o inimigo e impunha novos desafios aos militares.
Sistema Fire Marker simulou efeitos da artilharia
Outro recurso utilizado foi o Fire Marker, sistema empregado para representar os efeitos do fogo de artilharia e de outros meios de apoio durante as operações.
A tecnologia ajudou a aproximar as simulações das condições de uma situação real de combate, permitindo avaliar a coordenação entre diferentes unidades e a resposta das tropas diante dos efeitos simulados dos ataques.
O exercício também serviu para testar procedimentos de comunicação e integração entre os Exércitos do Brasil e da Argentina. A atuação conjunta buscou fortalecer a interoperabilidade entre as forças armadas dos dois países, aspecto importante para operações combinadas.











