Política
Lula e Flávio Bolsonaro fecham acordo para abrir sigilos
Campanhas concordaram com a divulgação simultânea dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos candidatos; autorização ainda depende de decisão do ministro André Mendonça, do TSE.

As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegaram a um acordo para autorizar a abertura total e simultânea dos sigilos dos dois candidatos à Presidência da República. O entendimento foi anunciado nesta quinta-feira (22) e prevê que as informações sejam divulgadas em um endereço eletrônico de acesso público.
O documento foi divulgado pelo senador Camilo Santana, coordenador da campanha petista, e deverá ser encaminhado ao ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável pela análise do pedido. A liberação ainda depende de autorização da Corte.
Campanhas concordam com divulgação dos dados
No documento, Lula e Flávio afirmam que aceitaram integralmente os termos recíprocos do desafio e autorizam a abertura dos respectivos sigilos. A campanha petista já havia apresentado ao tribunal a autorização para a divulgação dos dados, enquanto a equipe do senador confirmou que também formalizaria a medida até o fim desta quinta-feira.
O acordo prevê a divulgação das informações de forma simultânea, com o objetivo de cumprir os termos estabelecidos entre as duas campanhas. A medida envolve os sigilos bancário, fiscal e telefônico, conforme os pedidos e as condições discutidos no processo.
Impasse envolveu empresa ligada a Willer Tomaz
A negociação foi marcada por um impasse sobre a inclusão da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e relacionada ao advogado Willer Tomaz, apontado como próximo de Flávio Bolsonaro.
A equipe do senador havia demonstrado resistência à inclusão da companhia no acordo. Segundo os petistas, a empresa chegou a ser retirada de uma manifestação anterior apresentada pela campanha de Flávio ao TSE, mas voltou a constar no documento após as negociações.
A inclusão da Alcazar tornou-se um dos principais pontos de divergência, já que Lula defendia que o desafio original fosse cumprido integralmente, sem excluir informações ou empresas mencionadas na discussão.
Lula defendia cumprimento integral do desafio
Na quarta-feira (21), a defesa do presidente afirmou ao TSE que Lula não se opunha à abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, inclusive diante dos novos pedidos apresentados pela campanha adversária.
Apesar disso, o presidente sustentou que a proposta inicial deveria ser cumprida em sua totalidade, insistindo na inclusão dos dados relacionados à Alcazar Holdings na divulgação pretendida.
Com o acordo anunciado nesta quinta-feira, as duas campanhas formalizaram a aceitação dos termos recíprocos. A divulgação efetiva dos dados, no entanto, depende da decisão do ministro André Mendonça, que deverá avaliar o pedido no Tribunal Superior Eleitoral.











