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Willer Tomaz processa Fábio Porchat e pede R$ 50 mil
Advogado acusa humorista de calúnia e difamação por declarações em vídeo publicado no YouTube e contesta afirmações sobre suas relações profissionais e financeiras.

O advogado Willer Tomaz apresentou uma queixa-crime contra o humorista Fábio Porchat na última terça-feira (20), alegando a prática de calúnia e difamação. A ação envolve declarações feitas pelo comediante no episódio “República das Laranjas”, da série Revelando, publicado no YouTube na mesma data.
Na queixa, o advogado solicita uma reparação por danos de pelo menos R$ 50 mil. Segundo informações divulgadas pela imprensa, Tomaz considera que as afirmações feitas no vídeo atingem sua reputação e apresentam como verdadeiras informações que ele contesta.
Advogado contesta declarações feitas no vídeo
De acordo com a argumentação apresentada por Willer Tomaz, durante o episódio, que tem cerca de 31 minutos, Porchat teria mencionado uma suposta investigação por lavagem de dinheiro, além de alegar uma relação financeira entre o advogado, o senador Flávio Bolsonaro e a empresa Alcazar Holdings.
O conteúdo também teria abordado uma suposta sociedade entre Tomaz e Daniel Vorcaro, além de questões relacionadas a apostas on-line e a uma disputa envolvendo o jogador Richarlison e uma ilha.
O advogado nega as acusações e afirma que as declarações são falsas. Na ação, ele sustenta que o humorista retomou informações de uma reportagem anterior sem considerar os esclarecimentos e as contestações que, segundo Tomaz, já haviam sido apresentados publicamente.
Willer Tomaz cita Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro
Tomaz também argumenta que teria sido escolhido por Porchat para estabelecer uma ligação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro. Na avaliação do advogado, o vídeo apresentou informações sobre investigações ainda em andamento como se já houvesse conclusões definitivas sobre os fatos.
O defensor afirma ainda que o conteúdo teria tratado como comprovado um suposto envolvimento seu em uma rede criminosa. Essas alegações integram a versão apresentada pelo advogado na queixa-crime e deverão ser analisadas no âmbito judicial.
Caso pode avançar na Justiça
A queixa-crime busca a responsabilização de Fábio Porchat pelos crimes apontados por Tomaz, enquanto o pedido de indenização pretende reparar os danos que o advogado afirma ter sofrido.
O caso coloca em discussão os limites entre a liberdade de expressão, o comentário sobre assuntos de interesse público e a eventual responsabilização por declarações consideradas ofensivas. A existência da ação não significa que os crimes alegados tenham sido comprovados, cabendo à Justiça avaliar os argumentos e as provas apresentados pelas partes.











