Deputados baianos marcam presença em ato pró-anistia
Além de Capitão Alden e Diego Castro, outros políticos, como Tarcísio de Freitas, Cláudio Castro, Eduardo Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Flávio Bolsonaro, também estiveram persentes no RJ.
O deputado federal Capitão Alden (PL-BA) e o o deputado estadual Diego Castro (PL) estiveram presentes em um ato realizado na manhã deste domingo (16) em Copacabana, no Rio de Janeiro, em defesa da anistia para os envolvidos nos acontecimentos de 8 de janeiro. O evento teve como principal objetivo reunir apoiadores da causa, com a convocação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que buscou aglutinar o maior número de pessoas possível em um único local.
Para Alden, o evento foi uma demonstração de que a direita seguirá mobilizada contra o que chamou de “ofensivas do sistema”.
“O sistema sempre vai perseguir os políticos que estão ao lado do povo. Estive nos Estados Unidos e vi o quanto a população queria Trump de volta à Casa Branca. Aqui no Brasil, a situação é a mesma com Jair Messias Bolsonaro”, afirmou o deputado.
Alden também destacou o impacto das investigações contra Bolsonaro e reforçou o apoio ao ex-presidente nas próximas eleições. “Ele enfrenta perseguições diariamente, mas isso só fortalece sua representatividade. Para 2026, nosso Plano A é Bolsonaro! Nosso Plano B é Bolsonaro. Vamos eleger um presidente que represente de verdade o Brasil, pois o que está aí não nos representa”, reforçou.
Já Diego Castro fez questão de pedir celeridade na anistia dos dos presos pelo 8/1 e pregou união.
“Hoje, mais uma vez, estamos nas ruas, unidos, levantando nossas vozes e nossos corações em uma luta incansável pelo que é justo. Não podemos, em hipótese alguma, aceitar que cidadãos brasileiros sejam perseguidos, silenciados ou criminalizados apenas por pensarem de maneira diferente. A liberdade de expressão é um direito fundamental, e é nosso dever defendê-la com todas as forças”, declarou Diego.
“Estamos aqui em nome da liberdade, da dignidade humana e da democracia. Exigimos, com urgência, a anistia para todos os presos políticos, que hoje sofrem pela única ‘culpa’ de se oporem a um sistema que nega seus direitos. Não vamos descansar enquanto a justiça não for feita e todos aqueles que foram injustiçados não forem libertados. A luta é nossa, a vitória será do povo”, completou o parlamentar.
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, defendeu nesta segunda-feira (27) a democracia brasileira e reforçou que nenhuma interferência externa deve comprometer a autonomia das instituições nacionais. A declaração foi feita durante a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Em seu pronunciamento, a ministra destacou a importância da preservação do Estado Democrático de Direito e ressaltou que cabe exclusivamente ao povo brasileiro decidir os rumos do país, reafirmando a soberania nacional e a independência das instituições.
Sem mencionar diretamente líderes ou governos estrangeiros, Cármen Lúcia afirmou que “ninguém” deve “interferir e fragilizar” as instituições brasileiras, em um discurso voltado à defesa da democracia e do funcionamento regular dos Poderes da República.
A manifestação ocorre em meio ao debate sobre declarações internacionais envolvendo o cenário político brasileiro. A ministra enfatizou que o fortalecimento das instituições é essencial para garantir a estabilidade democrática, o respeito à Constituição e a proteção dos direitos fundamentais.
A participação da magistrada no encontro da SBPC também reforçou a importância do diálogo entre os Poderes, a comunidade científica e a sociedade civil na construção de um ambiente democrático baseado no respeito às leis e às garantias constitucionais.
O pronunciamento repercutiu no meio político e jurídico, reafirmando o compromisso do Supremo Tribunal Federal com a defesa da democracia, da soberania nacional e da autonomia das instituições brasileiras.
Itamaraty manifesta repúdio após falas de Javier Milei
Chanceler Mauro Vieira recebeu embaixador da Argentina e transmitiu insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino em São Paulo
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, recebeu na noite deste domingo o embaixador da Argentina no Brasil, Daniel Raimondi, em reunião no Palácio do Itamaraty, para manifestar oficialmente a insatisfação do governo brasileiro com declarações feitas pelo presidente argentino, Javier Milei, durante sua passagem por São Paulo no último sábado.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), o encontro teve como objetivo comunicar a posição do governo brasileiro diante das críticas direcionadas por Milei ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, às instituições brasileiras e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Antes da reunião, o Itamaraty havia convocado formalmente o embaixador argentino para prestar esclarecimentos sobre a conduta do chefe de Estado durante sua visita ao Brasil. De acordo com o governo brasileiro, o episódio foi considerado incomum no âmbito das relações diplomáticas entre os dois países.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o governo classificou como sem precedentes o fato de um presidente estrangeiro utilizar uma visita oficial ao Brasil para fazer críticas ao chefe do Executivo brasileiro, às instituições democráticas e ao povo brasileiro.
O episódio acrescenta um novo capítulo às relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, que mantêm importantes vínculos econômicos e políticos. Apesar do impasse, ambos os países seguem como parceiros estratégicos na América do Sul, enquanto os desdobramentos do caso continuam sendo acompanhados pelos canais diplomáticos.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira que o governo federal poderá propor a retomada da chamada “taxa das blusinhas” caso seja confirmado um crescimento das importações internacionais capaz de gerar impactos negativos para a indústria nacional.
Segundo o ministro, a equipe econômica monitora continuamente o comportamento das compras realizadas em plataformas internacionais após a revogação da cobrança. A suspensão da medida, explicou Durigan, foi adotada como um período de avaliação técnica, permitindo ao governo analisar os efeitos da decisão sobre o mercado e a arrecadação.
De acordo com o titular da Fazenda, a Receita Federal identificou um aumento nas vendas internacionais desde o fim da cobrança. Diante desse cenário, o governo considera a possibilidade de reavaliar a política tributária caso os dados indiquem desequilíbrio competitivo entre produtos importados e a produção nacional.
Durigan destacou que o objetivo é preservar a isonomia entre o comércio internacional e a indústria brasileira, evitando distorções que possam prejudicar empresas instaladas no país. Conforme explicou, uma eventual mudança dependerá da análise dos indicadores econômicos e poderá ser submetida ao presidente da República para decisão.
A possível retomada da taxa reacende o debate sobre a tributação de compras internacionais, tema que envolve consumidores, varejistas e representantes da indústria. Enquanto o governo acompanha a evolução das importações, a definição sobre novas medidas permanece em estudo pela equipe econômica.