Política
Lula prometeu afastar Juscelino Filho se fosse denunciado; agora, promessa é posta à prova
Ministro das Comunicações foi denunciado nesta terça-feira, 8, pela PGR por suspeita de desviar emendas enquanto era deputado

O ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União Brasil), foi denunciado nesta terça-feira (8) pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por suposto envolvimento em um esquema de desvio de emendas parlamentares enquanto exercia o mandato de deputado federal.
A denúncia reacende uma promessa feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em junho de 2023, de afastar Juscelino do cargo caso ele fosse formalmente acusado.
À época, Lula declarou em entrevista que o afastamento seria automático se houvesse uma denúncia formal por parte do Ministério Público.
“Se o procurador indiciar você, você sabe que tem que mudar de posição”, afirmou o presidente, que foi direto ao ser questionado se afastaria o ministro: “Vai ser afastado. Ele sabe disso”.
Apesar da nova etapa no processo, o governo federal ainda não se pronunciou oficialmente sobre o futuro de Juscelino. O desconforto nos bastidores, no entanto, é evidente. Lula demonstrou incômodo com o caso desde o indiciamento pela Polícia Federal, mas preferiu aguardar um posicionamento do União Brasil, partido responsável pela indicação do ministro.
A denúncia apresentada pela PGR é fruto de investigações iniciadas após reportagens do jornal O Estado de S. Paulo, que revelaram o uso de recursos do orçamento secreto para obras em benefício direto da família do ministro. Segundo a apuração, Juscelino destinou ao menos R$ 5 milhões para o asfaltamento de uma estrada que passa por uma fazenda de sua família no município de Vitorino Freire (MA), onde sua irmã, Luanna Rezende, era prefeita.
A Polícia Federal concluiu em 2023 que Juscelino cometeu os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito das obras realizadas pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba). A denúncia apresentada nesta terça-feira é a primeira movida pelo procurador-geral Paulo Gonet contra um ministro do atual governo.
Em nota, a defesa de Juscelino Filho afirmou que ele “reafirma sua total inocência” e que “o oferecimento da denúncia não implica em culpa”. Os advogados argumentam que o então deputado apenas indicou emendas parlamentares e que os processos de execução e fiscalização das obras cabem ao Poder Executivo, não ao parlamentar.
O caso agora está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidirá se aceita ou não a denúncia, transformando Juscelino Filho em réu. Enquanto isso, o Planalto é pressionado a cumprir a promessa feita pelo presidente.
Política
Otto Alencar critica possível vice de ACM Neto
Senador questiona liderança de Zé Cocá e minimiza força política no cenário estadual

O senador Otto Alencar (PSD) afirmou que o prefeito de Jequié, Zé Cocá (PP), não possui densidade política suficiente para compor como vice em uma eventual chapa liderada por ACM Neto (União Brasil) nas eleições para o governo da Bahia.
A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Metrópole, na segunda-feira (23), em meio a especulações sobre a formação da chapa majoritária da oposição no estado. Segundo Otto, Zé Cocá é praticamente desconhecido na maior parte dos municípios baianos, o que, na avaliação do senador, enfraquece a possibilidade de sua indicação para o cargo.
“Não tem liderança estadual consolidada”, destacou o parlamentar, ao comentar a suposta articulação política. A fala evidencia o cenário de disputa antecipada nos bastidores e reforça o clima de tensão entre diferentes grupos que se posicionam para o pleito.
O debate sobre a escolha do vice é considerado estratégico, já que a composição da chapa pode influenciar diretamente na capilaridade eleitoral e na capacidade de articulação política em diversas regiões. Analistas avaliam que a definição de nomes com maior reconhecimento e base consolidada pode ser determinante para o desempenho nas urnas.
Enquanto isso, a movimentação política segue intensa na Bahia, com lideranças buscando alianças e consolidando apoios de olho nas próximas eleições. A possível candidatura de ACM Neto e a escolha de seu vice continuam no centro das discussões políticas no estado.
Política
TCU rejeita pedido de Flávio Bolsonaro sobre empréstimo aos Correios
Corte de Contas mantém negociação bilionária e reforça autonomia administrativa da estatal

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A decisão mantém o andamento das tratativas financeiras consideradas estratégicas para a estatal.
O parlamentar havia solicitado a interrupção do processo, levantando questionamentos sobre a viabilidade e os impactos da operação. No entanto, o TCU entendeu que não há elementos suficientes que justifiquem a suspensão imediata da negociação, permitindo que os Correios prossigam com a busca por recursos.
A operação de crédito é vista como uma medida para reforçar o caixa da empresa, ampliar investimentos e modernizar serviços logísticos, em um cenário de crescente competitividade no setor. A decisão da Corte de Contas reforça o entendimento de que processos administrativos devem seguir seu curso regular, salvo indícios concretos de irregularidades.
Nos bastidores, o tema tem gerado debates sobre a gestão financeira de estatais e o papel dos órgãos de controle. Especialistas apontam que a decisão do TCU sinaliza uma postura técnica, priorizando a análise criteriosa antes de interferências em negociações de grande porte.
Com a manutenção do processo, a expectativa é de que os Correios avancem nas tratativas do empréstimo, considerado fundamental para garantir sustentabilidade financeira e competitividade no mercado.
Política
Assessor de deputado é preso após saque milionário
Caso envolvendo aliado de Vinicius Carvalho gera repercussão política e investigação em Recife

Um assessor ligado ao deputado federal Vinicius Carvalho (PL) foi preso em flagrante na última sexta-feira (20), após realizar um saque de alto valor em uma agência bancária no centro de Recife. O caso rapidamente ganhou repercussão no meio político e acendeu alertas sobre possíveis irregularidades envolvendo movimentações financeiras.
De acordo com as informações divulgadas pela jornalista Mirelle Pinheiro, o valor retirado chamou a atenção das autoridades, levando à abordagem e à prisão do assessor ainda no local. A operação foi classificada como flagrante, o que indica que a ação foi considerada suspeita no momento da transação bancária.
Nos bastidores, o episódio gerou forte reação política e abriu espaço para questionamentos sobre a origem dos recursos e a finalidade do saque. As autoridades devem aprofundar as investigações para esclarecer se houve prática de crime financeiro, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.
A assessoria do parlamentar ainda não detalhou publicamente o caso, mas a situação já impacta o ambiente político, especialmente em meio a um cenário de maior vigilância sobre movimentações financeiras de agentes públicos e seus colaboradores.
Especialistas destacam que operações desse tipo costumam acionar mecanismos de controle e fiscalização do sistema bancário, sobretudo quando envolvem valores expressivos em espécie. O caso pode evoluir para investigações mais amplas, dependendo das evidências reunidas pelas autoridades competentes.
A repercussão deve continuar nos próximos dias, à medida que novas informações forem divulgadas e o andamento das apurações trouxer mais clareza sobre o episódio.
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