Política
Ministro do Turismo afirma que União Brasil apoiará reeleição de Lula em 2026

O ministro do Turismo, Celso Sabino, afirmou nesta segunda-feira (7), em entrevista ao programa Roda Viva, que a ampla maioria do União Brasil deve apoiar a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de 2026. A declaração reforça a aproximação do partido com o Palácio do Planalto, mesmo diante da pré-candidatura do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), ao cargo de presidente da República.
“O União Brasil vai estar com o presidente Lula. Essa é a vontade da ampla maioria do nosso partido”, disse Sabino. “Temos deputados, senadores e lideranças que compreendem a importância de continuar esse projeto. E eu tenho certeza de que em 2026 essa maioria será ainda maior.”
Sabino também sugeriu que o União Brasil pode compor a chapa de Lula, inclusive indicando um nome para a vice-presidência.
“Além de fazer parte da campanha de reeleição, a ideia do nosso grupo é participar da chapa, inclusive com o vice do presidente Lula no mandato que se inicia em janeiro de 2027”, destacou o ministro.
Caiado é “manifestação individual”, diz Sabino
Questionado sobre o lançamento da pré-candidatura de Caiado, ocorrido recentemente, o ministro minimizou o movimento e ressaltou que o evento não representa uma decisão formal do partido.
“A ausência do presidente do União Brasil nesse lançamento é uma demonstração clara de que foi um gesto pessoal do governador de Goiás, e não uma deliberação da sigla”, afirmou.
Críticas à anistia do 8 de Janeiro
Durante a entrevista, Sabino também se posicionou contra o projeto de anistia aos envolvidos nos ataques golpistas de 8 de Janeiro de 2023, mesmo com a presença de parlamentares do União Brasil no ato em defesa da medida, realizado ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista.
“Se eu fosse deputado, votaria contra a anistia. Defendo a democracia e o respeito às instituições. A participação de alguns membros do partido nesse ato não reflete a minha posição pessoal nem a da maioria da sigla”, pontuou.
Por fim, Celso Sabino rechaçou rumores de instabilidade no comando do Ministério do Turismo, afirmando que está “seguro” no cargo e confiante na continuidade de sua atuação à frente da pasta.
Política
Zema e Erika Hilton trocam críticas nas redes
Debate sobre trabalho e educação de jovens gera embate político no X

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) protagonizaram um embate público nas redes sociais na última segunda-feira (4). A troca de acusações ocorreu na plataforma X e rapidamente repercutiu no cenário político nacional.
A discussão teve início após Erika Hilton afirmar que setores da direita defendem que jovens abandonem os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho, citando a escala 6×1 como exemplo de modelo exaustivo. A declaração gerou reação de Romeu Zema, que contestou a fala e criticou a interpretação apresentada pela parlamentar.
O debate se intensificou com novas publicações de ambos os lados, ampliando a visibilidade do tema e dividindo opiniões entre usuários da rede social. A troca de críticas evidenciou diferenças ideológicas sobre educação, trabalho e políticas públicas voltadas à juventude.
Analistas apontam que episódios como esse reforçam o papel das redes sociais como espaço central para o confronto político, especialmente em temas sensíveis que envolvem direitos trabalhistas e formação educacional.
A repercussão do caso segue nas plataformas digitais, com discussões sobre o impacto das declarações e a importância de políticas que conciliem acesso à educação e inserção responsável no mercado de trabalho.
Política
Jerônimo e Rui reúnem prefeitos em Salvador
Encontro com gestores do Norte da Bahia reforça articulação política para eleições

O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), participou na noite de segunda-feira (4) de uma reunião estratégica com 14 prefeitos da Região Norte do estado, em Salvador. O encontro ocorreu no Ed. Wall Street Empresarial e contou também com a presença do ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT).
A reunião foi marcada por manifestações de apoio ao trabalho desenvolvido por Jerônimo Rodrigues à frente do governo estadual. Prefeitos presentes destacaram ações administrativas e investimentos regionais como fatores relevantes para a continuidade da gestão.
Além de reforçar a articulação política no interior da Bahia, o encontro também simbolizou a união de lideranças em torno de um projeto eleitoral mais amplo. Durante o diálogo, foi reafirmado o apoio à recondução de Jerônimo ao governo estadual e à candidatura de Rui Costa ao Senado.
O movimento político também incluiu menções à tentativa de reeleição do senador Jaques Wagner (PT) e ao projeto nacional envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evidenciando um alinhamento entre lideranças estaduais e federais.
Analistas apontam que encontros como este fortalecem a base política regional e ampliam o diálogo com gestores municipais, considerados peças-chave nas estratégias eleitorais.
Política
Lula articula reunião após crise no STF
Governo avalia próximos passos após rejeição de indicação ao Supremo

A semana política em Brasília começa sob forte expectativa com a possibilidade de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de seu governo para discutir os desdobramentos da crise gerada após a derrota da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações de bastidores, o encontro deve ocorrer logo no início da semana, embora ainda não haja confirmação oficial da data. A reunião é vista como estratégica para alinhar posições e definir os próximos passos do governo diante do cenário adverso.
A rejeição da indicação representou um revés político relevante para o Palácio do Planalto, evidenciando desafios na articulação com setores decisivos e reacendendo debates sobre a relação entre Executivo e Judiciário. O episódio também levanta questionamentos sobre os critérios e o timing das escolhas para cargos de alta relevância institucional.
Nos bastidores, aliados defendem a necessidade de reorganizar a base de apoio e fortalecer o diálogo político, buscando evitar novos desgastes. Já interlocutores do governo avaliam que o momento exige cautela e estratégia para preservar a governabilidade.
A possível reunião ministerial deve abordar não apenas a indicação ao STF, mas também impactos políticos mais amplos e medidas para recompor a articulação no Congresso e em outras esferas de poder.
O cenário reforça a importância de decisões bem calibradas em momentos de tensão institucional, com reflexos diretos na agenda do governo e no andamento de pautas prioritárias.
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