Polícia
Advogado João Neto é transferido para presídio comum após prisão por agressão
Detido desde segunda-feira (14), influenciador foi retirado de unidade militar nesta quinta (17); vítima relatou outras agressões e ameaças com arma de fogo.

O advogado baiano João Neto, conhecido nas redes sociais por vídeos e discursos polêmicos, foi transferido nesta quinta-feira (17) do presídio militar em Maceió (AL) para uma unidade prisional comum. Apesar de estar em cela especial por possuir ensino superior, informações preliminares apontam que ele já teria sofrido agressões físicas por parte de outros detentos.
João Neto foi preso em flagrante na última segunda-feira (14) por agentes do 1º Batalhão da Polícia Militar de Alagoas, sob acusação de ter agredido uma mulher em seu apartamento na capital alagoana. A vítima foi levada a um hospital para atendimento médico e, posteriormente, prestou depoimento à Polícia Civil. Segundo relato à delegacia, ela já teria sido agredida em outras ocasiões, inclusive sob ameaça de arma de fogo.
Na audiência de custódia realizada na terça-feira (15), o Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas negou o pedido de liberdade provisória do advogado, determinando sua manutenção em regime fechado.

Foto: Reprodução
Embora tenha passado inicialmente por uma unidade militar, João Neto não possui carreira ativa nas forças de segurança. Ele foi desligado da Polícia Militar da Bahia em 2010, quando ainda era aluno do curso de formação de soldados. A demissão teve como base o Artigo 57 da Lei nº 7.990, que trata da exclusão por prática de violência física ou moral, tortura ou coação contra cidadãos, mesmo fora do exercício do serviço policial.
O caso segue em investigação e aguarda novos desdobramentos por parte da Justiça alagoana.
Polícia
Advogada é morta a tiros dentro de casa na Bahia
Cláudia Félix, prima da apresentadora Mara Maravilha, foi assassinada em Itororó; Polícia Civil investiga a motivação do crime

A cidade de Itororó, no sudoeste da Bahia, foi abalada por um crime que chocou moradores e familiares. A advogada Cláudia Félix, de 51 anos, foi morta a tiros dentro da própria residência durante a madrugada. A vítima era prima da cantora e apresentadora Mara Maravilha, fato que deu ainda mais repercussão ao caso.
Segundo as informações apuradas pelas autoridades, a Polícia Civil investiga a motivação do homicídio e trabalha para identificar os autores do crime. Entre as linhas de investigação está a possibilidade de que a advogada tenha se tornado alvo de uma organização criminosa em razão de uma suposta dívida atribuída a um familiar.
De acordo com as investigações, o parente da vítima estaria sendo ameaçado por integrantes do grupo criminoso devido a um débito considerado elevado. Familiares teriam tentado quitar parte da dívida por meio da venda de veículos, porém o valor exigido continuava aumentando, o que teria agravado a situação.
As apurações também indicam que Cláudia Félix passou a ser monitorada pelos suspeitos. Imagens de câmeras de segurança registraram a presença de homens circulando nas proximidades da residência dias antes do crime, reforçando a hipótese de que a vítima vinha sendo observada.
Na noite do assassinato, a advogada percebeu uma movimentação suspeita ao redor do imóvel e acionou a Polícia Militar. No entanto, quando as equipes chegaram ao local, os criminosos já haviam invadido a residência e efetuado diversos disparos contra a vítima. Cláudia morreu no local, diante de familiares, causando grande comoção na comunidade.
O caso segue sob investigação, e a polícia realiza diligências para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio, identificar os envolvidos e confirmar a motivação do crime. A morte da advogada repercutiu em toda a região e mobilizou moradores, colegas de profissão e familiares, que aguardam respostas das autoridades.
Polícia
Operação Falso Pix desarticula grupo suspeito de golpes virtuais na Bahia
Dois investigados foram presos em Mato Grosso durante ação que também bloqueou mais de R$ 10,8 milhões em bens e cumpriu mandados de busca e apreensão.

Uma operação contra crimes cibernéticos resultou na prisão de dois homens nesta quarta-feira (29), em Cuiabá (MT), suspeitos de integrar uma organização criminosa especializada em estelionatos virtuais e lavagem de dinheiro com atuação na Bahia. A ação, denominada Operação Falso Pix, também cumpriu mandados judiciais e determinou o bloqueio milionário de bens dos investigados.
De acordo com as investigações, um dos presos é apontado como a principal liderança operacional do grupo criminoso, responsável por coordenar as atividades da organização e administrar o esquema de fraudes eletrônicas que fazia vítimas em diferentes localidades.
Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande, no estado de Mato Grosso, com o objetivo de recolher documentos, equipamentos eletrônicos e outros materiais que possam contribuir para o avanço das investigações.
Outro destaque da operação foi o bloqueio de bens e ativos financeiros superior a R$ 10,8 milhões, medida adotada para impedir a movimentação de recursos supostamente obtidos por meio das atividades ilícitas e garantir eventual reparação dos prejuízos causados às vítimas.
Segundo as apurações, o grupo atuava de forma estruturada, com divisão de funções entre seus integrantes e utilização de aplicativos de mensagens e perfis falsos para enganar as vítimas. Os criminosos se passavam por familiares, amigos ou vendedores, induzindo pessoas a realizar transferências via Pix sob falsos pretextos.
As investigações apontam que o esquema utilizava técnicas de engenharia social para conquistar a confiança das vítimas antes de solicitar pagamentos urgentes. O modelo de atuação é considerado um dos golpes virtuais mais recorrentes dos últimos anos, exigindo atenção redobrada da população ao receber pedidos de transferências financeiras por aplicativos de mensagens.
A Operação Falso Pix reforça o combate às organizações especializadas em fraudes digitais e demonstra o avanço das ações de repressão aos crimes cibernéticos e à lavagem de dinheiro, com foco na responsabilização dos envolvidos e na recuperação de ativos financeiros.
Polícia
PM é preso após disparos em acidente na Avenida Paralela
Colisão entre veículos terminou em discussão e tiros na noite de domingo, em Salvador; vítimas não ficaram feridas

Um policial militar foi preso na noite de domingo (26) após se envolver em um acidente de trânsito na Avenida Paralela, em Salvador, e efetuar disparos de arma de fogo contra duas pessoas que ocupavam o outro veículo envolvido na colisão. A identidade do agente não foi divulgada.
Segundo informações preliminares, o incidente começou após uma colisão entre os dois automóveis, que teria sido seguida por uma discussão entre os envolvidos. Durante o desentendimento, o policial sacou a arma de fogo e realizou disparos em direção ao motorista e ao passageiro do outro veículo.
As duas vítimas conseguiram deixar o local correndo e não foram atingidas pelos tiros. Em seguida, encontraram uma viatura da Polícia Militar que passava pela região e solicitaram apoio, relatando o ocorrido aos agentes.
Após tomar conhecimento da situação, a equipe policial realizou os procedimentos necessários e o militar acabou preso, ficando à disposição das autoridades competentes para as providências legais. As circunstâncias que motivaram os disparos serão apuradas durante a investigação.
O caso chamou a atenção pela gravidade da ocorrência em uma das principais vias da capital baiana. A investigação deverá esclarecer a dinâmica dos fatos, além de verificar as responsabilidades dos envolvidos no episódio.
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