Saúde
Covid-19: Dra. Raissa defende fim da obrigatoriedade da vacina infantil
Médica sugere audiências públicas com apoio de especialistas para discutir riscos e garantir liberdade de escolha das famílias.
A médica Dra. Raissa Soares tem incentivado a realização de audiências públicas em municípios de todo o país para discutir a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 em crianças de até cinco anos de idade. A proposta, segundo ela, visa oferecer embasamento científico e jurídico para que famílias possam tomar decisões informadas sobre a imunização dos filhos.
A iniciativa vem após relatos de pais que afirmam ter se sentido pressionados a vacinar seus filhos, mesmo diante de incertezas quanto aos efeitos a longo prazo da vacina contra a Covid-19 nessa faixa etária.
Durante reunião com médicos e pesquisadores, a médica defendeu que o debate ocorra nas câmaras municipais, com participação de profissionais da saúde, juristas e a sociedade civil.
“Precisamos ampliar a discussão em todos os setores e garantir que cada família tenha acesso a informações transparentes e atualizadas”, afirmou.

Doutora Raissa Soares / Divulgação
Raíssa também destacou o papel dos parlamentares locais no processo.
“Que os vereadores lutem pelas crianças de suas cidades e tirem a obrigatoriedade dessa vacinação. Se houver boa vontade e responsabilidade com as vidas, vamos proteger futuras gerações”, disse.
A médica reforçou que sua equipe, composta por especialistas como médicos PhDs e engenheiros de vacinas, está disposta a colaborar tecnicamente em audiências públicas. Ela afirma que o foco é garantir o direito à escolha com base em dados.
“Não se trata de negar a ciência, mas de respeitar o tempo, os dados e o direito das famílias.”
Entendimento jurídico e debate no Congresso
Embora haja mobilização contra a obrigatoriedade, a questão ainda é alvo de controvérsias jurídicas. A 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) confirmou recentemente a obrigatoriedade da vacinação infantil contra a Covid-19, sob o argumento de proteção ao melhor interesse da criança. O entendimento do tribunal é de que pais que se recusarem a vacinar os filhos podem ser responsabilizados por negligência.
No Congresso Nacional, tramita o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 31/2024, que propõe suspender o trecho da normativa do Ministério da Saúde que incluiu a vacinação contra a Covid-19 no calendário obrigatório para crianças entre 6 meses e 4 anos. Os autores do projeto argumentam que faltam comprovações sobre a eficácia e segurança da vacina nessa faixa etária.

O texto foi apresentado pelo deputado Dr. Frederico (PRD-MG), primeiro signatário do projeto, e outros cinco parlamentares. Foto: Agência Câmara de Notícias.
Segundo o texto do PDL, um documento da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicado em 2023, indica que a vacinação em menores de 18 anos não teria impacto significativo na redução da transmissão do vírus.
Contexto
Desde 2021, o Ministério da Saúde tem incorporado vacinas contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações, conforme orientações da OMS e de especialistas da área de saúde pública. As diretrizes visam proteger grupos vulneráveis e reduzir internações e óbitos.
As discussões sobre obrigatoriedade seguem mobilizando entidades médicas, parlamentares e movimentos sociais, em um contexto que envolve tanto questões de saúde coletiva quanto de liberdade individual.
Saúde
OMS alerta para avanço do Ebola na África
Número de casos suspeitos ultrapassa 900 na República Democrática do Congo, enquanto Uganda registra aumento de infecções confirmadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a emitir alerta sobre o avanço do surto de Ebola na África Central. Neste domingo, o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que a República Democrática do Congo já contabiliza mais de 900 casos suspeitos da doença, incluindo 101 confirmações laboratoriais.
O crescimento acelerado dos registros reforça a preocupação internacional em torno da disseminação do vírus, considerado um dos mais letais do mundo. Na atualização anterior divulgada pela OMS, na última sexta-feira, o número de casos suspeitos estava próximo de 750, enquanto as mortes associadas ao Ebola chegavam a 177.
Além da situação crítica na República Democrática do Congo, o Ministério da Saúde de Uganda confirmou nesta segunda-feira que o país vizinho já soma sete casos confirmados da doença. O avanço da infecção entre territórios próximos elevou o nível de atenção das autoridades sanitárias internacionais.
Diante da rápida propagação do vírus, a OMS declarou em maio uma emergência de saúde pública de importância internacional, o mais alto nível de alerta da organização. Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, a velocidade de transmissão do Ebola e o risco de expansão regional motivaram a adoção de medidas emergenciais.
O Ebola é uma doença viral grave que provoca febre hemorrágica e possui alta taxa de mortalidade. A transmissão ocorre por contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. Sintomas como febre intensa, dores musculares, vômitos e sangramentos estão entre os principais sinais da enfermidade.
Autoridades de saúde seguem intensificando campanhas de monitoramento, isolamento de pacientes e vacinação em áreas consideradas de maior risco. Organizações internacionais também acompanham a situação para evitar que o surto alcance outros países do continente africano.
Especialistas alertam que a combinação entre deslocamento populacional, dificuldades estruturais nos sistemas de saúde e áreas de conflito na região pode dificultar o controle definitivo da doença. O cenário mantém a comunidade internacional em estado de vigilância máxima.
Saúde
Anjos de Asas leva atendimento médico gratuito a moradores de Santaluz, no interior da Bahia
Missão humanitária do Projeto Anjos de Asas beneficiou moradores de Santaluz com consultas, triagens e orientações de saúde gratuitas

O Projeto Anjos de Asas realizou, no dia 16 de maio, uma missão humanitária no município de Santaluz, no interior da Bahia, com oferta de atendimento médico gratuito para moradores da sede e da zona rural. A ação reuniu profissionais voluntários de diferentes áreas da saúde e teve como foco ampliar o acesso da população a consultas, triagens e orientações.

Durante o atendimento, os pacientes passaram por avaliação inicial, receberam orientações e foram encaminhados conforme a necessidade identificada pelas equipes. A iniciativa buscou atender principalmente pessoas com dificuldade de acesso a serviços especializados de saúde no município e em comunidades rurais.

Segundo a coordenadora da missão, Paula, o objetivo do projeto é levar atendimento humanizado a regiões onde a demanda por consultas especializadas costuma ser maior do que a oferta disponível.

“Cada missão do Anjos de Asas carrega um propósito muito maior do que apenas realizar consultas. Nós levamos acolhimento, esperança e cuidado humanizado para pessoas que muitas vezes aguardam por esse atendimento há anos. Ver o sorriso e a gratidão de cada paciente é o que nos fortalece para continuar essa caminhada”, afirmou.

A realização da ação contou com apoio da Prefeitura de Santaluz, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, além da colaboração de representantes do Executivo e do Legislativo municipal. Também participaram voluntários, profissionais de saúde e equipes de apoio responsáveis pela organização do fluxo de atendimento.

O Anjos de Asas atua com missões sociais voltadas à saúde em municípios baianos, com atendimentos realizados por profissionais voluntários. Segundo a organização, a proposta é ampliar o alcance de serviços médicos e promover cuidado humanizado em cidades do interior.
Saúde
OMS alerta para avanço de novo surto de Ebola
Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde demonstra preocupação com velocidade da disseminação da doença na África

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira (19) estar “profundamente preocupado” com a velocidade e a dimensão do novo surto de Ebola registrado em países do continente africano. O alerta reforça a atenção internacional diante do risco de avanço da doença e da necessidade de resposta rápida das autoridades de saúde.
Segundo Tedros, o cenário atual exige mobilização imediata da comunidade global para conter a propagação do vírus, considerado um dos mais perigosos do mundo devido à alta taxa de mortalidade e à facilidade de disseminação em áreas vulneráveis. A OMS acompanha de perto a evolução dos casos e intensificou os protocolos de vigilância epidemiológica na região afetada.
O novo surto reacende preocupações internacionais sobre a capacidade dos sistemas de saúde locais em lidar com emergências sanitárias de grande escala. Especialistas destacam que fatores como deslocamentos populacionais, dificuldades estruturais e acesso limitado a serviços médicos podem acelerar a transmissão da doença.
A declaração do diretor-geral da OMS também reforça a importância da cooperação internacional no envio de equipes médicas, vacinas, equipamentos e suporte humanitário para conter o avanço do Ebola. Autoridades sanitárias trabalham para ampliar campanhas de conscientização e rastreamento de contatos, considerados fundamentais para evitar novas infecções.
O Ebola é uma doença viral grave que provoca sintomas como febre alta, fraqueza intensa, dores musculares e hemorragias em casos mais severos. Desde os primeiros registros da doença, surtos no continente africano já mobilizaram ações globais de emergência devido ao potencial risco de disseminação internacional.
Com o novo alerta emitido pela OMS, cresce a preocupação mundial sobre os impactos do surto e os desafios para impedir uma expansão ainda maior da doença nos próximos meses.
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