Política
Deputado que criticou João Roma pode ser cassado
Deputado do PL é acusado de quebra de decoro por ofensas à ministra Gleisi Hoffmann e pode ter mandato suspenso.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados deve analisar nesta terça-feira (6) o pedido de suspensão cautelar e abertura de processo de cassação do mandato do deputado federal Gilvan da Federal (PL-ES). O parlamentar é acusado de ter quebrado o decoro parlamentar ao proferir ofensas contra a ministra Gleisi Hoffmann (PT), durante sessão da Comissão de Segurança Pública.
De acordo com a representação assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), Gilvan excedeu os limites da liberdade de expressão ao atacar a ministra com termos como “amante” e “prostituta”, o que configura, segundo o documento, abuso de prerrogativas parlamentares e comportamento incompatível com o mandato.
O relator designado para o caso é o deputado Ricardo Maia (MDB-BA), que deverá conduzir os trabalhos no colegiado. A reunião está prevista para as 11h, embora o local ainda não tenha sido oficialmente definido.
Se aprovada, a suspensão cautelar do mandato de Gilvan da Federal poderá durar até seis meses. Em seguida, o processo de instrução poderá culminar em sua cassação, decisão que dependerá de votação em plenário. Gilvan ainda poderá recorrer da decisão.
As declarações ofensivas foram feitas no último dia 29, durante uma acalorada sessão da Comissão de Segurança Pública. Na ocasião, além dos ataques a Gleisi Hoffmann, o deputado também entrou em conflito com Lindbergh Farias (PT-RJ), líder do PT na Câmara. Gilvan ainda relembrou a chamada “lista da Odebrecht”, da Operação Lava Jato, mencionando a ministra em supostos esquemas de repasse ilegal de recursos, sem apresentar provas.
Dias antes, o deputado já havia causado polêmica ao desejar publicamente a morte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em outra sessão parlamentar, gerando forte reação no Congresso e pedidos de investigação por parte de parlamentares e entidades civis.
Após intensa repercussão e críticas de diversos setores, Gilvan pediu desculpas, mas o gesto não impediu o avanço das medidas disciplinares no Conselho de Ética.
Recentemente, Gilvan também direcionou críticas ao presidente do PL na Bahia, João Roma. O motivo foi uma entrevista em que Roma repudiou as falas do deputado. Em resposta, Gilvan o acusou de hipocrisia por ter destinado recursos ao PDT — partido que moveu a ação responsável pela inelegibilidade de Jair Bolsonaro — e afirmou que Roma “não tem moral” para criticá-lo. Ele também mencionou voto da deputada federal Roberta Roma (PL-BA), esposa de João Roma, a favor de uma proposta do PSOL, como evidência de contradições internas no partido
Política
Zema e Erika Hilton trocam críticas nas redes
Debate sobre trabalho e educação de jovens gera embate político no X

O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) protagonizaram um embate público nas redes sociais na última segunda-feira (4). A troca de acusações ocorreu na plataforma X e rapidamente repercutiu no cenário político nacional.
A discussão teve início após Erika Hilton afirmar que setores da direita defendem que jovens abandonem os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho, citando a escala 6×1 como exemplo de modelo exaustivo. A declaração gerou reação de Romeu Zema, que contestou a fala e criticou a interpretação apresentada pela parlamentar.
O debate se intensificou com novas publicações de ambos os lados, ampliando a visibilidade do tema e dividindo opiniões entre usuários da rede social. A troca de críticas evidenciou diferenças ideológicas sobre educação, trabalho e políticas públicas voltadas à juventude.
Analistas apontam que episódios como esse reforçam o papel das redes sociais como espaço central para o confronto político, especialmente em temas sensíveis que envolvem direitos trabalhistas e formação educacional.
A repercussão do caso segue nas plataformas digitais, com discussões sobre o impacto das declarações e a importância de políticas que conciliem acesso à educação e inserção responsável no mercado de trabalho.
Política
Jerônimo e Rui reúnem prefeitos em Salvador
Encontro com gestores do Norte da Bahia reforça articulação política para eleições

O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), participou na noite de segunda-feira (4) de uma reunião estratégica com 14 prefeitos da Região Norte do estado, em Salvador. O encontro ocorreu no Ed. Wall Street Empresarial e contou também com a presença do ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT).
A reunião foi marcada por manifestações de apoio ao trabalho desenvolvido por Jerônimo Rodrigues à frente do governo estadual. Prefeitos presentes destacaram ações administrativas e investimentos regionais como fatores relevantes para a continuidade da gestão.
Além de reforçar a articulação política no interior da Bahia, o encontro também simbolizou a união de lideranças em torno de um projeto eleitoral mais amplo. Durante o diálogo, foi reafirmado o apoio à recondução de Jerônimo ao governo estadual e à candidatura de Rui Costa ao Senado.
O movimento político também incluiu menções à tentativa de reeleição do senador Jaques Wagner (PT) e ao projeto nacional envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evidenciando um alinhamento entre lideranças estaduais e federais.
Analistas apontam que encontros como este fortalecem a base política regional e ampliam o diálogo com gestores municipais, considerados peças-chave nas estratégias eleitorais.
Política
Lula articula reunião após crise no STF
Governo avalia próximos passos após rejeição de indicação ao Supremo

A semana política em Brasília começa sob forte expectativa com a possibilidade de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de seu governo para discutir os desdobramentos da crise gerada após a derrota da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com informações de bastidores, o encontro deve ocorrer logo no início da semana, embora ainda não haja confirmação oficial da data. A reunião é vista como estratégica para alinhar posições e definir os próximos passos do governo diante do cenário adverso.
A rejeição da indicação representou um revés político relevante para o Palácio do Planalto, evidenciando desafios na articulação com setores decisivos e reacendendo debates sobre a relação entre Executivo e Judiciário. O episódio também levanta questionamentos sobre os critérios e o timing das escolhas para cargos de alta relevância institucional.
Nos bastidores, aliados defendem a necessidade de reorganizar a base de apoio e fortalecer o diálogo político, buscando evitar novos desgastes. Já interlocutores do governo avaliam que o momento exige cautela e estratégia para preservar a governabilidade.
A possível reunião ministerial deve abordar não apenas a indicação ao STF, mas também impactos políticos mais amplos e medidas para recompor a articulação no Congresso e em outras esferas de poder.
O cenário reforça a importância de decisões bem calibradas em momentos de tensão institucional, com reflexos diretos na agenda do governo e no andamento de pautas prioritárias.
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