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Política

‘Tanto faz?’: o silêncio de ACM Neto sobre as falas de Jerônimo

Vice-presidente nacional do União Brasil permanece calado 24h após governador petista sugerir “levar bolsonaristas para a vala”.

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A ausência de posicionamento público do ex-prefeito de Salvador e vice-presidente nacional do União Brasil, ACM Neto, após as falas polêmicas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) contra bolsonaristas, vem gerando estranheza entre eleitores e lideranças políticas da Bahia. Passadas mais de 24 horas desde que o governador sugeriu, durante evento oficial, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores fossem “levados para a vala”, o líder baiano da oposição segue em completo silêncio.

Durante a inauguração da Escola Estadual Nancy da Rocha Cardoso, no município de América Dourada, na sexta-feira (3), Jerônimo disparou:

“Tivemos um presidente que sorria daqueles que estavam na pandemia sentindo falta de ar. Ele vai pagar essa conta dele e quem votou nele podia pagar também a conta. Fazia no pacote. Bota uma ‘enchedeira’. Sabe o que é uma ‘enchedeira’? Uma retroescavadeira. Bota e leva tudo para vala.”

As declarações, que já foram repudiadas por lideranças conservadoras e até pelo próprio ex-presidente Bolsonaro, só ganharam resposta do governador nesta segunda-feira (5), quando, sob pressão, ele apresentou um pedido de desculpas genérico e sem autocrítica.

No entanto, o que mais chama atenção é o completo silêncio de ACM Neto, que lidera um dos principais partidos de oposição ao PT na Bahia e ocupa cargo de destaque nacional no União Brasil. Nem uma palavra de repúdio, nem mesmo uma tentativa de esclarecimento. Nada. Pelo visto, aquele velho jargão “tanto faz” continua seguindo os passos dele.

Estaria o “líder da oposição baiana” relativizando um discurso de incitação ao ódio simplesmente por conveniência política?

A neutralidade neste momento crítico pode ser interpretada por muitos como omissão. Em tempos de polarização e discursos inflamados, a expectativa sobre líderes públicos é de que mantenham coerência e responsabilidade — especialmente aqueles que se autoproclamam como alternativa ao atual governo.

Seja por receio de se indispor com setores da esquerda ou por desinteresse em defender os eleitores bolsonaristas que ajudaram a construir a base conservadora na Bahia, a verdade é que, até o momento, ACM Neto escolheu não se posicionar. O gesto, ou a ausência dele, não passa despercebido, especialmente entre os que esperam uma oposição firme e ativa diante de declarações graves como a do atual governador.

Redação Saiba+

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Política

Zema e Erika Hilton trocam críticas nas redes

Debate sobre trabalho e educação de jovens gera embate político no X

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O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e a deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) protagonizaram um embate público nas redes sociais na última segunda-feira (4). A troca de acusações ocorreu na plataforma X e rapidamente repercutiu no cenário político nacional.

A discussão teve início após Erika Hilton afirmar que setores da direita defendem que jovens abandonem os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho, citando a escala 6×1 como exemplo de modelo exaustivo. A declaração gerou reação de Romeu Zema, que contestou a fala e criticou a interpretação apresentada pela parlamentar.

O debate se intensificou com novas publicações de ambos os lados, ampliando a visibilidade do tema e dividindo opiniões entre usuários da rede social. A troca de críticas evidenciou diferenças ideológicas sobre educação, trabalho e políticas públicas voltadas à juventude.

Analistas apontam que episódios como esse reforçam o papel das redes sociais como espaço central para o confronto político, especialmente em temas sensíveis que envolvem direitos trabalhistas e formação educacional.

A repercussão do caso segue nas plataformas digitais, com discussões sobre o impacto das declarações e a importância de políticas que conciliem acesso à educação e inserção responsável no mercado de trabalho.

Redação Saiba+

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Política

Jerônimo e Rui reúnem prefeitos em Salvador

Encontro com gestores do Norte da Bahia reforça articulação política para eleições

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O governador da Bahia e pré-candidato à reeleição, Jerônimo Rodrigues (PT), participou na noite de segunda-feira (4) de uma reunião estratégica com 14 prefeitos da Região Norte do estado, em Salvador. O encontro ocorreu no Ed. Wall Street Empresarial e contou também com a presença do ex-ministro e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT).

A reunião foi marcada por manifestações de apoio ao trabalho desenvolvido por Jerônimo Rodrigues à frente do governo estadual. Prefeitos presentes destacaram ações administrativas e investimentos regionais como fatores relevantes para a continuidade da gestão.

Além de reforçar a articulação política no interior da Bahia, o encontro também simbolizou a união de lideranças em torno de um projeto eleitoral mais amplo. Durante o diálogo, foi reafirmado o apoio à recondução de Jerônimo ao governo estadual e à candidatura de Rui Costa ao Senado.

O movimento político também incluiu menções à tentativa de reeleição do senador Jaques Wagner (PT) e ao projeto nacional envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evidenciando um alinhamento entre lideranças estaduais e federais.

Analistas apontam que encontros como este fortalecem a base política regional e ampliam o diálogo com gestores municipais, considerados peças-chave nas estratégias eleitorais.

Redação Saiba+

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Política

Lula articula reunião após crise no STF

Governo avalia próximos passos após rejeição de indicação ao Supremo

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A semana política em Brasília começa sob forte expectativa com a possibilidade de uma reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ministros de seu governo para discutir os desdobramentos da crise gerada após a derrota da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações de bastidores, o encontro deve ocorrer logo no início da semana, embora ainda não haja confirmação oficial da data. A reunião é vista como estratégica para alinhar posições e definir os próximos passos do governo diante do cenário adverso.

A rejeição da indicação representou um revés político relevante para o Palácio do Planalto, evidenciando desafios na articulação com setores decisivos e reacendendo debates sobre a relação entre Executivo e Judiciário. O episódio também levanta questionamentos sobre os critérios e o timing das escolhas para cargos de alta relevância institucional.

Nos bastidores, aliados defendem a necessidade de reorganizar a base de apoio e fortalecer o diálogo político, buscando evitar novos desgastes. Já interlocutores do governo avaliam que o momento exige cautela e estratégia para preservar a governabilidade.

A possível reunião ministerial deve abordar não apenas a indicação ao STF, mas também impactos políticos mais amplos e medidas para recompor a articulação no Congresso e em outras esferas de poder.

O cenário reforça a importância de decisões bem calibradas em momentos de tensão institucional, com reflexos diretos na agenda do governo e no andamento de pautas prioritárias.

Redação Saiba+

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