Polícia
Policial Lázaro Alexandre é solto com medidas cautelares após prisão na Operação Falsas Promessas
Conhecido como Alexandre Tchaca, PM baiano teve prisão preventiva substituída por medidas alternativas.

O policial militar Lázaro Alexandre Pereira de Andrade, conhecido como Alexandre Tchaca, foi solto após decisão judicial que substituiu sua prisão preventiva por medidas cautelares. Ele havia sido preso durante a segunda fase da Operação Falsas Promessas, conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). A investigação apura um suposto esquema de rifas ilegais e lavagem de dinheiro.
A defesa de Tchaca se manifestou oficialmente por meio de sua assessoria de imprensa, alegando que os autos do processo não indicam qualquer movimentação financeira ou envolvimento direto do policial com os demais investigados. Segundo a nota, a prisão preventiva se baseou apenas na suspeita de que o militar teria tido acesso prévio às informações da operação e teria atuado em favor de outros alvos da investigação — o que foi interpretado como tentativa de obstrução de justiça.
Além de negar qualquer envolvimento com atividades ilícitas, Tchaca também denunciou publicamente um suposto esquema de extorsão. De acordo com ele, teria havido cobrança de R$ 80 mil por investigado para que as ordens judiciais se limitassem a buscas e apreensões, sem decretação de prisão preventiva. Ele afirma que os pedidos de prisão chegaram a ser indeferidos, mas que não há registro oficial dessa decisão nos autos.
A decisão judicial que revogou a prisão de Tchaca e de outros investigados determinou uma série de medidas cautelares alternativas, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal. São elas:
- comparecimento a todos os atos do processo e manutenção de endereço atualizado;
- apresentação bimestral à Justiça para informar e justificar atividades;
- proibição de sair do município de residência por mais de dez dias sem autorização judicial;
- proibição de promover ou divulgar rifas ou jogos de azar, inclusive por redes sociais;
- monitoramento eletrônico por 90 dias, com restrição geográfica ao estado da Bahia.
Com a decisão, Tchaca poderá responder ao processo em liberdade, mas sob vigilância judicial. Sua defesa reitera confiança na Justiça e reafirma o compromisso do policial com a legalidade.
Tiveram a prisão preventiva revogada:
Lázaro Alexandre (Tchaca), Alan dos Santos, Almir Barradas, Antônio César, Edson Paim, Franklin Reis e Ludmila Soares.
Polícia
Adolescente é apontado como suspeito de matar padrasto em Campo Grande
Vítima de 28 anos foi encontrada com diversas facadas em um terreno próximo a uma escola; Polícia Civil investiga a motivação do crime.

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul identificou um adolescente de 15 anos como o principal suspeito de assassinar o padrasto, Alessandro Souza Grefe, de 28 anos, em Campo Grande. O crime ocorreu na madrugada da última segunda-feira (15), no bairro Jardim das Macaúbas, e segue sendo investigado pelas autoridades.
O corpo da vítima foi localizado em um terreno próximo a uma escola municipal, apresentando diversas marcas de golpes de faca. A cena do crime mobilizou equipes policiais, que iniciaram imediatamente os trabalhos de perícia e levantamento de informações para esclarecer as circunstâncias do homicídio.
Como Alessandro estava sem documentos de identificação, o corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), onde exames periciais permitiram confirmar sua identidade. A partir da identificação, os investigadores avançaram nas diligências e chegaram ao adolescente, apontado como o principal suspeito do assassinato.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a motivação do crime nem informou as circunstâncias que teriam levado ao ataque. O caso permanece sob investigação, e novas diligências deverão esclarecer a dinâmica dos fatos, além de reunir provas que possam subsidiar a conclusão do inquérito.
O homicídio causou repercussão em Campo Grande e reforça a preocupação com casos de violência envolvendo adolescentes. A expectativa é de que o avanço das investigações permita esclarecer todos os detalhes do crime e definir as medidas legais cabíveis em relação ao suspeito.
Polícia
Suspeito de latrocínio contra idosa é preso no oeste da Bahia
Homem de 26 anos foi localizado em uma fazenda na zona rural de Santa Rita de Cássia; vítima foi encontrada morta dentro de casa no início de junho.

A Polícia Civil da Bahia prendeu, na tarde deste sábado (20), um homem de 26 anos investigado por latrocínio contra uma idosa no município de Santa Rita de Cássia, localizado no oeste do estado. O suspeito foi capturado na Fazenda Ipê, situada na zona rural da cidade, durante uma ação das equipes responsáveis pela investigação.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima, Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, foi encontrada sem vida no dia 7 de junho, no banheiro de uma residência localizada na região central do município.
As informações da investigação apontam que o corpo estava coberto por um lençol e apresentava lesões na região da cabeça e das costas, circunstâncias que levaram à instauração do inquérito para apurar o crime, classificado como latrocínio — roubo seguido de morte.
Após o avanço das diligências e a coleta de elementos investigativos, os policiais localizaram o suspeito na zona rural de Santa Rita de Cássia, onde foi efetuada a prisão. O homem deverá permanecer à disposição da Justiça enquanto o caso segue em apuração.
A Polícia Civil continua realizando diligências para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo a dinâmica dos fatos e a possível participação de outras pessoas. O inquérito deverá reunir laudos periciais, depoimentos e demais provas para subsidiar a conclusão da investigação.
O caso gerou grande repercussão entre os moradores de Santa Rita de Cássia e reforça a atuação das forças de segurança no combate aos crimes patrimoniais com resultado morte no interior da Bahia.
Polícia
Wellington César tem trajetória ligada ao PT e a Jaques Wagner
Ministro da Justiça, ex-MPBA e aliado histórico do senador baiano, ocupa cargo em meio à operação que atingiu Wagner na PF.

O atual ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, possui uma trajetória política e institucional diretamente ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia, com forte proximidade ao senador Jaques Wagner (PT-BA).
No comando do Ministério da Justiça, pasta à qual a Polícia Federal é vinculada administrativamente, Wellington exerce o cargo em um momento marcado pela deflagração da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que teve como um dos alvos o senador baiano, atingido por mandados de busca e apreensão no último dia 18 de junho.
Natural de Salvador (BA), o ministro é formado em Direito pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e construiu sua carreira no Ministério Público da Bahia (MPBA), onde atuou entre 1991 e 2023. Durante sua trajetória no órgão, foi escolhido por Jaques Wagner para exercer dois mandatos consecutivos como procurador-geral de Justiça, em 2010 e 2012.
Na primeira indicação, Wellington César integrava a lista tríplice na última colocação, mas acabou sendo nomeado para o cargo, consolidando uma relação institucional de confiança com o grupo político liderado por Wagner no estado.
A nomeação e a trajetória do ministro são frequentemente associadas à sua atuação técnica no Ministério Público e à sua relação com a gestão estadual da época, quando ocupava posição de destaque no sistema de Justiça da Bahia.
O cenário atual reforça o protagonismo do ministro da Justiça em um período de forte atenção institucional, diante de investigações envolvendo figuras políticas de alta relevância no cenário nacional.
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