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Quase metade das cidades brasileiras tem desenvolvimento baixo ou crítico, aponta pesquisa

Levantamento mostra que 57 milhões vivem em municípios com baixa qualidade em emprego, saúde e educação; desigualdade regional ainda é desafio

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Presidente Lula / Crédito: Ricardo Stuckert/PR

Um estudo da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), divulgado nesta quinta-feira (8), revelou que 47,3% dos municípios brasileiros apresentaram nível baixo ou crítico de desenvolvimento socioeconômico em 2023. Isso significa que 2.625 cidades, onde vivem aproximadamente 57 milhões de brasileiros, ainda enfrentam sérias dificuldades nas áreas de emprego e renda, saúde e educação, os três pilares avaliados pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM).

Apesar de o país ter registrado avanços em relação a 2013 — quando 77,4% dos municípios tinham desempenho baixo ou crítico —, os dados mais recentes mostram que a desigualdade regional continua intensa e preocupante.

Norte e Nordeste lideram os piores índices

De acordo com a pesquisa, 87% das cidades do Norte e Nordeste ainda se enquadram nas faixas de desenvolvimento crítico ou baixo. Estados como Amapá (100%), Maranhão (77,6%), Bahia (70,5%) e Pará (72,4%) têm a maior concentração de populações vivendo em locais com baixa qualidade de vida.

Divisão dos municípios brasileiros segundo nível de desenvolvimento no IFDM

% de cidades em um total de 5.550 avaliadas

Fonte: Firjan *IFDM varia de 0 a 1, com quatro níveis de desenvolvimento: crítico (menos de 0,4), baixo (entre 0,4 e 0,6), moderado (entre 0,6 e 0,8) e alto (acima de 0,8)

Na outra ponta, regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste apresentam um cenário mais positivo: 80% dos municípios dessas áreas já estão em níveis alto ou moderado de desenvolvimento, evidenciando um abismo socioeconômico ainda a ser vencido.

Diferença de 23 anos entre os extremos

A Firjan destaca que, se mantido o atual ritmo de crescimento, os municípios com índice crítico em 2023 só alcançarão os níveis dos mais desenvolvidos em 2046. “É como se essas cidades estivessem tentando atravessar uma ponte ainda em construção, enquanto os municípios mais avançados já estão do outro lado há décadas”, afirmou a federação.

A média nacional do IFDM chegou a 0,6067 pontos em 2023, o que representa um desenvolvimento moderado, com crescimento de quase 30% em relação a 2013 (0,4674 pontos).

Urbis II, Santo Antônio de Jesus – Reprodução

Municípios com os melhores e piores desempenhos

Os dez melhores desempenhos no IFDM 2023 estão concentrados nos estados de São Paulo e Paraná. A liderança ficou com Águas de São Pedro (0,8932), seguida por São Caetano do Sul (0,8882) e Curitiba (0,8855).

Já os piores índices foram registrados em cidades da região Norte e do estado do Maranhão. Ipixuna (0,1485), no Amazonas, teve o menor IFDM do país, seguida por Jenipapo dos Vieiras (0,1583), no Maranhão, e Uiramutã (0,1621), em Roraima.

Como o IFDM é calculado

O índice avalia o desempenho municipal com base em dados oficiais atualizados anualmente. A pontuação vai de 0 a 1 ponto, sendo que quanto mais próximo de 1, melhor o desenvolvimento do município.

As faixas são divididas em:

  • Crítico: abaixo de 0,4
  • Baixo: entre 0,4 e 0,6
  • Moderado: entre 0,6 e 0,8
  • Alto: acima de 0,8

A dimensão emprego e renda considera indicadores como formalização do mercado de trabalho, PIB per capita e taxa de pobreza. Já saúde avalia internações evitáveis, mortalidade infantil, cobertura vacinal e acesso a médicos. Em educação, são analisados dados como oferta de ensino integral, formação de professores, taxas de abandono escolar e o desempenho no Ideb.

Municípios com melhores desempenhos no IFDM em 2023

Pontuação de 0 a 1 (quanto maior, melhor)

Fonte: Firjan

Segundo a Firjan, 20 municípios ficaram de fora da avaliação da área educacional por falta de dados, totalizando 5.550 cidades analisadas na edição 2023 do IFDM.

Redação Saiba+

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Brasil

Wagner Moura processa Silas Malafaia por calúnia

Ator pede indenização de R$ 100 mil após declarações durante período de premiações internacionais

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Silas Malafaia apontou não entender as motivações do processo movido por Moura | Bnews - Divulgação Divulgação e Reprodução

O ator baiano Wagner Moura ingressou com uma ação judicial contra o pastor Silas Malafaia, alegando ter sido vítima de calúnia e difamação. O processo foi protocolado na Justiça do Rio de Janeiro e está relacionado a publicações feitas pelo religioso nas redes sociais durante o período de destaque internacional do artista.

De acordo com informações divulgadas, a ação pede uma indenização no valor de R$ 100 mil, com base em mensagens que teriam atingido a honra e a reputação do ator. As declarações teriam ocorrido no momento em que Wagner Moura ganhava projeção internacional por sua atuação no filme O Agente Secreto, durante a temporada de premiações.

O caso tramita na 5ª Vara Cível da Barra da Tijuca, em regime de segredo de Justiça. A defesa do ator sustenta que as publicações ultrapassaram os limites da liberdade de expressão, configurando ataques pessoais com potencial dano à imagem pública do artista.

Reconhecido nacional e internacionalmente, Wagner Moura acumula uma carreira marcada por atuações de destaque no cinema e na televisão. Já Silas Malafaia é conhecido por sua forte presença nas redes sociais e posicionamentos públicos sobre temas políticos e sociais.

O episódio reacende o debate sobre os limites entre liberdade de expressão e responsabilidade nas redes sociais, especialmente quando envolve figuras públicas e declarações com grande alcance.

Redação Saiba+

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Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário

Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

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Mensagens indicam tentativa de negociação de imóvel de alto padrão em meio ao avanço das investigações | Bnews - Divulgação Ana Paula Paiva e Paulo H. Carvalho

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.

Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.

Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.

O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.

A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.

Redação Saiba+

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Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado

Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

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Devolução dos itens foi solicitada pela defesa do jornalista | Bnews - Divulgação Victor Piemonte

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.

O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.

A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.

Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.

O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.

A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.

Redação Saiba+

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