Mundo
Trump vence apelação e restabelece tarifas globais nos EUA
Medida havia sido suspensa por tribunal de Nova York, mas Casa Branca obteve decisão favorável em instância federal. Governo celebra retomada do tarifaço como estratégia central de sua política econômica.

O governo dos Estados Unidos conseguiu, nesta quinta-feira (29), uma vitória jurídica que restabelece a política de tarifas globais do presidente Donald Trump, suspensa no dia anterior por decisão do Tribunal de Comércio Internacional (ITC), com sede em Nova York. A Corte de Apelações dos EUA, em Washington, atendeu a um pedido emergencial da Casa Branca e autorizou o retorno imediato da cobrança de tarifas sobre produtos importados.
A suspensão temporária, imposta pelo ITC, havia sido um duro golpe à estratégia econômica de Trump, que usa tarifas como ferramenta de pressão comercial contra países como China, México e Canadá. No centro da disputa está a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), utilizada como base legal para o tarifaço.
A decisão da corte de apelações, tomada sem parecer detalhado, representa uma pausa importante em meio ao embate jurídico sobre a legalidade dessas medidas protecionistas. O governo havia informado que, caso o apelo não fosse aceito, recorreria imediatamente à Suprema Corte.
“A agenda tarifária de Trump está viva, saudável e será implementada para proteger os empregos e as fábricas americanas”, afirmou o assessor comercial Peter Navarro.
Críticas e reação do governo
A suspensão das tarifas foi qualificada pela porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, como resultado de um “abuso de poder judicial”. Segundo ela, a decisão do ITC foi “manifestamente equivocada” e uma tentativa de “usurpar a autoridade do presidente”.
“A Suprema Corte deve pôr fim a isso, pelo bem da nossa Constituição e do nosso país”, disse Leavitt.
O bloqueio judicial havia sido solicitado por estados liderados por democratas e pequenas empresas americanas, que argumentam que Trump excedeu os limites legais ao invocar a IEEPA para impor tarifas amplas, sem aprovação do Congresso.
O que dizem os juízes?
Os três magistrados do ITC sustentaram que a IEEPA não permite ao presidente impor sobretaxas amplas sobre praticamente todos os países. Um deles afirmou que “delegar autoridade tarifária ilimitada ao Executivo seria inconstitucional”, por violar a separação de poderes.
Apesar da reversão temporária, os juízes mantiveram as tarifas de 25% para os setores de aço, alumínio e indústria automotiva.
Por que as tarifas são importantes para Trump?
A política tarifária é parte central da estratégia econômica republicana. Trump defende o uso de tarifas recíprocas para equilibrar o comércio internacional e incentivar a reindustrialização americana.
Desde sua campanha de reeleição, o presidente tem argumentado que países como a China adotam práticas injustas, e que impostos sobre importações forçariam empresas estrangeiras a se instalarem nos EUA, gerando empregos e fortalecendo a classe média.
Impacto e próximos passos
Ainda há incertezas sobre o futuro jurídico das tarifas. Mesmo com a suspensão da liminar, especialistas apontam que a disputa pode chegar à Suprema Corte e reacender o debate sobre os limites constitucionais do poder presidencial no comércio exterior.
Além disso, outra decisão judicial, em Washington, também declarou as tarifas ilegais, mas concedeu 14 dias ao governo para apelar.
Enquanto isso, rodadas de negociação comercial com Japão e Índia continuam programadas para os próximos dias, o que indica que o governo Trump não pretende recuar da sua política protecionista.
Analistas calculam que as tarifas de Trump já causaram mais de US$ 34 bilhões em prejuízos a empresas americanas, entre perdas de vendas e custos adicionais.
Mundo
Presidente do Itaú chama fraude da Americanas de uma das maiores do país
Milton Maluhy afirma que bancos foram vítimas de prejuízos bilionários e nega qualquer conivência com irregularidades investigadas pela Polícia Federal

O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, classificou o rombo contábil da Americanas como “uma das maiores fraudes já vistas no Brasil” e afirmou que o sistema financeiro foi uma das principais vítimas do esquema investigado. As declarações foram feitas durante a apresentação dos resultados financeiros do banco referentes ao segundo trimestre.
Segundo o executivo, o Itaú sofreu perdas bilionárias em decorrência da fraude, rebatendo de forma contundente qualquer hipótese de participação ou conivência das instituições financeiras com as irregularidades. Para Maluhy, seria ilógico imaginar que bancos participariam de um esquema que gerou prejuízos expressivos para o próprio setor.
Durante a apresentação, o presidente do banco afirmou que o problema não se limitou a divergências de classificação contábil, mas envolveu a omissão deliberada de passivos, ressaltando que a responsabilidade pelas demonstrações financeiras cabe à empresa e aos seus auditores independentes.
Maluhy também revelou que o Itaú interrompeu operações com a Americanas antes da divulgação da fraude, após identificar a necessidade de informações que, segundo ele, não foram devidamente apresentadas pela companhia. O executivo explicou ainda que documentos enviados pelos bancos aos auditores servem como apoio às auditorias e não representam qualquer participação na elaboração da contabilidade da empresa.
O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, que ampliou as apurações sobre a fraude bilionária por meio de novas fases da Operação Disclosure. As investigações incluem o cumprimento de mandados de busca envolvendo acionistas da companhia e executivos do setor financeiro, enquanto as autoridades apuram possíveis crimes relacionados à manipulação de mercado e associação criminosa.
Além de comentar a investigação, Milton Maluhy avaliou o cenário econômico brasileiro e internacional, destacando preocupações com os impactos da inflação global, da política monetária dos Estados Unidos e das incertezas fiscais no Brasil. O executivo afirmou que períodos eleitorais costumam gerar volatilidade nos mercados, mas ressaltou que a reação dos investidores dependerá, principalmente, das propostas econômicas e fiscais apresentadas pelos candidatos.
Mundo
Israel manifesta ressalvas a plano de cessar-fogo em Gaza
Governo israelense afirma que proposta divulgada não representa sua posição oficial enquanto confrontos continuam na Faixa de Gaza

O governo de Israel manifestou preocupações de segurança em relação ao plano de cessar-fogo e desarmamento do Hamas, apresentado após negociações que também preveem a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. As observações foram encaminhadas à Casa Branca, indicando divergências sobre os termos da proposta.
Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a versão do acordo tornada pública “não reflete as posições de Israel”, destacando que o governo israelense mantém ressalvas sobre aspectos considerados fundamentais para a segurança nacional.
O plano, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca estabelecer um caminho para a redução das hostilidades no conflito, incluindo medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à reorganização da presença militar israelense na região.
Enquanto as negociações seguem em andamento, os confrontos na Faixa de Gaza continuam. De acordo com as informações divulgadas, ataques realizados por Israel nas últimas 24 horas resultaram na morte de 19 pessoas e deixaram outras 35 feridas, evidenciando que a situação humanitária e de segurança permanece crítica.
As divergências entre as partes demonstram a complexidade das negociações, que envolvem questões militares, diplomáticas e humanitárias. O posicionamento oficial de Israel reforça que eventuais avanços dependerão da construção de um consenso capaz de atender às preocupações de segurança apresentadas pelo governo.
A comunidade internacional acompanha o desenrolar das tratativas, enquanto os esforços diplomáticos seguem voltados à busca por uma solução que contribua para a redução da violência e para a estabilidade na região.
Mundo
Colisão entre helicópteros marca combate a incêndios na Grécia
Acidente ocorreu durante operação aérea próxima a Atenas; equipes de resgate foram mobilizadas para localizar militares após queda de uma das aeronaves

Um grave acidente marcou as operações de combate aos incêndios florestais na Grécia neste domingo (2). Dois helicópteros militares colidiram durante uma missão de combate às chamas, provocando a queda de uma das aeronaves na região de Psatha, localizada a aproximadamente 40 quilômetros a noroeste de Atenas.
O incidente ocorreu em uma área fortemente atingida pelos incêndios florestais, que já destruíram mais de 100 hectares de vegetação, intensificando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência no país.
Segundo informações das autoridades locais, quatro militares estavam a bordo das duas aeronaves envolvidas na colisão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde ou o paradeiro dos ocupantes do helicóptero que caiu, o que mantém as buscas em andamento.
Logo após o acidente, equipes especializadas de busca e resgate foram mobilizadas para localizar os militares e prestar atendimento na área da queda. As operações seguem em uma região de difícil acesso, afetada tanto pelas chamas quanto pelas condições impostas pelo incêndio florestal.
As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente durante uma das operações aéreas de combate aos incêndios que atingem diferentes regiões da Grécia.
O episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pelas equipes militares e de emergência, que atuam no controle das queimadas e na proteção das áreas ameaçadas pelo avanço do fogo.
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