Política
Lindbergh pede tornozeleira para Bolsonaro e cita risco de fuga
Deputado do PT solicita ao STF medidas restritivas contra ex-presidente após saída de Zambelli e atuação de Eduardo Bolsonaro nos EUA

O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou nesta terça-feira (3) um pedido à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o Supremo Tribunal Federal (STF) imponha o uso de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o parlamentar, há risco real de fuga e ameaça à ordem pública e à instrução criminal nos processos que envolvem o ex-chefe do Executivo.
A solicitação também pede restrição de acesso a embaixadas, consulados, aeroportos, rodoviárias, portos e fronteiras, além da proibição de contato com testemunhas e investigados. Bolsonaro também não poderia sair do Distrito Federal sem autorização judicial.
Lindbergh cita como precedentes as saídas do país da deputada Carla Zambelli (PL-SP) — que recentemente se licenciou e está na Europa — e do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, que está nos Estados Unidos articulando sanções contra o ministro Alexandre de Moraes. O parlamentar afirma que os dois têm conexão direta com Jair Bolsonaro e são investigados em procedimentos análogos.
“Bolsonaro admitiu publicamente que financia a permanência do filho nos EUA via doações por Pix“, destaca Lindbergh no documento.
Além disso, a representação menciona que Bolsonaro ligou para o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) na véspera de seu depoimento ao STF, o que, segundo Lindbergh, pode configurar tentativa de obstrução da Justiça. O senador afirma que a ligação foi apenas para confirmar data e horário do depoimento e discutir “temas genéricos”.
O petista também relembra que Bolsonaro se alojou na embaixada da Hungria durante o Carnaval de 2024, fato interpretado como tentativa de asilo. “Há precedentes concretos de uso dessas estruturas para frustrar a aplicação da lei penal”, afirma.
O documento foi encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao ministro Alexandre de Moraes, relator das ações contra o núcleo bolsonarista.
Além do pedido contra Bolsonaro, Lindbergh reiterou o pedido de prisão de Carla Zambelli e a cassação de seu passaporte diplomático. A parlamentar foi condenada a dez anos de prisão pelo STF por envolvimento na invasão dos sistemas do CNJ com auxílio do hacker Walter Delgatti, e responde a outros dois processos, incluindo um por porte ilegal de arma após episódio em que ameaçou um homem com pistola nas eleições de 2022.
Zambelli, agora na Europa, disse que pretende atuar como “voz de denúncia contra o STF” e anunciou que se licenciaria do cargo, sem salário. “Estou fazendo o que Eduardo [Bolsonaro] já faz nos Estados Unidos”, afirmou.
Lindbergh avalia que as ações de Zambelli e Eduardo são parte de um movimento articulado para desmoralizar o Judiciário brasileiro, dificultar as investigações e fragilizar as instituições.
Política
TCU rejeita pedido de Flávio Bolsonaro sobre empréstimo aos Correios
Corte de Contas mantém negociação bilionária e reforça autonomia administrativa da estatal

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu não acatar o pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL) para suspender a negociação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões destinado à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. A decisão mantém o andamento das tratativas financeiras consideradas estratégicas para a estatal.
O parlamentar havia solicitado a interrupção do processo, levantando questionamentos sobre a viabilidade e os impactos da operação. No entanto, o TCU entendeu que não há elementos suficientes que justifiquem a suspensão imediata da negociação, permitindo que os Correios prossigam com a busca por recursos.
A operação de crédito é vista como uma medida para reforçar o caixa da empresa, ampliar investimentos e modernizar serviços logísticos, em um cenário de crescente competitividade no setor. A decisão da Corte de Contas reforça o entendimento de que processos administrativos devem seguir seu curso regular, salvo indícios concretos de irregularidades.
Nos bastidores, o tema tem gerado debates sobre a gestão financeira de estatais e o papel dos órgãos de controle. Especialistas apontam que a decisão do TCU sinaliza uma postura técnica, priorizando a análise criteriosa antes de interferências em negociações de grande porte.
Com a manutenção do processo, a expectativa é de que os Correios avancem nas tratativas do empréstimo, considerado fundamental para garantir sustentabilidade financeira e competitividade no mercado.
Política
Assessor de deputado é preso após saque milionário
Caso envolvendo aliado de Vinicius Carvalho gera repercussão política e investigação em Recife

Um assessor ligado ao deputado federal Vinicius Carvalho (PL) foi preso em flagrante na última sexta-feira (20), após realizar um saque de alto valor em uma agência bancária no centro de Recife. O caso rapidamente ganhou repercussão no meio político e acendeu alertas sobre possíveis irregularidades envolvendo movimentações financeiras.
De acordo com as informações divulgadas pela jornalista Mirelle Pinheiro, o valor retirado chamou a atenção das autoridades, levando à abordagem e à prisão do assessor ainda no local. A operação foi classificada como flagrante, o que indica que a ação foi considerada suspeita no momento da transação bancária.
Nos bastidores, o episódio gerou forte reação política e abriu espaço para questionamentos sobre a origem dos recursos e a finalidade do saque. As autoridades devem aprofundar as investigações para esclarecer se houve prática de crime financeiro, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.
A assessoria do parlamentar ainda não detalhou publicamente o caso, mas a situação já impacta o ambiente político, especialmente em meio a um cenário de maior vigilância sobre movimentações financeiras de agentes públicos e seus colaboradores.
Especialistas destacam que operações desse tipo costumam acionar mecanismos de controle e fiscalização do sistema bancário, sobretudo quando envolvem valores expressivos em espécie. O caso pode evoluir para investigações mais amplas, dependendo das evidências reunidas pelas autoridades competentes.
A repercussão deve continuar nos próximos dias, à medida que novas informações forem divulgadas e o andamento das apurações trouxer mais clareza sobre o episódio.
Política
Julgamento sobre Sabesp gera reação em SP
Integrantes do governo paulista criticam interrupção de análise no STF sobre a legalidade da privatização da estatal

A interrupção do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a legalidade da privatização da Sabesp provocou reação imediata de membros do governo do estado de São Paulo. A ação, movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), questiona pontos centrais do processo de desestatização da companhia de saneamento, considerada estratégica para o abastecimento de água e tratamento de esgoto no estado.
Nos bastidores, aliados do governo paulista avaliam que a paralisação do julgamento amplia o cenário de incerteza jurídica e pode impactar diretamente o cronograma da privatização. A preocupação central é com possíveis atrasos no processo e reflexos na confiança de investidores, que acompanham de perto as decisões da Suprema Corte.
A ação apresentada pelo PT busca uma análise mais aprofundada sobre a legalidade da venda da empresa, levantando questionamentos sobre aspectos constitucionais e administrativos. O tema é sensível e envolve não apenas interesses econômicos, mas também o acesso a serviços essenciais, como água e saneamento básico para milhões de paulistas.
Dentro do governo estadual, a leitura predominante é de que a privatização da Sabesp representa uma oportunidade de ampliar investimentos no setor e melhorar a eficiência dos serviços. Ainda assim, a suspensão temporária do julgamento reforça o clima de tensão política e jurídica em torno do caso.
A expectativa agora gira em torno da retomada da análise pelo STF, que deverá definir os próximos passos de um dos processos mais relevantes envolvendo privatizações no país. O desfecho do julgamento poderá estabelecer precedentes importantes para futuras desestatizações no Brasil, além de impactar diretamente a política de saneamento no estado de São Paulo.
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