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Política

PF pede ao STF para manter equipe dentro da casa de Bolsonaro para evitar fuga

Diretor-geral da Polícia Federal defende vigilância 24 horas no interior da residência do ex-presidente em Brasília

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Ex-presidente está em prisão domiciliar em Brasília. Foto: WILTON JUNIOR

A Polícia Federal informou nesta terça-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que considera necessário colocar uma equipe de agentes dentro da casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para monitorar o cumprimento das medidas cautelares e evitar uma possível fuga. Bolsonaro está em prisão domiciliar em Brasília.

“Havendo, em tese, intenção de fuga, necessário o acompanhamento in loco e em tempo integral das atividades do custodiado, e do fluxo de veículos na residência e de vizinhos próximos, únicas medidas hábeis a minimizar, de forma razoavelmente satisfatória, tais riscos”, afirmou a PF em ofício encaminhado ao STF.

Mais cedo, o ministro Alexandre de Moraes havia determinado o monitoramento integral do ex-presidente, mas destacou que a medida deveria ocorrer “sem intrusão na esfera domiciliar do réu ou perturbação da vizinhança”.

PF defende vigilância interna

Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, não é possível manter agentes de prontidão apenas no condomínio sem impactar os demais moradores. Por isso, ele defendeu que a melhor alternativa seria designar uma equipe para permanecer 24 horas dentro da residência de Bolsonaro.

“Como alternativa a essa medida, e maneira de garantir a efetividade da medida (manutenção da prisão domiciliar) seria imperiosa a determinação para uma equipe de policiais permanecer 24h no interior da residência, como há precedentes”, argumentou Rodrigues.

Precedente histórico

O sistema não seria inédito. No início dos anos 2000, o juiz Nicolau dos Santos Neto, conhecido como “Lalau” e protagonista do primeiro grande escândalo de corrupção do Poder Judiciário, cumpriu prisão domiciliar sob custódia da Polícia Federal, com vigilância permanente.

Redação Saiba+

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Política

Lula entrega moradias em Camaçari ao lado de Wagner e Jerônimo

Evento do Minha Casa Minha Vida reuniu lideranças políticas da Bahia e marcou a entrega dos residenciais Verdes Horizontes I e II

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O senador Jaques Wagner participou, nesta quarta-feira (14), da entrega dos residenciais Verdes Horizontes I e II, em Camaçari, dentro das ações do programa habitacional Minha Casa Minha Vida. O evento reuniu importantes lideranças políticas e marcou mais uma etapa da expansão de moradias populares na Bahia.

A cerimônia contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do governador Jerônimo Rodrigues, do ex-ministro Rui Costa, do senador Otto Alencar e do prefeito Luiz Caetano.

Durante o encontro, autoridades destacaram a importância dos investimentos em habitação social para reduzir o déficit habitacional e ampliar o acesso da população à moradia digna. Os residenciais entregues passam a beneficiar dezenas de famílias da região metropolitana de Salvador, fortalecendo as políticas públicas voltadas à inclusão social e ao desenvolvimento urbano.

O programa Minha Casa Minha Vida voltou a ganhar protagonismo no governo federal com novas etapas de financiamento habitacional, priorizando famílias de baixa renda em diferentes regiões do país. Na Bahia, o projeto tem sido apontado como uma das principais estratégias para impulsionar obras, gerar empregos e ampliar a infraestrutura urbana.

A presença de lideranças políticas no evento também reforçou a articulação entre governos municipal, estadual e federal para acelerar projetos habitacionais e investimentos sociais no estado. Durante os discursos, representantes destacaram a necessidade de continuidade das políticas públicas voltadas ao acesso à moradia e melhoria da qualidade de vida da população.

Redação Saiba+

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Política

Lula critica uso de IA nas eleições e defende restrições

Presidente afirma que inteligência artificial pode comprometer a integridade do processo eleitoral e cobra debate legislativo sobre limites da tecnologia

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender maior controle sobre o uso de inteligência artificial em campanhas políticas e afirmou, nesta quinta-feira, que o tema precisa avançar no campo legislativo para evitar impactos negativos no processo democrático brasileiro.

Durante declaração pública, Lula criticou o crescimento do uso de ferramentas de inteligência artificial em conteúdos eleitorais e alertou para os riscos da disseminação de informações manipuladas, montagens digitais e materiais capazes de influenciar o eleitorado de maneira irregular. Segundo o presidente, é necessário discutir mecanismos que possam restringir ou até proibir determinadas aplicações da tecnologia durante períodos eleitorais.

O debate ocorre em meio ao avanço das plataformas digitais e ao aumento da preocupação internacional com conteúdos produzidos por IA, especialmente vídeos, áudios e imagens alteradas que podem simular falas e comportamentos de figuras públicas. Para especialistas, o uso indiscriminado dessas ferramentas representa um desafio crescente para a segurança da informação e para a confiança nas eleições.

Atualmente, o Tribunal Superior Eleitoral já possui regras específicas sobre o tema. Em resolução aprovada em março, a Corte determinou a proibição, nas 72 horas anteriores ao pleito e nas 24 horas após o encerramento da votação, da publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos ou modificados por inteligência artificial.

A medida faz parte do conjunto de ações adotadas pelo tribunal para combater desinformação, manipulação digital e divulgação de materiais enganosos durante campanhas eleitorais. O TSE também estabeleceu exigências de transparência para conteúdos gerados por IA, reforçando o monitoramento das plataformas digitais.

O avanço da inteligência artificial no ambiente político tem provocado debates em diferentes países sobre regulamentação, responsabilidade das plataformas e proteção da democracia digital. No Brasil, o tema deve ganhar ainda mais espaço no Congresso Nacional à medida que as eleições futuras se aproximam e novas tecnologias passam a influenciar diretamente a comunicação política.

Redação Saiba+

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Política

Haddad resgata fala sobre “ladrões da pátria”

Pré-candidato ao governo paulista publica vídeo antigo e reacende debate político nas redes sociais

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O pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou ao centro das discussões políticas nesta quarta-feira ao compartilhar nas redes sociais um vídeo em que afirma que as autoridades irão chegar, “devagarzinho”, aos “verdadeiros ladrões da pátria”.

A declaração foi feita originalmente em setembro do ano passado durante uma audiência da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados. Na ocasião, Haddad comentou ações de investigação envolvendo operações no setor de combustíveis e fundos financeiros.

No trecho republicado pelo petista, ele afirma que uma operação realizada no fim de agosto teria desarticulado uma grande quadrilha ligada ao setor de combustíveis e ao mercado de fundos. Em seguida, declarou que as autoridades seguiriam avançando contra os responsáveis por prejuízos ao país.

A publicação rapidamente ganhou repercussão nas redes sociais e ampliou o debate político entre apoiadores e críticos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O vídeo foi interpretado por aliados como um reforço do discurso de combate a esquemas financeiros irregulares, enquanto opositores questionaram o momento escolhido para a divulgação.

Nos bastidores políticos, a movimentação de Haddad é vista como parte da estratégia de fortalecimento de sua imagem pública diante das articulações para as próximas disputas eleitorais em São Paulo. O petista busca ampliar presença digital e consolidar apoio em meio à polarização do cenário político nacional.

Analistas avaliam que declarações com forte apelo simbólico seguem tendo grande impacto no ambiente online, especialmente quando associadas a temas como corrupção, investigações financeiras e disputas ideológicas.

A repercussão também reforça o peso das redes sociais como ferramenta central na comunicação política contemporânea, influenciando diretamente o debate público e a construção de narrativas eleitorais.

Redação Saiba+

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