Política
Luciano Hang é declarado inelegível até 2028 pelo TSE
Luciano Hang é declarado inelegível até 2028 pelo TSE

O empresário Luciano Hang, dono da rede varejista Havan e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi declarado inelegível até 2028 por decisão do ministro André Ramos Tavares, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A condenação foi publicada no último dia 27 e se baseia em abuso de poder econômico cometido durante as eleições municipais de 2020, em Santa Rosa (RS).
Além de Hang, a decisão atinge o atual prefeito da cidade, Anderson Mantei (PP), e o ex-prefeito Alcides Vicini, ambos também considerados inelegíveis pelo mesmo período de oito anos. A decisão cabe recurso.
Segundo os autos do processo, Luciano Hang participou de um ato político na cidade gaúcha quatro dias antes do pleito, a convite do então prefeito Vicini. Durante o evento, o empresário anunciou a instalação de uma loja da Havan em Santa Rosa, o que foi interpretado como conduta com potencial de desequilibrar a disputa eleitoral.
“Hang teve papel central na conduta investigada, seja como figura pública, seja por meio dos recursos da empresa da qual é proprietário”, escreveu Tavares na decisão. Para o ministro, a atuação do empresário configura “utilização indevida dos meios econômicos em benefício de candidatura”.
A ação foi movida pela Coligação União do Povo por Santa Rosa (PT/PCdoB/PDT/PL), que inicialmente teve a solicitação negada em instâncias inferiores da Justiça Eleitoral, mas recorreu ao TSE, onde o entendimento foi revertido.
Em sua defesa, Luciano Hang alegou que sua participação estava amparada pela liberdade de expressão e não configuraria ilícito eleitoral. Já Mantei, atual prefeito, sustentou que não havia provas suficientes para a condenação. O ex-prefeito Vicini argumentou que não se pode discutir uso da máquina pública com base no comparecimento de servidores ao evento, pois tal questão seria uma “inovação recursal”.
Apesar das alegações, o ministro considerou que o ato teve potencial lesivo à igualdade de oportunidades entre os candidatos e que a conduta comprometeu a lisura do processo eleitoral local.
A decisão reforça a posição do TSE de coibir a influência indevida do poder econômico nas campanhas eleitorais, sobretudo quando há uso de estruturas empresariais para promover candidaturas.
Política
Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia
Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.
Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.
A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.
A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.
A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.
Polícia
Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos
Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.
Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.
Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.
A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.
Política
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.
Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.
A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.
O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.
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