Política
Lula faz publicação sobre o 2 de Julho na Bahia. Veja
Presidente desfilou em carro aberto e destacou importância da data histórica; presença ocorre em meio a queda de popularidade no estado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou, nesta quarta-feira (2), do tradicional cortejo do 2 de Julho em Salvador, data que celebra a Independência da Bahia e a consolidação da independência do Brasil. Ao lado do governador Jerônimo Rodrigues (PT), da ministra da Cultura, Margareth Menezes, e da primeira-dama Janja da Silva, Lula desfilou em carro aberto e foi recebido com manifestações de apoio e também de críticas pontuais.
Em publicação nas redes sociais, o presidente celebrou a participação:
“É sempre uma alegria participar da celebração do 2 de Julho, aqui em Salvador. Mais que um marco histórico, essa data simboliza a força do povo baiano e sua importância na construção do nosso país. Obrigado pelo carinho de sempre. Um abraço, Bahia, e até breve!”, escreveu Lula no X (antigo Twitter).
Projeto busca nacionalizar a data histórica
Na véspera do feriado estadual, o presidente enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei para instituir o Dia Nacional da Consolidação da Independência do Brasil, com base nos acontecimentos de 2 de Julho de 1823, quando os baianos expulsaram as tropas portuguesas e consolidaram a independência brasileira.
“É verdade que D. Pedro fez o grito da Independência, todo mundo sabe disso, mas pouca gente sabe que foi no dia 2 de julho de 1823 que, na Bahia, os baianos conseguiram fazer com que os portugueses voltassem para Portugal definitivamente”, afirmou o presidente em vídeo divulgado nas redes sociais.
Apesar de não estabelecer a data como feriado, a proposta visa ampliar o reconhecimento histórico do episódio e reforçar a contribuição da Bahia para a formação do Brasil soberano.
Presença estratégica em meio a queda de aprovação
A presença de Lula em Salvador também teve forte significado político. Dados recentes apontam queda na popularidade do presidente entre os baianos. Pesquisa Quaest realizada no início do ano mostrou 51% de desaprovação ao governo federal no estado, contra 47% de aprovação. Levantamento do Paraná Pesquisas, em março, indicou cenário semelhante: 52,6% desaprovam a gestão, enquanto 44% aprovam.
Diante desse cenário, aliados do Planalto avaliam que a agenda no 2 de Julho foi estratégica para reaproximar Lula do eleitorado baiano, tradicional reduto petista. A ideia é intensificar a presença no estado com entregas do Novo PAC, além do início das obras da ponte Salvador-Itaparica, orçada em R$ 11 bilhões.
Comitiva petista reforça presença
Além de Lula e Jerônimo, o cortejo contou com a presença de ex-governadores Rui Costa (atual ministro da Casa Civil), Jaques Wagner (líder do governo no Senado) e outros nomes ligados ao PT. O ato simbolizou não apenas um evento cívico, mas também uma demonstração de força política e articulação institucional em um momento sensível para a imagem do governo federal no Nordeste.
Política
Moraes interroga Eduardo Bolsonaro em ação sobre trama golpista
Depoimento por videoconferência marca avanço em processo que apura suposta coação à Justiça envolvendo o ex-deputado federal

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, realiza nesta terça-feira (14) o interrogatório do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro no âmbito do processo que investiga uma suposta tentativa de coação à Justiça relacionada à chamada trama golpista. O depoimento será conduzido por videoconferência, reforçando o andamento das investigações em curso na Corte.
A oitiva integra uma fase considerada crucial do processo, em que o magistrado busca esclarecer eventuais responsabilidades e a participação direta do investigado nos fatos apurados. Eduardo Bolsonaro é acusado de ter atuado de forma a pressionar ou interferir em decisões judiciais, o que pode configurar crime de coação no curso do processo.
Segundo informações do andamento processual, o interrogatório permitirá que o ex-parlamentar apresente sua versão dos acontecimentos, além de responder a questionamentos formulados pelo relator. A medida ocorre após a coleta de outros depoimentos e análise de documentos que compõem o inquérito.
O caso está inserido em um conjunto mais amplo de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal, que apuram ações articuladas para desacreditar instituições democráticas e influenciar o funcionamento do Judiciário brasileiro. O avanço das apurações tem sido acompanhado de perto por autoridades e pela opinião pública, dada a relevância institucional do tema.
Especialistas avaliam que esta etapa pode ser determinante para os próximos desdobramentos do processo, incluindo possíveis denúncias formais ou arquivamentos, a depender dos elementos reunidos. A condução do interrogatório por Alexandre de Moraes reforça o protagonismo do STF na condução de casos ligados à defesa da ordem democrática.
O resultado do depoimento deve impactar diretamente o ritmo das investigações e poderá abrir espaço para novas diligências ou encaminhamentos jurídicos nos próximos dias.
Política
EUA anunciam bloqueio total ao Estreito de Ormuz após impasse nuclear
Medida foi confirmada por Donald Trump e eleva tensão internacional após negociações fracassarem no Paquistão

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (12/4) que a Marinha norte-americana iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo para o transporte de petróleo.
A decisão foi tomada após o fracasso nas negociações envolvendo a questão nuclear, que vinham sendo discutidas em Islamabad. Segundo o governo norte-americano, a ausência de um acordo elevou o nível de preocupação com a segurança internacional e motivou a adoção de medidas mais rígidas.
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto crucial para o comércio global de energia, sendo responsável pela passagem de uma parcela significativa do petróleo exportado por países do Oriente Médio. O anúncio do bloqueio acendeu um alerta no cenário internacional, com possíveis impactos diretos nos mercados e na geopolítica global.
Especialistas apontam que a interrupção total da navegação na região pode provocar instabilidade econômica, aumento no preço do petróleo e tensões diplomáticas entre potências envolvidas na questão nuclear.
A decisão anunciada por Donald Trump deve mobilizar reações de diversos países e organismos internacionais, que acompanham com atenção os desdobramentos da medida e seus efeitos sobre o equilíbrio global.
O cenário segue em evolução, com expectativa de novos posicionamentos diplomáticos e possíveis tentativas de retomada das negociações nos próximos dias.
Política
Flávio Dino vota contra lei de SC que proíbe cotas em universidades
Ministro do STF considera norma estadual inconstitucional e segue voto do relator Gilmar Mendes

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, votou pela inconstitucionalidade integral da lei de Santa Catarina que proíbe a adoção de cotas em universidades estaduais, privadas e comunitárias que recebem recursos públicos. O voto acompanha o posicionamento do relator do processo, ministro Gilmar Mendes, que também considerou a norma incompatível com a Constituição Federal.
No entendimento apresentado, Dino destacou que a Lei Nacional de Cotas já foi validada pelo STF em julgamentos anteriores e que o modelo está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil em âmbito internacional, especialmente no âmbito da Convenção Interamericana contra o Racismo. Para o ministro, o sistema de cotas integra o conjunto de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial e social, e sua validade já foi reconhecida pela Corte.
O magistrado reforçou que políticas afirmativas em educação fazem parte de estratégias adotadas pelo Estado para corrigir desigualdades históricas, ampliar o acesso de grupos vulneráveis ao ensino superior e garantir maior diversidade nas instituições de ensino.
O julgamento do tema no Supremo Tribunal Federal tem repercussão nacional, pois envolve a discussão sobre autonomia legislativa dos estados, os limites da atuação dos entes federativos e a proteção constitucional de políticas de inclusão. O desfecho do caso pode impactar legislações estaduais semelhantes e definir diretrizes para futuras ações relacionadas a ações afirmativas no ensino superior.
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