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Bolsa bate recorde histórico e dólar atinge menor valor em um ano

Alta da Bolsa e queda do dólar refletem cenário externo positivo e expectativas sobre juros nos EUA; impasse do IOF segue no radar dos investidores

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Bolsa bate novo recorde histórico e dólar cai para R$ 5,40, menor valor em mais de um ano

A Bolsa de Valores brasileira registrou um novo recorde histórico nesta quinta-feira (3), com o Ibovespa fechando em alta de 1,34%, aos 140.927 pontos. O índice superou sua última marca, de 140.109 pontos, registrada em maio, impulsionado por dados robustos de emprego nos Estados Unidos, que animaram os mercados globais.

Na máxima preliminar, antes do encerramento oficial das operações, o índice chegou a atingir 141.105 pontos, reforçando o otimismo dos investidores. O desempenho reflete a reação positiva ao relatório “payroll”, divulgado nos EUA, que apontou a criação de 147 mil empregos em junho, acima das expectativas, além da queda da taxa de desemprego para 4,1%.

Nos Estados Unidos, os índices S&P 500 e Nasdaq também encerraram o dia com ganhos expressivos, subindo 0,83% e 1,02%, respectivamente. O Dow Jones avançou 0,77%.

No câmbio, o dólar comercial caiu 0,22%, cotado a R$ 5,404, o menor valor em mais de um ano. A última vez que a moeda americana esteve neste patamar foi em 24 de junho de 2024.

“O alívio nos dados dos EUA estimulou a tomada de risco globalmente, o que beneficiou o Ibovespa e o real neste pregão”, explicou Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad.

O movimento de alta se intensificou também devido à expectativa de que o Federal Reserve (Fed) possa iniciar cortes na taxa de juros em setembro, diante da estabilidade do mercado de trabalho e dos dados recentes de inflação.

Tensão política no Brasil: IOF no centro do debate

Enquanto o cenário externo trazia alívio, o impasse político envolvendo o IOF no Brasil permaneceu no radar do mercado. O presidente Lula (PT) optou por judicializar a questão, após a derrubada do decreto presidencial pelo Congresso Nacional. A Advocacia-Geral da União entrou com uma ação no STF, alegando violação ao princípio da separação de Poderes.

“A medida adotada pelo Congresso Nacional violou o princípio da separação de Poderes”, afirmou Jorge Messias, advogado-geral da União.

Tarifas comerciais dos EUA também influenciam o mercado

Outro fator que influenciou os mercados foi o avanço nas negociações comerciais dos Estados Unidos com seus principais parceiros. O fim do prazo para novos acordos — imposto pela administração Trump — se aproxima, e as incertezas sobre as tarifas têm impactado os ativos globais.

Segundo analistas, alguns acordos parciais foram alcançados, como com o Reino Unido e o Vietnã, mas ainda aquém das metas ambiciosas anunciadas anteriormente. A Casa Branca busca firmar o maior número possível de compromissos para evitar o retorno de tarifas elevadas sobre importações.

“Não se veem sinais claros do impacto das tarifas ainda, mas o Fed pode adotar uma postura de cautela na próxima reunião”, avalia André Valério, economista do Inter.

Perspectivas para o mercado financeiro

A expectativa é que o Fed opte por uma política de “corta e espera”, iniciando a redução de juros em setembro e aguardando novos dados antes de realizar novas mudanças. Essa sinalização pode manter o apetite por risco e continuar favorecendo ativos emergentes, como os brasileiros.

Combinando cenário externo positivo, queda do dólar e avanço do Ibovespa, o mercado brasileiro entra no segundo semestre com sinais de recuperação e otimismo cauteloso.

Redação Saiba+

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Presidente do Itaú chama fraude da Americanas de uma das maiores do país

Milton Maluhy afirma que bancos foram vítimas de prejuízos bilionários e nega qualquer conivência com irregularidades investigadas pela Polícia Federal

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O presidente do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, classificou o rombo contábil da Americanas como “uma das maiores fraudes já vistas no Brasil” e afirmou que o sistema financeiro foi uma das principais vítimas do esquema investigado. As declarações foram feitas durante a apresentação dos resultados financeiros do banco referentes ao segundo trimestre.

Segundo o executivo, o Itaú sofreu perdas bilionárias em decorrência da fraude, rebatendo de forma contundente qualquer hipótese de participação ou conivência das instituições financeiras com as irregularidades. Para Maluhy, seria ilógico imaginar que bancos participariam de um esquema que gerou prejuízos expressivos para o próprio setor.

Durante a apresentação, o presidente do banco afirmou que o problema não se limitou a divergências de classificação contábil, mas envolveu a omissão deliberada de passivos, ressaltando que a responsabilidade pelas demonstrações financeiras cabe à empresa e aos seus auditores independentes.

Maluhy também revelou que o Itaú interrompeu operações com a Americanas antes da divulgação da fraude, após identificar a necessidade de informações que, segundo ele, não foram devidamente apresentadas pela companhia. O executivo explicou ainda que documentos enviados pelos bancos aos auditores servem como apoio às auditorias e não representam qualquer participação na elaboração da contabilidade da empresa.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Federal, que ampliou as apurações sobre a fraude bilionária por meio de novas fases da Operação Disclosure. As investigações incluem o cumprimento de mandados de busca envolvendo acionistas da companhia e executivos do setor financeiro, enquanto as autoridades apuram possíveis crimes relacionados à manipulação de mercado e associação criminosa.

Além de comentar a investigação, Milton Maluhy avaliou o cenário econômico brasileiro e internacional, destacando preocupações com os impactos da inflação global, da política monetária dos Estados Unidos e das incertezas fiscais no Brasil. O executivo afirmou que períodos eleitorais costumam gerar volatilidade nos mercados, mas ressaltou que a reação dos investidores dependerá, principalmente, das propostas econômicas e fiscais apresentadas pelos candidatos.

Redação Saiba+

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Israel manifesta ressalvas a plano de cessar-fogo em Gaza

Governo israelense afirma que proposta divulgada não representa sua posição oficial enquanto confrontos continuam na Faixa de Gaza

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O governo de Israel manifestou preocupações de segurança em relação ao plano de cessar-fogo e desarmamento do Hamas, apresentado após negociações que também preveem a retirada gradual das tropas israelenses da Faixa de Gaza. As observações foram encaminhadas à Casa Branca, indicando divergências sobre os termos da proposta.

Em comunicado divulgado nesta segunda-feira, o Gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a versão do acordo tornada pública “não reflete as posições de Israel”, destacando que o governo israelense mantém ressalvas sobre aspectos considerados fundamentais para a segurança nacional.

O plano, promovido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, busca estabelecer um caminho para a redução das hostilidades no conflito, incluindo medidas relacionadas ao desarmamento do Hamas e à reorganização da presença militar israelense na região.

Enquanto as negociações seguem em andamento, os confrontos na Faixa de Gaza continuam. De acordo com as informações divulgadas, ataques realizados por Israel nas últimas 24 horas resultaram na morte de 19 pessoas e deixaram outras 35 feridas, evidenciando que a situação humanitária e de segurança permanece crítica.

As divergências entre as partes demonstram a complexidade das negociações, que envolvem questões militares, diplomáticas e humanitárias. O posicionamento oficial de Israel reforça que eventuais avanços dependerão da construção de um consenso capaz de atender às preocupações de segurança apresentadas pelo governo.

A comunidade internacional acompanha o desenrolar das tratativas, enquanto os esforços diplomáticos seguem voltados à busca por uma solução que contribua para a redução da violência e para a estabilidade na região.

Redação Saiba+

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Colisão entre helicópteros marca combate a incêndios na Grécia

Acidente ocorreu durante operação aérea próxima a Atenas; equipes de resgate foram mobilizadas para localizar militares após queda de uma das aeronaves

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Um grave acidente marcou as operações de combate aos incêndios florestais na Grécia neste domingo (2). Dois helicópteros militares colidiram durante uma missão de combate às chamas, provocando a queda de uma das aeronaves na região de Psatha, localizada a aproximadamente 40 quilômetros a noroeste de Atenas.

O incidente ocorreu em uma área fortemente atingida pelos incêndios florestais, que já destruíram mais de 100 hectares de vegetação, intensificando os desafios enfrentados pelas equipes de emergência no país.

Segundo informações das autoridades locais, quatro militares estavam a bordo das duas aeronaves envolvidas na colisão. Até o momento, não há confirmação oficial sobre o estado de saúde ou o paradeiro dos ocupantes do helicóptero que caiu, o que mantém as buscas em andamento.

Logo após o acidente, equipes especializadas de busca e resgate foram mobilizadas para localizar os militares e prestar atendimento na área da queda. As operações seguem em uma região de difícil acesso, afetada tanto pelas chamas quanto pelas condições impostas pelo incêndio florestal.

As circunstâncias da colisão ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis. A investigação deverá esclarecer os fatores que contribuíram para o acidente durante uma das operações aéreas de combate aos incêndios que atingem diferentes regiões da Grécia.

O episódio evidencia os riscos enfrentados diariamente pelas equipes militares e de emergência, que atuam no controle das queimadas e na proteção das áreas ameaçadas pelo avanço do fogo.

Redação Saiba+

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