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‘Eu te amo’, escrevem filhas aos pais antes de serem engolidas por enchente

Filhas de 11 e 13 anos enviaram mensagens instantes antes de serem arrastadas; avós seguem desaparecidos

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Uma equipe de resgate busca corpos e sobreviventes ao longo do rio Guadalupe em Hunt, no Texas - Brandon Bell/7.jul.25/Getty Images via AFP

A tragédia que atingiu o estado do Texas (EUA) nos últimos dias comoveu o mundo após o relato da perda de duas irmãs, de 11 e 13 anos, vítimas de uma enchente repentina causada pela cheia do rio Guadalupe. As meninas, Brooke e Blair Harber, foram encontradas mortas a cerca de 20 km de onde estavam hospedadas com os avós paternos, que seguem desaparecidos.

Segundo relato ao Wall Street Journal, o pai das meninas, o advogado R.J. Harber, e sua esposa, Annie, estavam em uma cabana próxima com as filhas e os avós, na comunidade de Casa Bonita, perto da cidade de Hunt. Eles não haviam recebido alertas específicos de risco para a região, embora a chuva fosse intensa desde a madrugada da última sexta-feira (4).

Ao acordar por volta das 3h30, R.J. percebeu que a água já havia invadido a cabana. Em menos de dois minutos, o nível da enchente subiu drasticamente, alcançando o pescoço da esposa. O casal escapou pela janela e tentou chegar até as filhas, que estavam em outra cabana com os avós. O caminho de cerca de 30 metros se tornou intransponível devido à força das águas. “Era um turbilhão”, descreveu.

Instantes depois, uma onda arrastou uma das cabanas vizinhas, que colidiu com a cabana das meninas. Carros e árvores também eram levados pela correnteza. Sem conseguir atravessar, o casal se refugiou em uma casa mais segura e, já abrigado, recebeu mensagens enviadas pelas filhas pouco antes da tragédia: “Eu te amo”, escreveram Brooke e Blair, em mensagens separadas enviadas às 3h30.

Na manhã seguinte, com a baixa do nível da água, R.J. retornou ao local. A cabana das filhas havia sido completamente destruída, restando apenas o piso de azulejo. Os corpos de Brooke e Blair foram encontrados um dia depois, a cerca de 20 quilômetros do local. Os avós, Mike e Charlene Harber, permanecem desaparecidos, segundo autoridades locais.

Brooke e Blair estudavam na Escola Católica St. Rita, onde a mãe delas também trabalhava. A comunidade escolar organizou vigílias e homenagens às meninas, descritas por amigos e familiares como carinhosas, inteligentes e cheias de vida.

“Infelizmente, todas essas ótimas lembranças agora são uma lembrança ruim”, disse R.J., emocionado, ao Wall Street Journal.

Redação Saiba+

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Explosão em fábrica de fogos deixa mortos na China

Acidente em Hunan provoca dezenas de vítimas e levanta alerta sobre segurança industrial

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Imagens da explosão da fábrica de fogos de artifício mostram uma densa coluna de fumaça | Bnews - Divulgação Reprodução

Uma forte explosão em uma fábrica de fogos de artifício deixou ao menos 26 mortos e mais de 60 feridos na província de Hunan, na China. O caso, registrado na última segunda-feira (4), foi divulgado pela imprensa estatal nesta terça-feira (5) e já mobiliza autoridades locais para investigação e socorro às vítimas.

De acordo com informações oficiais, o acidente ocorreu por volta das 16h40 (horário local) em um dos galpões da empresa Huasheng Fireworks Manufacturing and Display, especializada na produção e exibição de fogos de artifício. A explosão foi descrita como intensa, causando destruição significativa na estrutura do local e atingindo trabalhadores que estavam em operação no momento.

Equipes de resgate foram enviadas imediatamente à área, atuando no atendimento aos feridos e na busca por possíveis sobreviventes entre os escombros. Muitos dos feridos foram encaminhados a hospitais da região, alguns em estado grave, o que pode elevar o número de vítimas fatais nas próximas horas.

O episódio reacende preocupações sobre segurança em fábricas de materiais explosivos, um setor historicamente associado a acidentes na China. Autoridades já iniciaram uma investigação para apurar as causas da explosão e verificar possíveis falhas nos protocolos de segurança.

Especialistas destacam que o manuseio de substâncias altamente inflamáveis exige rigor extremo, e tragédias como essa reforçam a necessidade de fiscalização constante e medidas preventivas mais eficazes.

Redação Saiba+

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China rejeita sanções dos EUA contra empresas por compra de petróleo do Irã

Governo chinês critica medidas de Washington e reforça importação de petróleo iraniano

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Pequim diz que vai ignorar sanções dos EUA contra empresas que compraram petróleo iraniano — Foto: Bloomberg

O governo da China advertiu neste sábado que não irá acatar as sanções impostas pelos Estados Unidos contra cinco empresas chinesas, acusadas de adquirir petróleo do Irã. A reação oficial reforça o clima de tensão entre as duas potências no cenário geopolítico global.

As autoridades chinesas destacaram que consideram as medidas de Estados Unidos como unilaterais e inadequadas, afirmando que suas empresas atuam dentro da legalidade do comércio internacional. A decisão evidencia a disposição de Pequim em manter suas relações energéticas com o Irã, mesmo diante da pressão externa.

Nos últimos meses, Washington intensificou esforços para reduzir as receitas do governo iraniano, ampliando sanções contra refinarias chinesas que compram petróleo do país a preços mais baixos. A estratégia faz parte de uma política mais ampla dos EUA para limitar a influência econômica e política do Irã no mercado internacional.

A China, por sua vez, segue como um dos principais importadores do petróleo iraniano, considerado estratégico para atender à demanda interna de energia. O posicionamento do governo chinês reforça a importância da parceria comercial entre os dois países e aponta para possíveis impactos no equilíbrio do mercado global de petróleo.

Analistas avaliam que o impasse pode gerar novos atritos comerciais e diplomáticos, com reflexos tanto no setor energético quanto nas relações internacionais. A situação também levanta preocupações sobre a estabilidade dos preços do petróleo e o futuro das sanções econômicas no cenário global.

Redação Saiba+

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Trump afirma que EUA podem assumir controle de Cuba “quase imediatamente”

Declaração envolve possível envio de porta-aviões e eleva tensão geopolítica no Caribe

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Trump mencionou a possibilidade de enviar o porta-aviões USS Abraham Lincoln para intimidar Cuba | Bnews - Divulgação Divulgação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou recentemente que o país pode “tomar o controle de Cuba quase imediatamente”, em uma fala que rapidamente repercutiu no cenário internacional. A afirmação, considerada forte e controversa, veio acompanhada da sugestão de mobilização militar, incluindo o envio de um grande navio de guerra para a região.

Segundo Trump, a estratégia poderia envolver o deslocamento de um porta-aviões, como o USS Abraham Lincoln, para as proximidades da costa cubana. A medida, caso concretizada, representaria uma escalada significativa nas relações entre os dois países e reacenderia tensões históricas no Caribe.

A fala do presidente ocorre em um contexto de disputas geopolíticas e pressão internacional, levantando preocupações entre analistas sobre possíveis impactos na estabilidade regional. Especialistas em relações internacionais avaliam que qualquer movimentação militar próxima a Cuba pode gerar reações não apenas do governo cubano, mas também de aliados estratégicos na América Latina e em outras partes do mundo.

Historicamente, as relações entre Estados Unidos e Cuba são marcadas por décadas de embargos econômicos, conflitos ideológicos e momentos de alta tensão, como a Crise dos Mísseis de 1962. Embora tenha havido avanços diplomáticos em determinados períodos, declarações como essa reforçam um cenário de incerteza.

Até o momento, não houve confirmação oficial de ações concretas relacionadas ao envio de forças militares. No entanto, a declaração já provocou forte repercussão internacional e debates sobre segurança, soberania e diplomacia global.

Redação Saiba+

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